quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Questão d sobrevivência Cap.4-Part.5


Part.5

- É... Você tem razão. Isso só pode ser paranóia minha, os caras que estão ajudando a tirar a madeira nem estão armados.
Quando percebo, estão saindo de dentro da cerraria mais de dez homens fortemente armados, desde escopetas a metralhadoras. Apontando suas armas para nós e rindo de nossas caras. Edivaldo fala espantado:
- Quê que cê foi fala cara!
- Que Droga!

Um dos homens nos fala:
- Que droga mesmo cara. – diz rindo – Levantem suas mãos!
Logo nós o obedecemos e quando percebo outro rosto familiar, também sai da cerraria. Lá está ele, como sempre de roupas pretas, óculos escuros e dessa vez com um sobretudo preto sobre o corpo, é Danrrou. Também acompanhado de três agentes, todos no mesmo estilo de vestia dele. Tinha um homem de cabelo liso, com a frente aparada até a altura das sobrancelhas, rosto andrógino, cabelo partido no meio e do lado de trás, pegava até a nuca (Mulets.), o cabelo caía na altura do pescoço. Dois deles bastante familiares, um era o pervertido alto que queria me torturar no hospício. Ainda mais familiar, era Nayra! Logo eu grito:
- Nayra! O quê você está fazendo com esses canalhas.
- Estou cumprindo o meu trabalho. – diz ela.
- Como assim?
Danrrou tira os óculos, acende um cigarro, pôe na boca, olha para mim e diz:
- Quanto tempo que não nos víamos meu caro Carlos.
- O tempo suficiente pra eu t odiar!
- Não me diga.
- Como você conseguiu me achar? Como você sempre consegue isso?
- Quer saber cara. Agora q o achamos mesmo vou t revelar. Todo esse tempo você esteve com um biochip q colocamos em você. O biochip é tão pequeno q nós chegamos a colocá-lo até na sua corrente sanguínea, colocamos ele em você com a simples ajuda d uma seringa. Foi então q ele grudou nas paredes dos seus vasos sanguíneos quando mandamos você pra sua casa. Não demorou muito nós também descobrirmos seus atos prodigiosos por onde você andou.
- Seu disgraçado!
- Calma garotão.

- Droga...
- Ficamos impressionados com o estrago que você fez com aqueles bandidos. Poderia ser uns dos nossos. Continuando a história. Foi bom você parar por aqui, essa é uma das cerrarias que ficam em uma das minhas fazendas. Viemos até aqui e fizemos essa emboscada pra você, me diga. Eu sou ou não sou um cara de sorte, heim?...
- E esses homens que não parecem ser seus agentes.
- Realmente eles não são, são apenas capangas de traficantes d RCL com quem estou envolvido que nós contratamos para emboscá-los caso vissem você antes de nós chegarmos aqui. Nós vendemos muito o RCL pra o ‘GEDA’, são meus principais clientes.
- O quê!? A “CIS” está envolvida até com o tráfico de RCL!
- Não é bem a “CIS”, somos nós.
- A agora eu entendi tudo. Vocês são agentes corruptos!
- Óh!!! Que brilhante dedução! É muito raro haver agentes corruptos na “CIS”, eu sou o único e também uma exceção a parte – fala Danrrou gozando da minha cara. – Cara. Você não tem idéia no q você se meteu! Você está começando a saber de mais, agora você vai vir comigo, pois temos muito a conversar meu caro.
Edivaldo fala assustado:
- Aí Carlos... Quem são esses caras meu!?
- É bom você nem querer saber.
- Porra cara! A gente tá morto velho!
- A você eu não sei, mas que é certeza que depois eu tô morto é.
- Quê que a gente vai fazê!?
Um dos capangas do tráfico fala:
- O quê que a gente faz com esse outro paspalho chefe? – se refere a Edivaldo.
- Podem mandá o outro pro inferno, nós damos um jeito nesse outro idiota. Ah e matem esse amigo dele sem deixar pistas por favor.
- Sim chefe.

Três capangas, pegam Edivaldo e o levam para um lugar escondido, ele sai gritando:
- Não! Por favor, eu não quero morrer!
- Cala boca idiota! – diz o bandido que em seguida lhe dá uma pancada com a escopeta na cara de Edivaldo.
Danrrou olha para mim e diz:
- Você vai ser o próximo. Mas só depois d uma longa conversa. – diz ele me apontando o cigarro.
- Seu desgraçado!
- Feche esse bico idiota! Eu odeio esses caras que me desrespeitam. Agora você vai fazer um passeio com a gente pelo lugar, temos muito a conversar e não faça brincadeirinhas dessa vez, ou vai estar lascado! – diz ele tragando cigarro. – Você deve conhecer o Reginaldo.
Aquele sádico chamado Reginaldo olha para mim e diz cinicamente:
- Oiê! Vou terminar de fazer o que quero. – depois dá uma risada.
- Você é mesmo um idiota.
- Bem vamos pará de conversar e ir logo ao serviço. Vamo chefe, vamo chefe!
Danrrou diz ao capanga sádico:
- Acalme-se Reginaldo. Logo, logo você vai poder se divertir. Marcelo, bote as algemas especiais nele. Ah! Nem pense em se transformar Carlos, Você dessa vez não teria escapatória.

O outro homem que acompanhava Danrrou, colocou uma algema de cor beje no meu pulso. Essa tinha um outro cabo de uma liga de metal bem resistente da mesma cor da algema nos meus pulsos, ligada a outra algema, que prenderam nos meus tornozelos. E ainda para terminar, tinha outro cabo no meio da ligação entre as algemas que ele passou entre minhas pernas. Nessa corrente entre minhas pernas, era de um tamanho de cerca de três metros, estava uma ligação de um pequeno controle, que provavelmente poderia me dar um choque. Nesse instante o torturador sádico, pega a corrente e me puxa. Saio andando com ele sendo puxado de costas em direção a cerraria. Danrrou olha para mim e diz:
- O que você achou dessa bijuteria especial? Foi feita justamente para te dar choque quando for tentar se transformar.
- Quando eu sair dessa, você vai se ver comigo Danrrou!
- Se você sair dessa meu caro. Ninguém vai te ajudar.
De repente ouço três tiros estrondosos e Danrrou diz em seguida:
- Muito menos seu novo amigo que já está morto agora. Vai ser mais um na lista de desaparecidos. Talvez encontrem a ossada dele algum dia, até mais meu caro. Se me der licença eu agora tenho negócios a tratar. Tenha um bom sofrimento nas mãos do Reginaldo.
- Tenha um mal negócio com seu comprador de RCL, panaca!
Sinto uma puxada mais forte. Logo Reginaldo me diz:
- Cala a boca! Você só vai precisar de falar quando estiver se divertindo comigo, aliás... Sendo minha diversão.

Sou levado pelo meu torturador morro abaixo, passando por uma pequena estrada que nos leva até uma fazenda, vejo o caminhão de Edivaldo passando por nós já descarregado das toras de madeira. O caminhão chega primeiro, é estacionado num balcão de madeira e sem paredes o cobrindo, totalmente aberto se não fosse os telhados de alumínio em cima dele. O balcão é separado da casa uns vinte metros de distância, dentro dele há outros três caminhões e muitos troncos de árvores empilhados no chão. Três homens saem dele e entram na casa. Cerca de um minuto depois, já estamos na entrada da sede, (A casa da fazenda pra quem não sabe.) sou obrigado a ir de costas para uma outra casinha que está à uns quarenta metros de nós. Passamos de baixo de pés de mangas e pés de cacau, entro numa casinha que só tem uma porta. Lá dentro, a luz é aceza, olho as paredes, estão repletas de armas e equipamentos exóticos de tortura. O torturador sádico fala:
- É aqui que meu patrão, reservou especialmente pra mim fazê neguim falá o que quê tem de se falado.
- Com quê mais esse seu chefe está envolvido?
Logo tomo uma puxada forte pelo cabo, chego a virar um salto mortal pra frente e cair de costas no chão. Ouço o torturador dizer:
- Vamos começar logo a se divertir.
Ele aciona o controle, tomo um choque terrível, solto um grito da dor que me aflige e ele continua rindo. Fala mais uma vez:
- Isso é o que vai sentir quando tentar se transformar! – se vira de costas e continua falando – Agora irei prendê-lo...

Algo surpreendente acontece. Vejo Edivaldo passando pela porta aberta com uma escopeta, mandando com toda força a coronha dela na cabeça do tal de Reginaldo, que por sua vez cai desmaiado no chão. Em seguida eu digo;
- Pensei que tivesse sido morto!
- O que seria de um ex-monge se ele não tivesse aprendido kung fu também.
- Você por acaso matou aqueles bandidos.
- Quando se quer viver, se faz qualquer coisa. Infelizmente tive que tirar as vidas deles. Algo que nunca pretendi fazer, mas isso não importa, já passou.
- Você nem deve ficar com remorso disso. São menos assassinos no mundo.
- Pare de me lembrar isso! Como te tiro daqui?
- Eu não sei. Só vi o cara me colocando isso, não tinha nenhuma chave trancando as algemas e ela não tem nenhuma abertura de chave.
- E agora? O quê que a gente vai fazer?
- Sei lá cara, perae, vo pegá aquele controle.
Edivaldo olha para o controle e diz:
- Aquele.
- Isso.
Logo ele o pega pra mim e me pergunta:
- Qual dos botões será que aperto?
- Não sei, quantos tem?
- Dois botões e uma lavanquinha que gira e está no numero dez.
- Vê se tem algo escrito como abre ou on e off.
- Tem um botão vermelho e outro azul.
- Provavelmente um desses deve ser para que as algemas se abrirem. Aperte um deles.
Edivaldo aperta um deles e eu tomo um choque. Ele ouve um grito meu e pergunta:
- Que quê eu fiz!? – diz ele desapertando o botão.
- Com certeza não é esse!
- Vou tentar o outro.
-Tomara que não me de mais um choque...

Quando ele aperta o outro, as algemas se desprendem. Falo agradecido para Edivaldo:
- Ah, obrigado cara...
- Vamos embora daqui, ainda tenho que pegar o meu caminhão.
- E enquanto aqueles caras dentro da casa?
- Não sei desses caras! Devem estar dormindo, as luzes estão todas apagadas na casa.
- Que sorte a minha pegar carona com um caminhoneiro mestre nas artes marciais. O que seria de mim se você não tivesse dado um jeito naqueles caras pra mi salvar.
- Mestre não, bastante experiente.
- Vamos então!
- Vamos ter que passar direto entre a porteira. Ainda bem que as estradas daqui não estão mais esburacadas.
- Vamos logo!
- Vamos. (Sei que provavelmente você, meu caro leitor, queria que eu acabasse logo com esse negócio de vamos.)
- Tem mais alguma arma?
- Toma esse 9mm que peguei. Foi bom você me lembrar, trouxe ela justamente pra isso – diz Edivaldo me jogando a arma pra mim.

Andamos furtivamente até o caminhão, paro e vou dar uma olhada nos troncos, bato com a mão fechada nos troncos. Edivaldo me pergunta:
- Já te falei! Eles não devem colocar RCL aí. Devem ter feito isso d outra forma.
- Já se perguntou por que aqueles caras estavam armados?
- Eles deveriam estar atrás de você, desconfio que eles sejam traficantes também, mas não vi nenhuma droga nas madeiras. A não ser que eles tenham pegado o meu caminhão escondido e colocado drogas por toda lataria dele. Isso é o mais provável, se não não teriam pegado o caminhão.
- É claro que são traficantes! Eu vi isso num filme, cê acha que eles iriam deixar isso tão manjado assim! Não duvido que policiais tenham visto filmes assim também. Tem que te RCL por aqui! – continuo batendo no toco – Droga! Não ouço nada!
- Tô te dizendo, vamo embora daqui logo cara! Antes que os caras desconfiem e acordem!
- Droga! Não ouço nada! Espere! – falo entusiasmado – Na parte que o tronco foi cortado, tem algo diferente!
- Não me diga que está oco!
- Não! Tem uma lasca meio solta, aqui no finalzinho do tronco, dexa eu puxá-la.

Quando puxo a lasca, vejo que nela está um fio de uma liga especial, a parte cerrada da casca se abre como uma tampa. Quando ela cai no chão, vejo dentro o tronco, ele está entupido de RCL engarrafado em garrafas pet. Percebo que em volta da droga, está um tipo de almofadado, assim ninguém ouviria algum som, estaria limitado com as almofadas. Exclamo a Edivaldo:
- Sabia que aqui tinha coisa errada! Pode me chamar de Sherlokc Holmes meu caro Watsom... rum rum...
- Ótimo! Vamos embora então! – diz aflito Edivaldo olhando para os lados.
- Elementar meu caro Watsom, espere. Acha que vou deixar isso inteiro?
- O que pretende fazer?
- Explodir tudo tacando fogo naqueles latões que estão me cheirando álcool, que quando entram em contato com RCL deixa a explosão ainda mais forte... Você tem fogo?
- Estão no caminhão.
- Droga! Você não deve ter a chave, os caras devem estar com elas.
- Acalme-se, eu sempre tenho uma reserva.
Edivaldo manda a mão numa parte dentro do pára-choque, na sua lateral esquerda e tira de lá uma chave, diz em seguida:
- Surpresa!
- Bem bolado cara!

Edivaldo sorrindo entra no caminhão, tira de lá uma caixa de fósforos, o plano começa a entrar em prática. Para dar mais tempo de fugir e ter álcool o suficiente para queimar tudo. Eu molho com álcool uma corda, deixo passando por de baixo dos caminhões que também jogo álcool e sem me esquecer dos troncos empilhados, que são um pouco mais encharcados. Quero que toda aquele RCL vá pros ares, o álcool é o suficiente para encharcar tudo. Edivaldo entra no caminhão e começa a dar marcha ré, bota ele em rumo de partida, ele me chama:
- Vem logo Carlos!

Jogo fogo na corda, saio correndo para o caminhão, abro a porta e entro. Já dentro dele, Edivaldo mete o pé na tábua (Nem vou falar que é acelerador.) e segue em rumo a saída. Pelo retrovisor vejo os três homens saindo da casa em seguida, quando eles percebem, o fogo já está por toda parte do balcão, e nós bem longe deles, quase na curva da cerraria. Em seguida vem uma explosão fortíssima! Nisso nós já estamos passando rapidamente na estrada que fica ao lado da cerraria e os bandidos começam a sair assustados e armados de lá.
Nós passamos por eles rapidamente, q atiram na traseira do caminhão, mas não conseguem perfurar os pneus, pois já estamos descendo uma ribanceira perto da cerraria. Pouco mais em baixo vemos dois carros estacionados numa área de terra em que estão Danrrou negociando com os traficantes. Quando um dos agentes que estava perto de Nayra, percebe que nós estamos saindo da fazenda, sai correndo até o meio da estrada. Eu digo para Edivaldo:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ATENÇÃO! LEIA ISTO: Resolvi tirar a moderação dos comentários. Agora até você troll pode vir aqui me infernizar. Mas tudo tem seu preço! Quando você vir encher d lixo meu blog, no fim do mês vou limpar este lixo daqui e quando fizer isto. Vou estar limpando você q é um lixo no mundo. Vai doer muito em ti! Quer apostar q esta praga vai pegar? Quando sua vida depois virar do avesso, não diga q não avisei... Maktub!((Aquele q quiser se manifestar contra o q penso sinta-se a vontade, mas faça isso sem trollar, pois essa praga só inclui os trolls imbecis.) Agora você deve estar se perguntando porque estou fazendo isto? Só pra treinar minha ação com quietude mesmo.

Pesquisar este blog

Milton: O Jesus d Preto

Milton: O Jesus d Preto
Isso é porque muita gente me chama d Jesus, mas sou só o Milton mesmo porque Jesus é todo mundo.

Deseja fazer um Pacto com OGGU?

O q você acredita q vem depois da morte?

Você a favor da legalização das drogas?

Qual sistema d governo você acha ideal pra o mundo?

Todo poder Executivo e Legislativo devia viver num regime comunista ou socialista?

Daily Calendar

Capa do meu livro

Capa do meu livro
Essa foto é do meu amigo Alberto q fez esse blog pra mim e me ensinou a mexer nele.

Your IP and Google Map location