sábado, 2 de agosto de 2008

Questão d Sobrevivência Cap.4-Part.1


Part.1

Part.1

Agora para descobrir mais sobre mim, será mais difícil. Sou apenas eu, a noite está escura, o tempo passa mais rápido. Apesar de estar com sono, o que me mantêm acordado é o vento que bate na minha cara. Estou sem capacete, não sei como vou poder passar pela divisa do Maranhão e Pará. Não q hoje seja obrigatório usar capacete ou sinto d segurança no Brasil. Mas a polícia me reconheceria facilmente sem o capacete. Me arriscar passando por um posto policial, é pedir para ser preso. Seria obrigado então a parar numa cidade mais próxima e ter de contar com a sorte de não ser pego por nenhum policial. O pior que sou procurado pelo Maranhão inteiro, ficar aqui seria perigoso, sabe lá o que aqueles agentes fizeram para me incriminar como um bandido. Para aquele que eu pensei ser Fernando me dizer que estou sendo procurado por todo Maranhão, talvez aquilo foi só uma maneira de me intimidar, mas não duvido que a “CIS” tenha alguma influência com isso, mas ainda não me está muito claro o porque deles quererem me pegar. Mas tudo pode ser apenas uma suposição sobre o q realmente a “CIS” faz..

Vejo-me obrigado a passar por um posto fiscal que não deve estar muito longe, só há outra maneira, terei que descobrir outro caminho para entrar no Pará e é isso que é o mais difícil. Ou posso simplesmente pedir carona a alguém, mas estarei correndo um grande risco, talvez se ultrapassar a divisa, eu possa pegar uma carona com mais segurança. Mas não posso me esquecer que essa moto tem muito hidrogênio como combustível, tenho que aproveitá-la ao máximo. Com as várias horas de viagem, estou chegando perto da divisa. A alternativa de agora para passar é largando essa moto e ir a pé até o Pará, seria um desperdiço. Mas eu não preciso ir bem a pé, um plano melhor será espantar todos os policiais do posto fiscal em minha forma de Guatinchara, depois pegar a moto e ir embora normalmente.

Então assim começa o plano. Vejo as luzes na minha frente, é o posto fiscal, agora eu só devo parar a moto e dar um jeito nos policiais. Infelizmente me lembro de um detalhe. Até agora não consegui ter controle sobre meu espírito indomável. Todas as vezes que me transformei, era nas situações de alta tensão, será que agora eu já tenho um total controle? Me lembro de uma coisa que o Jesus me disse, que não ia demorar muito eu controlar o que tenho. Freio a minha moto, a desligo e a coloco num lugar mais seguro, no meio da mata na beira das estradas. Nenhum carro passa no momento para notar alguma atividade suspeita. Eu e a moto no escuro, estamos bem escondidos, tiro toda minha roupa para evitar que ela se rasgue. (Inclusive a roupa íntima.) Guardo ela na mochila, a coloco bem firme no guidom da moto. O posto fiscal está à cerca de trezentos metros, dessa vez é pra valer. Paro e começo a me concentrar, penso no meu corpo se transformando, fico assim por uns bons minutos. Não está acontecendo nada, eu estou ficando nervoso com isso. Na hora que eu mais preciso eu não consigo, bem que não posso pensar isso. Seria um descaso, não posso me esquecer que esse poder ainda sem meu controle, me ajudou muito quando precisei e quando outros precisavam. Volto a tentar de novo, relaxo, respiro fundo e deixo o espírito da fera tomar conta de mim. As coisas começam a acontecer de novo e agora sobre o meu controle, o meu corpo crescendo, formigando, sinto meus músculos inchando. Eu estou pronto, olho para as minhas mãos, vejo q agora elas são garras. Bem q eu não queria assustar ninguém, mas por enquanto eu não descobri outra alternativa, então vai essa mesmo. Já na forma que eu estou, empurro a moto pelo guidom, não custa nada eu deixar ela um pouco mais perto. Fazendo barulho, vou atrair a atenção dos policiais, com certeza eles viram. Entro na rodovia que está sem movimento de carros e ligo a moto para simular uma corrida, meu plano está funcionando. Começo a empurrar rapidamente a moto abaixado, do lado do mato, escondido de qualquer carro que possa passar. Os policiais olham para direção do barulho, até que desligo a moto, dou um empurrão forte. Fazendo ela rodar ainda alguns metros, o suficiente para cair sem se estragar perto da polícia e a poucos metros do posto, mais ou menos quarenta metros. Eles logo vão lá olhar, eu me escondo nas moitas, de longe vejo que três dos que estavam de fora, dois resolvem vasculhar. Um dos dois que chegam perto da moto e fala:
- Como essa moto veio parar aqui sozinha?
- Você me pergunta isso. Num é pra isso que estamos aqui? Pra descobrir isso.
- Eu não vi nada. Até parece que foi um fantasma que tava pilotando ela.
- Não seja bobo! Isso não existe.
No meio da moita começo a movimentar para os lados até chegar mais perto deles. O policial cético fala:
- O que será isso?
- Deve t algum bicho ali.
- Deve ser uma raposa.
- Mas não tem raposas por essas bandas?
- Então deve ser uma paca. Pega a lanterna e ilumina lá.

Na hora que ele vai iluminar em cima de mim, me movimento para o lado e me escondo mais ainda entre as moitas. O policial cético fala:
- Não tem nada aqui. É só algum lagarto se movimentado entre esse capim.(Capim alto.)
- Só se fo um lagarto bem grande pra afasta tanto o capim um do outro.
- Ah! Vamos embora daqui e ver o q fazemos depois, não esqueça de pegá a moto.
- Tudo bem.
Quando eles estão indo embora eu solto um rugido fraco e estremecedor. Os dois assustados olham para traz. O mais supersticioso pergunta:
- O q... q... q... q q... q que foi isso!?
- Pra q tanto medo Arnaldo!? Deve ser uma onça horas!
- Com um um um... Um rugido desse!
- Mas tu é cabra frocho mesmo heim... Dexa esse bicho em paz que ele não faz nada.
Ouço o outro policial que está esperando no seu posto, lá de longe gritando:
- Q q foi aí heiiim!?
O mais cético se vira em direção do outro lá longe e grita bem alto:
- Foi um rugido de onça! Cê num ouviu não!?
- Como!? – diz o que está longe.
Saio de fininho das matas, o policial mais medroso olha para minha direção, quando ele me vê levantando tranqüilamente daquele capim, fica pasmo e começa a tutucar o outro dizendo:
- Fred... Fred, Fred!
- O quê foi? – ele se vira em direção ao colega.
- Olha. – fala isso apontando o dedo pra mim.

Na hora que o outro se dá conta de minha presença. (Creio que você já sabe o que vai acontecer.) Não demora muito os dois gritarem juntos:
- Ahaaaaaaaaaaa!
O supersticioso vaza na capoeira e o outro aponta a arma pra mim, infelizmente ele tem o azar de pensar nisso justo no segundo que estou perto dele. Com minha garra, dou-lhe uma pancada no revolver sem lhe acertar a mão. Antes que ele reaja, dou-lhe um golpe “mão de faca” (Mão de faca: golpe feito com a mão posicionada como uma faca, onde a lâmina e a parte situada a baixo do dedão onde está o dedo mindinho.) na sua nuca, forte o suficiente para deixá-lo inconsciente e com minha percepção aguçada, percebo q o policial que ainda permanecia em seu ponto, saca sua arma para meu rumo. Antes mesmo dele atirar, corro em direção ao mato, dentro dele vejo mais cinco policiais armados com pistolas saindo do posto para ver o acontecido. Eles começam a andar para perto do mato, ouço um deles dizer pro medroso que fugiu:
- Q você viu mesmo Arnaldo?
- Eu juro que era uma fera horrenda! Se parecia com onça!
- Cê tá bricando.
- Ah é! Olha ali o corpo do Fred caído no chão. – diz ele espantado.
- É mesmo! Vamos lá ajudá-lo!

Quando eles estão correndo para o lado do companheiro desmaiado, aproveito o instante que eles ficam todos de costa para mim. Saio silenciosamente da mata e corro rapidamente em direção deles, mal os cinco policiais chegam perto, três deles já caem no chão inconscientes com três golpes mão de faca(Golpe d Kung Fu q q se bate com a mão como se ela fosse uma faca cortando. Ah! Tinha até me esquecido q já tinha especificado isso.) na nuca de cada um. Os outros dois, no instante em que se viram, mal eles tem tempo de apontar suas armas. Dou um pulo (Mortal pra frente torcido: salto em que o praticante pula em certa altura, faz 360°graus com o corpo na vertical. Mas em vez de cair de frente, no ar, quando está de cabeça pra baixo, ele gira o corpo a 180ºgraus, caindo assim, olhando em direção de onde saltou e dando as costas pra frente q tinha pulado.) caindo sobre as costas deles, termino lhes dando dois socos com as palmas das mãos, feitos ao mesmo tempo em suas nucas. E os dois que restaram, os percebo nas minhas costas, mal dei a chance deles apontarem suas armas pra mim e já caio virando um salto mortal pra trás (Salto em que praticante pula certa altura de costas, fazendo 360°graus com o corpo na vertical.) e nas costas deles lhes acertando dois golpes ao mesmo tempo nas nucas.
Estou livre do perigo! Consegui me livrar dos policiais sem matá-los, fui rápido como um ninja!(Obs: Não demorou nem dois segundos pra ele se livrar dos 7 policiais.) Isso graças uma boa experiência com artes marciais e sem dizer o que aprendi nos jogos de luta que já joguei na minha adolescência, principalmente os que envolviam ninjas. Bem que a velocidade e agilidade incrível que fico com a forma de Guatinchara, ajudou bastante nessa missão. Provavelmente não deve ter mais ninguém dentro do posto, o meu medo seja q saia alguém d lá com uma metralhadora pesada me esperando, q isso não aconteça. Já em cima da moto, vejo que eu fiquei um pouco grandinho pra ela... Devia estar com pouco mais d 2 metros. Pego a mochila e ponho em um dos braços, olho para traz e vejo um carro vindo. Acelero de uma vez a moto, quando passo, pelo posto fiscal tem uma policial saindo de lá com uma escopeta na mão.(Ficou o tempo todo a procurando.) Ela grita para mim apontando sua arma:
- Pare!

Nem lhe dou atenção, acelero mais ainda, para dificultar a sua mira, vou com a moto um pouco de lado, ela dá um tiro sem acertar uma bala. Meu coração se alivia e bate menos rápido agora. Vejo pelo retrovisor a policial indo até seus companheiros. Em pensar que todo esse sufoco poderia ser evitado se eu estivesse de capacete, além de aumentar minha segurança, não precisaria machucar ninguém.

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