sábado, 13 de junho de 2009

Cásulo d ódio Part.1


Obs: Esse é mais um conto meu bem trabalhado q está postado no inicio do blog q resolvi corrigir os erros d português e d digitação.

Parte.1

- Senhor Israel Fagundes. Estamos aqui juntos a procura de uma solução. Quando você foi transferido da ala 22 pra ala 27 da cidade prisão, foi por motivos d insanidade mental. Ouvi a versão da polícia sobre sua história fantástica, mas com certeza, a fatos não esclarecidos, detalhes q o senhor pode me contar se quiser, para q possa ser a solução para seu trauma.

- Não acredito q possa haver solução senhor Tales. Mas irei lhe narrar como fui me transformar nesse monstro q me tornei hoje.
Tive uma vida normal, nasci numa família espírita de classe média alta. Minha mãe era negra e meu pai filho de uma índia do Xingu e um branco, tinha dois irmãos também, éramos uma família feliz. Mas aqueles desgraçados me tiraram tudo q eu mais amava, começando por Luma e depois veio minha família. Tentaram me matar, mas eu escapei e aqueles desgraçados tiveram o q merecia. Eis como tudo começou. Eu conheci Luma com meus 17 anos no curso preparatório para o vestibular de Marabá em q fazia de manhã. Era meu primeiro dia de curso, queria prestar para direito, quando eu tinha me sentado na primeira fila. Vi aquela mulata com mais de 1.70cm, usava calça jeans justa e uma camisa baby-luc q deixava linda, tinha olhos verdes, corpo esbelto, seios fartos e uma bunda bem proporcional e cochas grossas. Era uma deusa, não era o único q olhava pra ela, todo garotos da sala também a secavam. No começo, todos deram em cima dela, mas eu era muito tímido e duvido muito q ela notasse, um magrelo d 1.90cm, aparelho nos dentes com óculos e com um cabelo meio grande e encaracolado, preso por uma diadema.

Tinha a aparência de nerd, mas não era muito inteligente. Só com 4 anos falei minha primeira palavra, custei a aprender a ler e escrever. Nunca bombei, ma custei a terminar o segundo grau, não me dava bem com ciências exatas, apesar disso era exepcional em português e redação, lia muito e escrevia num jornal da escola. Nunca fui bom em nenhum esporte. Fazia duas semanas q estava no curso, foi quando fiz uma redação q a professora nos passou como trabalho. O tema era: A melhor forma de acabar com desmatamento. Sempre fui preocupado com a natureza. Fiz uma redação, q foi considerada a melhor da sala, depois veio a redação de Luma. A professora leu as três melhores redações d todos seu alunos d todas as salas q dava aula. Depois q chegou o intervalo, estava comendo meu sanduíche e tomando um suco. Foi quando ela se sentou no mesmo banco q estava. Ela olhou pra mim sorrindo e falou:

-Oi.

Eu estava com o suco descendo pela boca e engasguei na hora quando ela me dirigiu a palavra. Voltei a me recompor e olhei pra ela q estava rindo.

-Oi... - disse a olhando espantado.

-Você está bem agora? – disse ela sorrindo.

-Sim.

-Você se chama Israel num é.

-É... É sim...

-Sou Luma.

-Sim eu sei...

Foi aí q começou uma amizade, ela sempre puxava assunto e nós falávamos de muitas coisas q tínhamos em comum. A leitura e o gosto de escrever era uma delas, mas era bem diferente de mim, jogava vôlei, era extrovertida. Gostava de axé e hip hop e trance enquanto eu ouvia MPB e curtia new age e rock. Durante pouco mais d 3 meses, viramos muito amigos. Sempre voltávamos do curso juntos e saíamos juntos também. Não tinha muita amizade com os homens da minha turma, foi através de Luma q comecei a fazer amigos, melhor dizendo amigas. Luma sempre dizia coisa boas a meu respeito para suas amigas. Elas me adoravam, teve duas delas q cheguei a ficar, mas nunca tive nada sério com elas, era apaixonado por Luma, mas nunca tive coragem pra me declarar. Um dia quando voltávamos a pé e abraçados depois do curso passávamos por um bar. Foi quando parou uma Pagero atrás de nós q nos surpreendeu. Olhamos pra trás, Luma ficou assustada, quando desceu um homem forte e loiro de cabelos ao estilo militar, um pouco mais baixo q eu, desceu junto também mais outros três marombeiros de cabeça raspada q nos fitavam de braços cruzado, Luma falou espantada:
-Lúcio!

-Q q c tava fazendo abraçado com esse varapau! – dizia ele me olhando com fúria.
-Não tenho q t dar satisfação nenhuma, não estamos mais juntos!

-Eu q decido se estamos ou não mais juntos! – gritou ele mais alto.

Quis interferir na discussão, meu coração batia acelerado, foi quando procurei dizer na maior calma:

-Calma rapaz, a Luma...

-Cala boca rapa! Ou t enfio a mão na oreia! – disse ele me apontando o dedo bem perto meu nariz.

-Eu não posso permitir essa...

Recebi um soco no olho tão forte q cai no chão, quando fui tentar me levantar ainda recebi um chute nas costelas. Estava já me recompondo quando vi aquele homem a puxando pelo braço contra a sua vontade. Meio atordoado me levantei e quando ele estava de costas pra mim lhe acertei um canga leitão na nuca. Ele soltou o braço de Luma. Os outros vieram pra meu rumo enquanto ele se virava para trás. Luma foi correndo e eu ia atrás dela, mas fui puxado pela camisa e caí de costas no chão, foi quando os quatro começaram a me espancar. Recebi chutes na cabeça, nas custelas, no nariz. Foi quando olhei pra cima e vi dois pés caindo em cima de minha cabeça. Nessa hora não vi mais nada. Foi quando comecei a ouvir a voz de Luma, ela chorava e aos poucos sua voz distanciava. Foi quando acordei, do nada numa cama de um hospital. Meus pais estavam ao meu lado. Minha mãe segurava minha mão, meu pai sorria. Ela perguntou aflita:

-Filho! Você está bem!?

Olhei-a espantado e confirmei com um gesto de positivo com a cabeça afirmei q sim. Meu pai logo disse:

- Você estava tendo pesadelos todos os dias q esteve em coma, gritava e chorava dormindo quase todo tempo, os infermeiros tinham de lhe dar uma enjeção para durmir. Isso com muito custo, pois você esperneava e os socava lhes chutava com violência.
-Quanto tempo estive em coma!?

-Por 66 dias.

-Em q mês estamos?

-Junho meu filho – disse minha mãe. – Você passou por 3 cirurgias, seu crânio era mais fácil dizer o não estava quebrado do q o q não estava.
Passei a mão na minha cabeça e vi q ela tinha sido raspada e sentia as cicatrizes de onde tinha sido cortado.

-Você também tinha 3 custelas quebradas.- continuou meu pais

-É um milagre q você tenha sobrevivido, ficamos orando por você o tempo todo. Graças a Deus está vivo! – disse meu pai sorrindo.
-Luma vinha t visitar todos os dias e ficava falando com vc, ela chorou muito segurando suas mãos. – disse minha mãe.

Sorri naquele momento, saber q Luma me visitará todos os dias me confortava bastante. Meus irmãos Rafael e Miguel chegaram. Miguel, meu irmão mais velho foi o primero a falar:

-E aí mano, como é q tá?

-Melhor agora.

-Nós ainda vamos dar um jeito naqueles canalhas! – disse Rafael, meu irmão mais novo.
Me lembrei daqueles desgraçados, minha cara fechou na hora, depois comecei a chorar. Minha mãe e meus irmãos logo me confortaram. No mesmo dia recebi alta, estava mais magro do q era, tive de fazer um certo esforço pra chegar a nossa camionete. Quando cheguei em casa logo me deitei na cama, só levantava para comer e fazer minhas necessidades básicas. Era final de junho, meus colegas estavam entrando de férias, recebi várias visitas de amigos, parentes e colegas de salas, de professores também. Passei as férias adquirindo peso e sendo cuidado por meus pais e meus irmãos. Mas foi no final de julho q fiquei bem feliz. Pois tinha chegado em meu quarto Luma, q sorria quando me olhava, lhe retribuí da mesma forma. Ela começou a dizer: -Ainda bem q você está bem Israel. Fiquei muito preocupada com você esse tempo todo. Todo dia q podia t visitava.

-Estou bem agora. Mas enquanto aquele seu ex-namorado ciumento? Voltou a t importunar? O q houve com ele?

-Ele não irá mais lhe importunar. Foi internado numa clínica de recuperação para viciados em drogas duas semanas depois do q aconteceu. Foi por causa disso q tínhamos terminado a um a dois anos atrás, ele sempre me perseguia, acabei me mudando de Belém pra Marabá, mas ele descobriu onde morava e depois foi pra Marabá também, tinha chegado lá a dois dias.

-Mas o q aconteceu com ele? E o q aconteceu com o resto?

-Nada... Pensei q seus pais tinham lhe contado q o ocorreu...

Foi nesse momento q me lembrei q nunca tinha perguntado isso a eles, meu pai era advogado. O q será q fez a respeito? Foi quando meu pai entrou no meu quarto começou a comentar:

-Não pude fazer nada filho, desculpe não poder ter t contado antes.

-Porque ele não foi preso.

-Foi sua primeira ocorrência. Era réu primário e seu pai é um político rico e influente em Belém, não foi difícil pra ele se safar dessa.

-Mas agora tudo ficará bem Israel.– disse Luma – Ele não vai sair tão cedo da clínica, ficará no mínimo seis meses.

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