terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Memórias d um Transtorno Part.2



Part.2

Em 2004 eu tinha ações violentas q eram de auto-flagelação na sua maioria das vezes e gritei algumas vezes com meus pais quando não estava nos melhores momentos da vida, mas foi em 2005 q comecei a ter delírios pra valer.
Tudo começou quando não conseguia dormir a noite. Lembro q pegava escondido a chave do escritório d advocacia da minha mãe d madrugada e ia pra lá mexer na internet. O escritório d minha mãe ficava a poucos quarteirões d casa. Nossa casa era no centro d Paragominas na época. Era uma casa alugada. Pois como ia dizendo. Passei a não dormir a noite. Teve as vezes q fiquei até 3 dias sem pregar o olho nos momentos mais fortes da crise. Primeiro começou com eu indo nas madrugadas mexer na internet do escritório.Mas logo minha mãe descobriu e passou a guardar a chave do escritório no quarto dela. Minha mãe não queria q eu fosse no escritório d madrugada mexer na internet.

Fiquei revoltado com ela por me impedir disso. Mas passei a respeitar essa decisão e não ir mais no escritório d madrugada. Mas ainda assim saía d madrugada pra andar a noite sozinho pela cidade pensando na vida. Foi nessa época q comecei a ouvir vozes do nada. Creio q nem sempre vinham da minha cabeça, apesar d hoje crer q na maioria das vezes as vozes tenham vindo d minha cabeça. Provavelmente teve as vezes q as vozes não vinham d mim mesmo.

Nessa época eu ainda estava bem magro. Morava com a gente o Fábio, garoto meio surdo mudo q minha mãe tinha adotado por uns tempos. No início, Fábio parecia ser uma boa pessoa, mas com o tempo veria q ele não era confiável. Mas vamos falar do Fábio mais tarde.

Em 2005, teve duas garotas q me marcaram, Sara e Flávia. Também foi em 2005 q conheci Andiara e Elisãngela, minhas terapeutas ocupacionais do Caps. Nessa época eu também conheci a Sharva, prima do Fábio q era uma mina muito interesseira, que conheci ainda quando estava usando a bolsa colostomica e q com quem futuramente vim a ter uma curtição q não evoluiu pra nada.

Mas vamos falar primeiro d Sara. Eu tinha 20 anos na época e ela tinha 14, tínhamos virado amigos, acabei me apaixonando por ela. Apesar disso nunca me aproximei o bastante dela pra q tivéssemos um relacionamento sério. Sara era depressiva. Ela nasceu com uma doença genética sanguínea q deixava fraca, como a aids, apesar d não ser aids, q eu saiba hoje já se curou.

Na época ela me contou isso, viramos amigos. Mas foi também nessa época q comecei a delirar. Num dos meus delírios eu via Sara como uma menina perseguida por uma sociedade secreta q queria pegá-la pra fazer testes científicos. Como não estava certo da cabeça. Tive essa conversa com a mãe d Sara. Q tratou logo d inventar umas mentiras pra Sara ficar longe d mim.

Só sei q teve um dia q Sara começou a me tratar diferente e não queria mais conversar comigo, foi um dia na praça q eu procurei ela, com muito custo consegui conversar com ela e foi então q ela me disse q eu fofoquei pra mãe dela q ela tava ficando com um cara mais velho.

Claro q isso era mentira, mas foi o q fez ela deixar d ser minha amiga. Me lembro q também uma vez tentei conversar com ela na casa dela. Mas ela praticamente me expulsou aos berros da casa dela. Como a mãe d Sara não queria ver a discussão ela pediu pra q eu fosse embora. Fui então e a partir daquele dia, fiquei muito triste e com muita insônia.

Fiquei passando noites em claro pensando nela e chorando por ela, Sara foi a primeira menina com quem tinha um relacionamento q meu transtorno me afastou. Quando se está transtornado e as crises com delírios começam a ficar evidentes, as pessoas começam a se afastar d você. Isso foi algo q tive d encarar, a discriminação por ter transtorno mental.

Ainda assim tinha amigos. Eu não me tratava com remédios, mas ia muito no Caps pra fazer terapia ocupacional. Lá fazia terapia ocupacional com Andiara, uma terapeuta q anos depois viria a ter um relacionamento amoroso. Mas por enquanto isso não aconteceria em 2005.

Andiara sempre me fazia um reiki, eu sempre conversava com ela e com Elisângela sobre misticismo. Falando em misticismo, me lembro q o primeiro diaganóstico q doutora Welaide me deu foi uma tal d acesse-mistíca. Bem q eu sempre fui meio místico, mas naquela época estava mais q o normal, eu ouvia as vozes. O q as vozes me diziam. É q eu era o Guardião daquela cidade e q por onde eu andasse eu absorveria energias negativas e não aconteceria coisas ruins na cidade.
Não sei bem se isso era verdade, mas a cidade aparentava muito calma por onde eu andava a noite. Eu me lembro q até ia no hospital d madrugada e d dia pra perguntar as enfermeiras pra perguntar se tudo estava bem por lá. Elas diziam q estava bem calmo Paragominas e q poucas pessoas estavam sendo internadas por causa d alguma forma d violência.

Não sei se era mesmo eu q estava puxando energia negativa q impedia os outros d cometerem atos violentos ou se eu estava numa época tranqüila d Paragominas. Acho q a segunda alternativa é mais apropriada no caso. Mas agora uma coisa q me faz acreditar q nem sempre as vozes vinham d minha cabeça. Foi um situação peculiar q me aconteceu quando estava com um amigo, o Marcinho.
Sei q tinha conhecido o Marcinho através do Alex.

O Alex é locutor da rádio Jarama d Paragominas até hoje. Ele q tratou d me apresentar a galera na época. Só sei q naquela época, partiu a idéia não sei se foi d mim ou do Marcinho d fazer um movimento d uma galera q gostasse mais d coisas diferentes. O movimento seria algo pra a galera se reunir e debater sobre misticismo, artes, filosofia e outros ideais d molecada.

Acho q foi mesmo o Marcinho q veio com essa idéia, só sei q ele queria q eu fosse o líder do movimento. E me pediu pra bolar os ideais do movimento no qual chamamos d ADEL, (Arte do diálogo, do Espírito e da Luta) eu tive a idéia d reunir também pessoas q gostassem d artes-marcias no movimento.
Mas voltando a situação peculiar q aconteceu, eu escrevi os ideais da ADEL pra mo Marcinho ler, ele gostou. A ADEL seria tipo uma seita também lá em Paragominas, era essa idéia minha e do Marcinho, não sei q diabos o Marcinho foi ver em mim alguém pra ser um líder!

Só sei q ele queria chamar os hippies da praça pra fazer parte do movimento também. No dia q estávamos juntos, ele saiu d perto d mim por uns instantes e foi falar com os hippies.

Antes dele voltar, já tinha ouvido na minha cabeça q ele tentará conversar com os hippies q não lhe deram nenhuma atenção. Foi então q ele chegou e eu falei. “Pelo visto você tentou chamar os hippies pro movimento, até passou pra eles o texto da ADEL mas nenhum deles se interessou em ler.” O Marcinho só falou. “Porra moleque! Como c sabia disso!” São alguns fatos como esses q não foram só um q aconteceu q me fazem pensar q nem sempre as vozes q eu ouvia eram delírio.

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