quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Memórias d um Transtorno Part.3


Part.3

É. Podia ser q nem sempre q ouvia vozes q eu estava delirando. Mas eu delirava nos tempos d crise. Aquela coisa comum d transtornado q tem esquizofrenia ou bipolaridade. Você acha q faz parte d uma teoria da conspiração, q tudo é uma conspiração a seu redor, delírios d grandeza, em q você se acha importante d tal maneira pro mundo q se você não fizer alguma coisa, tudo vira desordem total.

Me lembro bem d muitos dos delírios q tive, mas vamos começar por parte, vamos começar pelos delírios d 2005 e das coisas q eu aprontei quando estava em crise, q hoje eu olha pra trás e nem acredito q tenha feito tamanha merda. Eu tinha uma péssima mania d ir em igrejas evangélicas debater sobre um versículo da Bíblia, em especial um q está no Mateus Cap.5 q falava q não se devia orar gritando.

Como se fosse adiantar isso. Mas o problema não era isso, mas sim as confusões q me metia nessas Igrejas. Uma vez fui na Igreja Deus é Amor e num debate com uma pastora, ela me estranhou e começou a fazer aqueles exorcismos gritados pensando q eu tava possuído. Ae veio todas as poucas crentes q estavam na pequena igreja d esquina com a gritaiada pra cima d mim. Eu só sei q não gostei disso e puxei o fiu do microfone q puxou junto a caixa d som q caiu no chão fazendo o maior barulho. E as crentes entraram em desespero, ae a pastora me pediu pra ir embora educadamente e eu fui embora da igrejinha ouvindo aos berros as crentes gritando q eu era louco e q deviam chamar a polícia.

É... Poisé. Parece cômico e ao mesmo tempo absurda essa situação, o problema q veio depois foi as conseqüências. No outro dia espalhou pelas redondezas q eu bati na pastora e espanquei as crentes. Mas como esse povo aumenta as coisas. Não foi a primeira vez e nem a ultima vez q aumentaram de mim as coisas q eu fazia.
Olha q eu ainda depois voltei pra igrejinha Deus é Amor. Fui lá algumas outras vezes depois pra bancar o idiota tentando convencer outros idiotas d alguma coisa, algo q com certeza não adiantaria d nada.

Uma vez levei dois amigos e duas amigas pra dar balinha no dizimo pra os religiosos. Só fui eu, a Flávia, q era a mina com quem me apaixonei depois da Sara e com a Juliane e com outros caras q não me lembro do nome. Só sei q na noite q demos a balinha. Só eu, Juliane e Flávia q demos a balinha, eu ainda dei um real.
Depois q demos as balinhas d dízimo, as crentes mais xatas vieram nos devolver as balinhas mas não devolveram meu um real. Eu ainda arranjei tempo pra discutir com o pastor, q criticou a atitude d dar balinhas. Falei umas merdas e ouvi outras merdas e então fomos embora.

Essa onda d dar balinha como dizímo na verdade eu tinha feito primeiro sósinho foi na Universal. Lá o pastor ainda chegou a falar no microfone q devíamos levar a sério o dizimo e não dar balinhas como doação.
Lembro q eu até criei no orkut uma comunidade chamada ordem da balinha sagrada, q não deu mais q 12 pessoas. Eu sonhava alto, pensava q ia reunir muita gente só pra protestar nessas igrejas dando balinha pra os pastores só pra eles pararem d gritar nos seus sermões.

Só q esse tipo d situação não se repetiu d novo nas outras igrejas. Mas com certeza já fiz coisas piores nessas igrejas. Me lembro d uma vez q fui na igreja Quadrangular. E lá fiz o maior furdunço, enquanto o pastor falava no microfone eu falava mais alto ainda tirando sarro com a cara do pastor com o q ele falava.
Só sei q teve um momento lá q um dos obreiros me tirou d lá chamando me gentilmente pra ir pra cozinha. Eu fui. Só sei q lá eu comecei a debater com o obreiro d novo. Como o debate num levou a nada eu empurrei ele contra parede e segurei forte nos braços dele e falei umas coisas pra ele q nem me lembro mais, mas q eram uma tremenda besteira, pra variar.

O obreiro era aparentemente mais forte q eu, mas não conseguiu se soltar dos meus braços. Foi um outro obreiro q se aproximou e falou pra mim soltá-lo e eu o soltei e fui pra um canto conversa com outro obreiro. Eu fui, conversei um pouco com ele e depois fui embora da Igreja e fiquei como sempre rodando a noite sósinho por Paragominas.

E pra variar nessa cidade d gente fofoqueira, mais uma vez virei alvo d falação nas ruas d Paragominas. Ae o povo das Igrejas ao redor começou a ouvir sobre um maluco q ia em igrejas aprontar bagunça. Me lembro mesmo q o q deixou a crentaiada brava comigo foi quando eu cheguei na Igreja Batista e aprontei lá também.
Tudo começou com eu debatendo inutilmente com uma crente e tinha um mototaxista ao lado me olhando e q era crente também, q me pegou pelo braço e foi me levando pra fora a força. Só sei q na hora eu nem pensei em reagir contra ele porque eu tava dentro da igreja. Mas quando eu saí da igreja com ele segurando meu braço, eu me soltei dele e lhe dei um belo soco na cara.

Ae já veio os outros crentes me segurando pelo braço querendo me bater, só sei q falei pra eles me largarem ou o bicho ia pegar. Eles ficaram com medo e me soltaram e depois disso ainda veio um crente me falar q lá era a igreja d Deus e q não devia blasfemar ou fazer algum ato d violência lá dentro. Eu simplesmente falei rindo q lá era a igreja do diabo.

Ele repetiu dizendo q não. Mas tinha umas garotas crentes q viram aquilo q começaram a chorar e se ajoelhar e a praticamente delirar implorando a Deus um monte d coisas, foi ae q eu falei: “Ta vendo. Essa igreja é do diabo. Pois se fosse d Deus essas mina num ia ta chorando desesperada ae agora.” O outro crente calou a boca e eu fui embora.

E nisso o povo no outro dia só falando na cidade q eu bati nos crente, como sempre aumentando dizendo q eu tinha enchido d porrada o mototaxista. Sendo q só dei um soco na cara dele. Mais vê se pode... Só eu mesmo pra me meter nesse tipo d encrenca.
Depois vieram me contar q os batistas tavam tudo querendo me pegar pra me dá um corretivo. Só sei q teve uma vez q falaram pra minha psicóloga do caps e pra muita gente q eu tentei matar o pastor da igreja Batista com um tiro. Isso foi uma vez q eu levei pra ele um texto q tinha imprimido no escritório da minha mãe q tinha um monte d besteiras escritas, só algumas coisas se salvavam.
Na hora q eu entreguei pro pastor já era d dia, só deixei na sala dele e sai, na hora q fui embora, dei as costas pra ele. O pastor me chamou e eu me virei apontando o dedo pra ele e fui embora. Na hora q me contaram essa q eu tentei dar um tiro no pastor eu me lembrei q tinha apontado o dedo pra ele. Foi então q cheguei a conclusão q algum crente babaca devia ter me visto apontar o dedo pra ele e pensou q eu tava armado e já saiu porae fofocando e deu nessa maior merda. Agora fiquei com fama d pistoleiro também na cidade. Só me faltava essa.

E nisso minha mãe só ouvia as fofocas e já tava ficando com olheiras d tantas noites mal-dormidas d tão preocupada q ficava comigo, por causa do q o pessoal comentava com ela. Era dureza pra ela. Teve as vezes q ela já chegou a chorar d desespero e chegou um tempo q ela tava quase pirando também. Mais agora uma coisa q me lembro q já cheguei a fazer também numa igreja e creio q essa foi a ultima q aprontei numa igreja, q pra finalizar era na igreja Católica. Teve uma hora q eu simplesmente cheguei perto daquela bacia d água benta, como tinha os cabelos bem grandes, eu abaixei a cabeça, molhei os cabelos na bacia d água benta e levantei a cabeça jogando a maior água pra cima e depois balancei a cabeça vendo no ar um monte d fagulhinhas d luz azul brilhando no ar, ilusão diótica é claro. Depois disso eu ainda tive a cara d pau d sentar no trono do padre q ficava d frente pra o altar e ainda discursei um pouco pra umas poucas pessoas q tavam lá.

As pessoas eram umas meninas fiéis e umas faxineiras, depois chego a irmã Giza e me tiro d lá, me convenceu a sair gentilmente d lá e depois me levou pra casa. Irmã Gisa é uma freira q é muito amiga d minha mãe e minha também. Ela deu a maior força pra minha mãe agüentar o maior trabalho q tava dando pra ela.

4 comentários:

  1. mano que loko isso... realmente vc sofria de um deliro mental (?) mas tamo ae add la no orkut e me add no msn: iago19_1@hotmail.com

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  2. Caro Mjrmirote,

    Seu texto possui uma dimensão muito peculiar. De forma muito sincera, você relata momentos que, em suas próprias palavras, são momentos de delírio. Atitudes que seriam irracionais, embora, em alguns momentos, pareçam extremamente razoáveis. Nas situações que você descreve, o seu delírio se mistura com o delírio das pessoas e dos lugares que estão à sua volta, de forma que a anormalidade é emprestada aos outros que encenam o seu relato.
    A Bíblia diz que os religiosos devem manter a ordem no culto. Os religiosos dizem seguir a Bíblia. Os religiosos estão gritando... nada mais razoável que questionar essa contradição. Não seria maior delírio a postura de quem diz seguir o que não segue?
    Não seria delírio achar que Deus quer dinheiro e o ato de ofertar uma balinha apenas uma crítica a esse modelo de arrecadação de dinheiro de pessoas humildes e crédulas?
    Delírio é achar que uma bacia d’água possui alguma força misteriosa, algo que nem uma outra porção d’água possui, pois é benta, ou é achar que é a mesma água com a qual lavamos o corpo e matamos a sede? Delírio é achar que um sujeito chamado padre é uma espécie de amigo mais próximo de Deus ou é ter a certeza de que somos todos iguais e qualquer um pode ocupar o seu lugar e falar com os irmãos?

    Dessas suas idas às igrejas, lembrei da passagem bíblica que relata Jesus aprontando um escarcéu no templo. Chutando mesa, chicoteando pessoas, tudo isso porque fizeram da igreja um mercado. Não existia coerência entre o que pregavam e o que faziam.

    Vejo em seu comportamento uma aversão às incoerências. Uma impaciência diante das pessoas que distanciam os seus discursos de suas práticas.
    Você tem uma grande habilidade para estranhar coisas que a maioria das pessoas já aceitaram como certas, normais, inquestionáveis.

    Espero que você consiga o equilíbrio necessário para que não machuque e nem seja machucado (fisicamente falando) por ninguém. Não aceite que simplesmente rotulem você como uma pessoa anormal e delirante. Ora, quem é normal e quem não tem seus delírios? Seja feliz.

    Um grande abraço,

    Roberto

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  3. Caro Milton, sou o Feannor/Feffy, amigo antigo do seu irmão pela internet. Nunca parei para ler o que você escrevia, mas agora estou muito absorvido. Em parte por você ser um personagem muito distinto, e em parte por você escrever com simplicidade profunda.

    Meu apelo/crítica é que você estude português e corrija seus erros crassos, pois você tem muito o que falar e desta forma, as pessoas te levariam bem mais a sério.

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  4. Bem Feanor. Realmente eu sou muito fraco no português. Devia ter corrigido os erros crasos desse post. Os posts mais recentes eu sempre dou uma revisada no texto pelo blogger mesmo. Ae eu faço o q posso pra corrigir os erros d digitação e d português. Mas valeu a critica. Vo da um jeito corrigir os erros dos posts antigos também.

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