quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Memórias d um Transtorno Part.4


Part.4

Uma das pessoas q mais sofreu com meu transtorno foi minha mãe, ela já chorou perto d mim dizendo q não agüentava mais a mim do jeito q eu estava. Se tinha alguém q também já estava indo a beira da loucura, era minha mãe. Eu nem estava ligando pra ela. Eu e minha mãe nos damos muito bem hoje. Mas durante os anos q estive em crise por causa do meu transtorno, entramos várias vezes em conflito.

Lembro-me d uma vez q eu não queria tomar os remédios, ela d raiva pegou um copo d água q ia me dar e jogou pela janela aberta e se espatifou no muro, quase pegando meu irmão mais novo Artur q voltava da escola.

Um dos atos insanos q me lembro q fiz quando estava em crise, foi quebrar todo o carro nosso com chutes, era um Fox, ele ficou todo amassado. Também me lembro d ter jogado nossa televisão d 20 polegadas no chão, quando estava com raiva d mais, por sorte ela só rachou a parte plástica e ainda funcionava pra ver.

Uma vez também, em julho d 2005, me lembro q me meti em confusão numa loja d matérias d construção chamada Pregão, em q dois funcionários da loja vieram me agredir. Eles não se deram bem, apesar d não te-los machucado, eu os arremessei contra o chão pra não machucá-los.

Até q chegou um policial civil lá q estava passando pela rua, mandou eu ficar quieto, eu fiquei e ele chamou a polícia. Os policiais perceberam q eu estava transtornado e me deixaram em casa. Esse dia da confusão na loja Pregão aconteceu porque os funcionários pensaram q eu estava os roubando.
Na verdade foi porque peguei uma bota pra mim e falei q tava comprando no nome d senhor Rui, vizinho d casa na época. Eu estava delirando. Vejam só... Pensando q eu era um maçon. Porque Rui é um maçom. O q me levou a pensar q era maçon, é uma outra história.

Uma vez vi Rui e seus amigos sentado na porta d casa sentados numas cadeiras d plástico converssando sobre negócios. Eu passei perto deles e os comprimentei dizendo: “E ae meus amigos maçons.” Eles então sorriram pra mim e confirmaram q eram maçons. No outro dia então Rui me convidou pra tomar café na casa dele e eu vi aquilo como uma iniciação.

Foi então q fui no Pregão no outro dia e fui pegar as botas no nome do Rui, dessa vez eu tinha o delírio também q ia precisar d botas novas pra trabalhar pro Rui como segurança particular, olha q ele nem me convidou pra fazer isso. Mas nos meus pensamentos delirantes eu já estava contratado pra ser empregado do Rui. O Rui é um fazendeiro rico daqui da região. E um detalhe. Mais tarde quando voltei a sanidade me confirmaram q o Rui e os amigos deles eram mesmo maçons.

Mas pra explicar melhor o q houve no Pregão, eu peguei as botas e tava saindo, tanto q o funcionário da loja saiu correndo atrás d mim enquanto eu andava rápido. O cara então disse: “Ei maluco! Vai pagá as botas não?”

Eu voltei devolvi as botas e disse: “Vocês num colocaram na conta do Rui não?” Foi então q me desentendi com o funcionário q partiu pra cima junto com outro funcionário. Foi ae então q rolou a briga em q eles não se deram bem. No outro dia na praça já estavam comentando q eu bati em dois funcionários do Pregão.
Pra falar mais sobre meus delírios, eu não vou citar qual veio primeiro pelo cronograma certo. Vou descrever os delírios q eu tive em 2005 se obedecer a ordem em q eles aconteceram. Até tento seguir a ordem, mas acabo me lembrando d outros delírios anteriores e acabo descrevendo aqui mesmo.

Uma outra confusão q me lembro também q me meti, coisa q foi sacanagem dos outros mesmo, foi quando os policiais da Táticos me pegaram na rua saindo d uma loja depois d receberem uma denuncia. Vou contar como foi. Eu tinha resolvido q teria responsabilidade naquele dia, não me lembro bem qual dia exatamente era. Só sei q fui num cabelereiro, ele então cortou meu cabelo q tava enorme.(Q arrependimento q tenho d ter feito isso em 2005...) E em seguida eu sai d lá sem pagar, porque pensava q o cara era meu amigo, só tinha deixado o cabelo grande como pagamento, o cabelo meu passava dos ombros na época.

Foi então q pus uns óculos escuros vagabundos e entrei numa relojoaria, lá dentro e pedi a moça pra olhar os óculos. Tirei os óculos vagabundos e peguei os outros óculos e os experimentei, só q não comprei nenhum. Coloquei os óculos no lugar e peguei os meus óculos vagabundos d novo.
Então fui saindo pela cidade procurando uma blusa feminina pra mim dar d presente pra Flávia. A menina a qual citei antes q estava apaixonado. Só sei q entrei numa loja chique e pedi a moça pra olhar uma blusa.

Estava com clientes lá dentro, elas me olhavam estranho, só sei q fiquei zangado e sai d lá batendo a porta d vidro. E depois dando um soco na porta de vidro fazendo a porta e a vitrine tremerem sem q o vidro se quebrasse. E surpresa! Do lado d fora eu vejo os policiais da Táticos me esperando. Não sabia o q eles queriam comigo.
Eles já foram logo falando: “Mão na caminhonete e perna aberta.” Eu então coloquei as mãos na caminhonete da polícia, abri as pernas e eles me revistaram. Um deles falou. “Porque c quebrou os manequins da loja?” Então eu disse: “Eu não quebrei nada!” “E o q você fez então?”

Contei e demonstrei pra eles q tinha saído da loja e fechado com força a porta d vidro e socado a porta d raiva e por fim dei um soco na porta sem q ela se quebrasse e só isso. Mas eles insistiam q eu tinha quebrado os manequins. Só mais tarde q vim a descobrir q o tremor q eu fiz vidro afetou um dos manequins q estava encostado no vidro q por seguinte caiu sobre os outros manequins quebrando tudo.
Os policiais me levaram pra delegacia. Quando estava saindo da viatura. Um conhecido da minha mãe, o Cláudio, me viu com os policiais. Falo q me conhecia e q ia chamar minha mãe.

Foi então q o Cláudio chamou minha mãe q chegou desesperada na delegacia, eles então vieram a contar pra minha mãe q eu tinha roubado óculos novos da relojoaria, algo q era mentira, q eu voltei com meus óculos vagabundos mesmo, q os policiais até tomaram d mim. E disseram pra minha mãe q eu fiz uma quebradeira na loja d roupas também.

Não me lembro bem porque, mas acabei tendo q ficar na delegacia, numa sala do delegado enquanto os policiais saíram pra confirmar minha inocência não só sobre o q houve na loja. Mas parece q eles estavam desconfiando q eu tinha cometido outros crimes também.

Eu era um elemento suspeito pois vagava muito a noite sozinho. Q furada q fui me meter, só sei q nesse dia q tava na delegacia, fui almoçar por lá mesmo. Tava almoçando na sala quando chegou um escrivão me olhou torto, eu também olhei torto pra ele, foi então q ele me deu um tapa na colher d plástico q tava na minha boca. Eu d raiva retribuí o tapa na cara dele q jogou os óculos dele no chão.

O escrivão grito comigo: “Seu merda! C acha q pode bate em autoridade!” Eu disse: “Tu é uma autoridade d merda seu caralho! Tu é corrupto!” Dois policiais me levaram pra fora da sala. E o escrivão tava lá fora no pátio da cadeia da delegacia me esperando.

Eu tomei um soco no estomâgo d um dos policiais q disseram: “C não pode bate em autoridade não maluco!” Não surtiu efeito o soco, continuei em pé e nem perdi a respiração. Depois veio o escrivão q me deu 3 chutes no saco e só ficou mais irritado ainda pelo fato deu não demonstrar um pingo d nervosismo ou dor, foi como se os chutes dele não valessem nada, olha q o cara era alto e gordo.
Me colocaram na cadeia então, só entrei pra lá falando merda mesmo, nem me lembro bem o q era. Falei coisas tipicas d um maluco delirando. Me colocaram na cela onde tinham menores infratores. E eu nos meus delírios comecei a fazer demonstração d tai-chi pra os menores presos.

Um policial via aquilo e me colocou numa outra cela separada em q eu fiquei sósinho. A cela era mais um pátio pra tomar sol, pois não tinha teto. Foi então q fiquei lá sósinho e comecei a treinar movimentos d kung fu fazendo urros animalescos bem altos. Batia o pé no chão e tremia tudo lá dentro, só estando maluco e em crise mesmo pra arranjar tremenda força.

Só lembro d ter ouvido gritos d alguém sendo torturado e os gritos me pareciam ser do escrivão. Um policial então chegou e me tirou d lá. Sentamos então do lado d fora da delegacia, junto com mais dois policiais e uma delegada. Um deles me perguntou: “Como você sabia q aquele cara era corrupto, estávamos investigando ele.” Eu disse: “Simplesmente surgiu isso na minha mente.”

Foi então q minha mãe chegou e eu fui liberado. Me lembro q duas semanas depois, cheguei a ir na outra delegacia q tinha sido inaugurada pra pegar o escrivão q me bateu e lhe dar umas porradas, dessa vez eu fui careca, não tinha nem ficado muito tempo com cabelo cortado e resolvi raspá-lo. Cheguei na delegacia com uns pães d queijo q minha mãe tinha feito e dei pra os prisioneiros dentro da cela. Um deles até pensou q eu era um policial federal.

Falei umas asneiras d loco e fui procurar o escrivão. Ae um policial civil chamado Aloísio me viu e sabendo q eu estava em crise me levou pra o escritório da minha mãe na viatura. Ele teve q ir ouvindo minhas asneiras d maluco pra variar.
Cheguei lá e minha mãe me pediu pra ficar quietinho lá com ela até a hora d ir pra casa. Fiquei lá mexendo na net até dar hora do almoço. Um detalhe. Passou-se quase um mês em q eu ja tinha voltado a me tratar q minha mãe veio e me falou q eu fui vingado do escrivão q me bateu. Ela me disse q ele tinha sido preso por corrupção.

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