terça-feira, 8 de setembro de 2009

A noite do Dois: Voltando as Memórias d um Transtorno Part.5


Part.5

Só me lembro q o policial q tava fazendo bico d segurança na hora disse: “Quietinho ae.” Eu fiquei quieto e pensei q já era hora d me entregar. Nesse momento já passava a me ver como o cara líder da organização terrorista. Q no caso era como eu via a “OGGU”, q nos meus delírios era a organização a qual eu liderava q tava botando pra quebrar. Acreditei q meu jogo tinha acabado e q era melhor me entregar.

O policial mandou eu tirar o braço da corrente do Francisco e depois ele me mandou agachar e tirar a camisa e não olhar pra ele. Eu me agachei e ele começou a me dar cascudos e falava. “Tira a camisa.” Tirei a camisa ele viu q eu não tinha nada. Mas reparou q eu tinha um crucifixo d madeira no pescoço por de baixo da camisa, não sei se foi ele q me mandou tirar ou fui eu q entreguei a ele por livreespontanea vontade.

Lembrei agora. Eu q lhe dei por livre espontânea vontade. E ele quando o pegou o jogou fora, não vi fazendo isso, mas ouvi o pequeno crucifixo caindo. Só sei q o Francisco também foi pego e tomou uns cascudos, não vi os cascudos. Mas creio q eles, não deixaram ele d fora. Só sei q o Francisco até tentou argumentar com eles dizendo q tinham tentado roubar a gente e q ele só tinha voltado lá pra pegar a carteira. Mas com certeza os dois não queriam saber disso. Obviamente o balconista disse a ele do barraco q o Francisco tinha armado na conveniência. Como eu estava com ele, sobrou pra mim também.

Só sei q eles também me mandaram levantar e falar alguma coisa a respeito. Eu levantei e falei: “Gur gar mor nur nor mar quer rur.” Eu ainda estava delirando achando q eu estava possuído por um lobo e falei grunhindo. Não me lembro o q eles disseram em seguida, só sei q a próxima ação foi. Os policiais só pegaram a gente, nos imobilizou e então levaram a gente pra o banheiro.

Chegando lá mandaram eu tirar os sapatos, meias e a camisa. Eu exitei em fazer d início, um deles gritou d novo comigo e me deu um cascudo na cabeça. Fiz o q eles mandaram. O pior q mandaram o Francisco fazer o mesmo, mas além da camisa e tênis e meia, mandaram ele tirar a bermuda também. Ele ficou só d cueca. Nós dois jogamos nossos calçado no lixo, algo q eles nos mandaram depois.

Toda hora eles nos falavam pra não olharmos pros rostos deles. Estavámos toda hora d cabeça pra baixo. Eles então mandaram o Francisco jogar no miquitório o celular dele. Eu até vi ele tirando a bateria do celular. E desenroscando a antena do celular. E falando calmamente algo q parecia ser: “Tudo bem. Vou jogar meu celular aqui...” Foi então q quando vi Francisco fazer aquilo veio mais outro delírio na minha mente. Foi algo mais menos assim q eu pensei: “Ele está chamando os agentes secretos. Ele desenroscou a antena do celular pra ativar a escuta camuflada do celular q vai gravar toda a conversa nossa. O celular também tem um GPS q irá chamar os agentes secretos q irão ferrar com esses policiais d merda.”

De repente os policiais tão olhando o saco plástico q tava o fumo Maratá do Francisco e um deles falam: “Isso aqui é maconha!” Francisco diz: “Isso é meu fumo Maratá cara. Tem nada d maconha ae não.” Sei q eu também falo sem olhar pra eles. “Isso é só Maratá mesmo.” Um dos policiais fala me puxando o cabelo. “Cala boca e fica com as mãos na parede.” Nisso ele me empurra pra parede e eu fico lá, me lembro q meu cabelo estava curto, mas não tão curto, a franja já batia no nariz. Mas era o suficiente pra eles me puxarem o cabelo.

Ouço um deles então ligando pra polícia dizendo. “Temos aqui um traficante de maconha e um garoto d programa. Todos os dois tão chapados.” Agora já começa a seção d espancamento. Ouço os gritos do Francisco d dor. Estavam socando as custelas dele. Depois vem um q faz o mesmo comigo. Sou muito minha custelas. E bateu muitas vezes minha cabeça contra a pasrede. Enquanto ouvia o Francisco gritando d dor porque também estavam quebrando o pulso dele.

Ele gritou bem alto. Só ouvi: “Ae minha mão! Minha mão não!” Nisso eu tomando socos nas custelas na altura dos rins e o policial FDP batendo com força minha cabeça contra parede. Eles saíram de lá e me mandaram ficar com as mãos na parede e continuar lá. Só sei q os caras saíram e voltaram 3 vezes e fizeram a mesma coisa com nós dois. Não sei bem como bateram no Francisco, mas sei q em mim nessas três vezes eles devem ter revesado no espancamento. Pois sempre q tomava socos nas custelas e batiam minha cabeça contra parede era uma voz diferente q gritava e me xingava.

Comecei a desconfiar q eram mais d dois, talvez 3 ou 4, não me lembro bem quantas vezes q tomei uma seção d socos nas custelas e q bateram minha cabeça contra parede. Parecia q foi umas 4 vezes essa seção, não apenas 3. Mas diferente do Francisco não sentia dor nem medo e nem desespero, mas uma certa tristeza pela violência deles.
Me senti como se estivesse na pele d Jesus Cristo naquele filme A Paixão d Cristo, o ator no filme expressava mais tristeza com relação as atitudes dos soldados romanos do q dor e medo. Foi assim q me senti. Lembro q quando foi acontecer a ultima vez eu tirei as mãos da parede cansado d tanto esperar eles voltarem. Perguntei ao Francisco: “Devemos reagir?” Pensei em reagir porque pra mim as porradas não estavam fazendo diferença nenhuma pra mim. Francisco disse se me lembro bem: “Não. Só fica quieto mesmo. Você é durão. Vamos ter q agüentar esses caras mais um poço.”

Vi o Francisco olhando pra mim e respirando fundo e muxando a barriga com a respiração funda dele. Ele queria demonstrar q estava tudo bem. Se não me engano, enquanto fazia esse exercício respiratório até falou algo como: “Q nem os monges shaolim. Eles me bateram mas eu não senti nada não, gritei só pra representar.”
Ah. Gritou só pra representar, acreditei nisso na hora. Depois o Francisco voltou a falar. “Olha só my friend my brother. My friend my brother, essa é a palavra chave pra nos indentificarem e as coisas na piorarem depois pra nós. Na hora q eu falar my friend my brother tu fala comigo.” My friend my brother. Esse era o código pra não sermos reconhecidos pelos inimigos e sermo reconhecidos pelos mocinhos q eram os agentes q estavam com a gente.

Obviamente isso era mais um delírio do Francisco q também achava estar fazendo parte d uma missão secreta. Foi então q veio o PMFDP e viu q a gente num tava mais com as mãos na parede. Eu olhei d relance pra ele e ele gritou: “Não olha pro meu rosto!” Ele então me puxou pelo cabelo e me colocou d frente pra parede d novo. Socou outras vezes minhas custelas e em seguida me jogou em outro cômodo do banheiro. Abriu a porta e me jogou no chão onde tinha o vaso.

Falou pra mim em seguida: “Sentae no vaso e não sai dae!” Me sentei no vaso e fiquei d cabeça baixa sem olhar pra eles. Só sei q ouvia gritos do Francisco sendo espancado d novo. E o próximo seria eu.

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