sábado, 2 de agosto de 2008

O começo d uma procura Cap.3-Part.8


Part.8

- É já! – diz Flávio.
Flávio pega um pano e sua camisa, Nayra os pressiona nos ferimentos de Marcos, em seguida Flávio foi até a garagem ligar o carro.
Marcos fala:
- Huar... Ar ur ur uur... Eu não quero morrer na casa dos sessenta Bárbara. – Marcos fala cuspindo sangue e de olhos arregalados.
- Você não vai morrer irmãosão. – diz Bárbara chorando.
- Eu vou ter que partir Bárbara.
- Não! Você vai viver Marcos.
- E a sua cabeça, como você sobreviveu?
- O tiro pegou de raspão.
- Eu não sei se vou agüentar irmã...
- Não fala isso seu bobo! – diz Bárbara desesperada e chorando.
Nayra fala:
- Temos no máximo quinze minutos, depois desse tempo ele corre grave risco de morrer. Vou ajudá-los a levá-lo pro carro.
Eu Nayra e Bárbara começamos a tirar Marcos do balcão e a levá-lo pra garagem, nós ouvimos barulho de sirenes e eu exclamo pra Nayra:
- Droga! É a polícia Nayra ela não pode nos ver.
- Eu não posso largar minha amiga numa hora dessas.
Bárbara então fala:
- Não se preocupe Nayra, pegue as coisas que eu te dei e o dinheiro e se manda daqui, q eu e o Flávio se vira. – diz Bárbara chorando com seu irmão no seu colo e sem tirar as mãos do pano em cima dos ferimentos de Marcos.
- Mais?
- Mais nada! Vá logo Nayra!
- Tão tá!
- Pega o carro pra chegá a tempo na rodoviária. Até t daria ele para fazer essa viagem se ele estivesse com a bateria d energia recarregada o suficiente, isso enrrolaria vocês. Então pegue o ônibus mesmo!
- Tá bom, tchau e boa sorte. Você vai sobreviver Marcos.
Marcos fala:
- Que Deus te ouça Nayra.

Bárbara completa:
- Vai vive sim – diz ela olhando pra Marcos e fala em seguida – agora vai Nayra!
Eu e Nayra vamos pelas portas dos fundos que nos levá até a garagem, no mesmo instante que passamos nas portas dos fundos já ouvimos a polícia chegar. Ouço um deles falando:
- Nós já trouxemos a ambulância! Quem denunciou, nos avisou que podia haver feridos aqui. Vamos! Vamos! Vamos gente.
Entramos na garagem e Flávio já está abrindo a porta do carro, saindo para ver o por q de tanta demora? Ele nos pergunta:
- Quê que ouve?
Eu respondo:
- A polícia já chegou com a ambulância. Me dá o carro e vai lá se antendido com seu Primo.
- Tá bom então.
Flávio sai as presas do carro, Nayra pega no volante e a garagem que já estava de portão aberto, aproveitamos pra sair as pressas da choperia pelo lado oposto das viaturas de polícia. Boto minha cabeça de fora e vejo os policiais indo entrar nas viaturas, mas parece que Bárbara consegue convencê-los a ficar. O medo de que estava era de que ainda fossemos seguidos pela polícia, graças a Deus que não. Pergunto a Nayra:
- E o Marcos? Será que ele sobrevive?
- Tenho medo que não, mas ele pode sobreviver porque nenhum dos três últimos tiros que recebeu, pegou num órgão vital. Apesar de ter passado bem perto do coração.
- Graças a Deus! E onde pegou os tiros?
- Um foi do lado esquerdo do peito, próximo ao coração, o outro mais pro meio do peito direito e o terceiro no abdômen. Sem falar o que ele tomou no braço. Não sei nem como ele agüentou ficar vivo enquanto você apanhava daquele Nosferatum.
- Ele então deu sorte. Tomara que Deus o ajude. E a sua perna?
- A bala atravessou o músculo lateral da minha perna, felizmente não pegou o osso, era pra ser quase um tiro d raspão se a bala tivesse passado mais um pouco de lado. Pega no porta luvas o gaze e enrola na minha perna, faz isso no seu peito também, que tá sangrando. O pior é você! Como conseguiu resistir a tanta pancada?

Respondo a ela enfaixando sua perna:
- Eu sempre tive o corpo mais vigoroso. Quando eu era criança, eu caía de bicicleta, aqueles tombos feios mesmo, levantava e me sacudia todo e ainda falava pra quem tivesse perto. “Não, tudo bem gente, eu tô melhor agora.” Fui campeão nos jogos estudantis da escola nos 1800 metros, era o único esporte do atletismo que me dava bem. Tinha o salto em distância que eu era mais o menos, mais meu negócio é correr mesmo. – converso com ela colocando um esparadrapo no peito – Já até participei de uma maratona de 45 quilômetros ficando no sétimo lugar de mil participantes, na maratona vai uma cacetada de pessoas. – então eu termino de enfaixar a perna de Nayra – olha que corri na maratona quando tava ainda fumando, depois que parei, tinha ficado dois anos fumando.
- Uma coisa que eu gostava nos jogos estudantis, era do vôlei e da natação. Nos dois eu ganhei medalha de ouro. Mesmo assim você não é qualquer um não! Agüentá tanta dor igual você agüento...
- O que dueu mais foi o choque. Também tá duendo meu corpo e acho que quebrei uma costela. Hummm... Mais tá duendo...
- Você só não deve ter furado o pulmão, se não estaria ofegante e respirando pela boca agora. Até parece com Flavinho. Pode tomá uma rajada de metralhadora e consegue ficá vivo!
- Ele num é mesmo humano...
- É... Não é mesmo.

Não passa muito tempo, já estamos chegando na rodoviária. Colocamos o carro no estacionamento da rodoviária. Saio do carro, Nayra também e trazendo em suas mãos uma pequena mochila, me para e diz:
- Espere! – tira da mochila uma blusa brim azul, embutido com capuz, uns óculos escuros e me dá – Coloque isso para ficar mais disfarçado.
Coloco a blusa, o óculos e digo:
- É um pouco grande. – falo da blusa.
- O que você esperava. Era única blusa que podia te disfarçar que Bárbara me arranjou, é do Flavinho. É só dobrar um pouco as mangas.
Fiz isso que Nayra me aconselhou e perguntei a ela:
- Isso não pode levantar suspeitas?
- Não se preocupe. A noite está meio fria mesmo.
Em seguida Nayra pega uma boina cobrindo seus cabelos e uma bandana vermelha para amarrar na perna ferida e me fala:
- Vamos então?
- Vamos.

A rodoviária é média, tem lugar apenas para 9 ônibus, que estacionavam perto da sua entrada, coberta por teto com telhado de alumínio. O seu teto tem uma altura de cerca sete metros do chão, formando uma cobertura de um enorme quadrado que daria duas quadras de futsal original juntas um pouquinho maior. Dentro dela, lojas, lanchonetes e restaurantes. São oito estabelecimentos comerciais, cada dois deles são um colado no outro, tendo a uma distância de cinco metros dos outros dois estabelecimentos feitos da mesma forma. (Só você imaginar um “U” e mais outro “U” de cabeça pra baixo em cima do outro. Quase juntando no outro, que seria a distância de cinco metros e no centro deles quatro agência rodoviárias fazendo um formato circular, imagine também que na curva dos dois “US” estão os banheiros feminino num e masculino no outro. Na distância de cinco metros dos “US”, fica a entrada dos dois lados.) Tinha por lá também dois vendedores ambulantes, um deles com sua mesinha cheia de relógios. O outro vendendo alguns vasos artesanais feitos a barro e outros esculpidos a madeira, pequenos, para não dar muito trabalho de serem levados pelos passageiros. Andando no meio da rodoviária, percebo uma new-hipie loira e bonita, sentada em cima de um tapete vendendo acessórios zen. Ela vendia gnominhos, incensos, pulseiras feitas a mão e outras bijuterias. Havia poucas pessoas andando por lá e um ônibus apenas que acabou de chegar. Nayra exclama:
- Aquele deve ser o nosso ônibus. Chegamos bem na horinha, vamos comprá logo as passagens.

Andando pela rodoviária, nós vemos dois guardas andando em nossa direção começando a olhar um pouco desconfiados pra nós. Nayra me agarra discretamente, me encosta na parede e arranca um beijo, nós ficamos parecendo dois namorados. Eu capricho nessa ação, coloco a mão na sua cintura, fecho os olhos e nós fazemos aquele beijo com tudo que é direito. Abro os olhos, percebo que Nayra olha pra os guardas que já estão longe, andando como se não tivessem percebido nada. Nayra me solta e diz:
- Já acabou o disfarce. Vamos comprar logo a passagem.
- Por mim que nós ainda continuássemos...
- Vamos logo!
Nayra se vira de costas e vai andando, eu lhe pego pela mão e a puxo:
- Pô! Num vai me dize que você não tiro uma casquinha?
- Isso era só parte do disfarce Carlos! Será que você não entende...
- Ah! Isso aqui agora num é não.
Vou para beijar Nayra, mas ela vira o rosto, fazendo que eu beije o ar. Ela me diz com a cara fechada:
- Vamos logo!
- Tá bom. Vamos...

A cada dia que se passa, quanto mais penso que entendo mulheres mais eu desconheço elas. Nayra até parecia gostar um pouco de mim, ela só pode estar com ciúmes por sua melhor amiga ter me beijado e é bem capaz que ela está disfarçando isso, mas na verdade ela deve sentir alguma coisa por mim, só que esconde. É pelo menos o que eu imagino, mas do jeito que mulher é tão inesperável, capaz que seja outro motivo. Creio que elas devem pensar o mesmo que nós homens em muitas coisas. Ainda vou descobrir se é isso mesmo. Na hora em que íamos em direção as agências comprar a passagem, uma situação desagradável. Chega um daqueles crentes fanáticos em Nayra, ele diz o seguinte:
- Irmã! Você já conhece a palavra de Deus!? – fala ele numa voz toda afeminada.
Ela responde:
- É claro que conheço. (LINGUICEIRA)
- Eu digo que não! A verdadeira palavra de Deus você vai conhecer, – ele fala isso entregando um folhetinho pra ela e depois outro pra mim dizendo – nós também recebemos irmãos caso você for um de nós.
Nayra lê o folhetinho e depois começa a rir baixinho. Leio o folhetinho e vejo que se trata de uma Igreja GLBTS. Logo eu exclamo ao homem:
- Ah meu Deus! Você pensou que eu fosse gay!?
- Não, mas pensei que ela fosse lésbica, ela tem todo o jeito. E você. Simpatizante.
- Minha Nossa Senhora! Por que pensaria que ela fosse lésbica?
- Por causa dessa roupa de motoqueiro que ela usa e por ter o cabelo curto. E por causa d minha intuição d gay.
- Não brinca!

Nayra fala:
- É daquela Igreja que aceita sem preconceitos a galera GLBTS, é muito bom esse trabalho que vocês fazem, não sou lésbica mas qualquer dia eu passo lá.
Nisso eu pergunto a ele:
- Essa igreja serve para conduzir aos homossexuais a seguirem o que o sexo lhes manda?
- Não, mas os conduz a aceita-los a conviverem com que são.
- Eu heim! Tô fora meu, esses lugar né pra mim não, cês devia segui o que a natureza manda. Bem que é o q vocês acabam seguindo de certa forma. Pelo menos uma boa parte... Mais isso né comigo não!
Quando ele ouviu isso, olhou espantado para mim, riu um pouco, mexeu a cabeça dizendo não e foi embora. Nayra então me diz:
- Belo discurso heim... Tem uma pitada d preconceito, mas tudo bem. Mais uma coisa, eu disse q não era lésbica, mas sou bi.
- Bissexual?
- Sim. Mas faz um bom tempo q não me envolvo com mulheres, mas isso não importa. Mas o q você me falou. Me lembrei dos transexuais, q são bem diferentes dos homossexuais, aí faz sentido o q você disse. Bem que é verdade, você sabia, de que cada 10 mil homens, pelo menos um nasce com cérebro de mulher e é transsexual. E que cada 30 mil mulheres, uma tem cérebro de homem, a própria ciência descobriu isso e provou que isso é na maioria uma falha genética.
- Já sei disso eles seguem a natureza que o cérebro deles manda e era sobre isso mesmo que eu queria dizer, seguir a natureza de verdade e virar logo mulher, ou quase mulher... Mas isso só serve pra transexuais, mas a natureza dos homossexuais e bissexuais, foi criada de sua forma, logo eles seguem a natureza em q nasceram. Como dizia a velha lenda grega... Antes o homem tinha suas costas coladas a de uma mulher, assim como homens grudados em homens e mulheres grudadas em mulheres. Um dia eles terão de se unir de novo. Mas uma coisa é certo. Se meu cérebro for de mulher, ele deve ser sapatão então. E se um dia eu ficar com um homossexual, vai ser no dia que ele se tornar uma Roberta Close da vida. Todos homossexuais passivos deviam ser mulheres. Pois personalidade e em questão de sexo na cama eles fazem coisas que dificilmente uma mulher faria.

- Tem razão. Mas isso é relativo... – disse Nayra sorrindo para mim. – Mas como você sabe isso sobre homossexuais?
- Eu tive um amigo gay.
- Mesmo... Hummmmm...
- Ele era só amigo! Ele fez uma boa propaganda minha pras amigas dele... Hehe...
Enquanto andávamos rindo para comprar a passagem. A newhipie acompanhada por um homem negro de cabelo blackpower, roupas do estilo bicho-grilo, óculos escuros escorado na parede, ri um pouco e diz:
- É cara... Deus criou a gente do jeito que a gente é. Se ele nos criasse de outra forma, nos não seriamos o que nós somos.
A mulher dele complementa:
- É mesmo cara... Cê qué comprá alguma coisa pra ajudá a gente? – diz ela sorrindo.
Nayra diz:
- Ah... Eu gostei dessa pulseira.
- Só dois reais. – diz a mulher.
- Vô levá.
Nayra pegou dois reais da mochila, depois me passou a mochila dizendo:
- Segura pra mim um pouco Carlos. Vou aproveitar q o ônibus sempre demora sair.
Peguei a mochila, botei ela nas costas e disse:
- Ah meu Deus! O que mais você vai comprar?
- Calma Carlos eu gostei também desses brincos e desse colar. Não são todos bonitos esses artesanatos. – disse Nayra pegando nas bijuterias depois ela chega no meu ouvido e diz baixinho – Faz parte do disfarce...
- São... Vamos logo comprar as passagens...
- Tudo bem espera um pouco. (DESLINGUIÇO)

Nayra pegou um colar, um par de brincos e a pulseira. Pagou a mulher, que nos disse:
- Que Deus os abençoe. (Caro leitor ou leitora. Se você é um daqueles que não agüenta ler muito diálogo e quer que as coisas sejam mais diretas em vez de ficar enrolando. Alegre-se, sua espera e ansiedade acaba agora!)
Finalmente fomos até a agência comprar a passagem. Nayra então chega na agência, me pede:
- O dinheiro está nesse bolso lateral esquerdo.
Pego o dinheiro, ela compra nossas passagens. Coloco a mochila nas costas e finalmente vamos pegar o ônibus, quando estamos passando no meio da rodoviária indo para o lado que entramos. Três homens da polícia d elite nos param, dois seguram a mim pelos braços e o outro a Nayra. De repente chega um velho conhecido meu; Danrrou, eu lhe digo:
- Como sempre aparecendo de terninho preto e óculos escuros. Bem ao estilo “ArquivoX”. São só cópias mais avançadas...
Ele me diz:
- É impressionante como os que nos conhecem, fazem essa comparação pra curtir com a nossa cara. Engraçadinhos desse tipo me irritam muito.
- Me diz uma coisa. Como sabiam que estávamos aqui?
- Somos bons em acharmos qualquer um meu caro. Temos muitos meios pra isso.
- Você vai ver seu disgraçado! Vou me transformar agora!
- Ahm, ahm... Se fosse você não faria isso. Acho que você já deve ter conhecido isso, – disse ele tirando um daqueles lançadores de choque – isso aqui foi feito especialmente para pessoas especiais como você, então saia normalmente com a gente e sem assustar os outros na sua forma horripilante. Daria muito trabalho pra gente fazer lavagem cere...

Quando ele menos espera, Nayra se solta e dá um chute certeiro na mão de Danrrou, a arma caí bem longe. Ela logo é imobilizada pelos policiais e grita:
- Corra Carlos!
Ela toma um choque dos policiais e desmaia. (Hora de escrever nesse livro algumas coisas que vi nos filmes do Jackie Cham ou no B-13, quem gosta d Lê Parkour e conhece o David Belle, sabe do q estou falando.) Eu aproveitando o momento, mando com força meu calcanhar no saco d um dos policiais que me segurava pelo braço, logo ele me solta. Logo me giro pelas costas do outro, ( O que está do lado direito. ) mandando meu cotovelo na nuca desse que sobrava. Este já cai no chão atordoado, de costas pra aquele que acertei o saco, já vem outro com um cacete prestes a me acertar. Lhe pego pelo braço com cacetéte e lhe dou um chute certeiro no saco, ele chega a de cair de bruços no chão a uma distância de um metro por causa da força que chutei. Me livrando dele, saio correndo para meu lado direito, a direção que está o nosso carro estacionado. Na hora que vou sair da rodoviária, prestes a pular uma passarela, para um carro na minha frente saindo de lá dois homens de preto. Olho para a entrada, já tem mais outros dois querendo me pegar. Sem pensar duas vezes, olho para parede de um restaurante. Pego um pequeno espaço para correr, em seguida dou duas passadas verticais na parede da entrada do restaurante e me jogo apoiado com as mãos em cima da cobertura do estabelecimento. Até que me foi bastante útil matar aula pulando os muros altos da escola. Aprendi parkour vendo filmes como B.13. Vou pular para o lado de traz do restaurante, mas quando olho já tem mais um de preto querendo subir em cima do restaurante também. Olho para traz já vejo dois homens de preto começando a subir, com suas mãos já em cima da cobertura. Não me resta outra opção a não ser pular uma distância de mais ou menos cinco metros que fica no meio da rodoviária. Começo a correr, terei de pegar uma impulsão suficiente para pular de cima daquele restaurante para outra lanchonete que estava do lado oposto. Chega o momento crucial do salto, dou aquele pulo me esticando todo, me lembro que meu recorde no salto em distância foi de apenas quatro metros e meio.

Agora estava saltando uma distancia de cinco metros ou mais, o medo de não conseguir é freqüente, as batidas do meu coração se aceleram. No ar, naquela questão de segundos, olhando um pouco para baixo, vejo algumas pessoas olhando para cima. Até que no final de tudo, eu consigo colocar meu pé direito em cima da quina da cobertura da lanchonete. Um susto! Eu me escorrego, mas por sorte ainda consigo botar as minhas mãos em cima da quina. Segurando com minhas mãos, rapidamente subo, em cima da cobertura. Dou uma olhada para trás e vejo os três homens em cima do restaurante, correndo e já tirando umas pistolas estranhas dos ternos. Corro de uma vez e para dificultar que eles me acertem, ainda corro meio que lateralmente. Já estou em cima do banheiro feminino. Mas tem um detalhe muito atrasador, não percebi que nessa parte era formada por telhas de material barato, tenho a infelicidade do teto não me suportar e quebrar comigo. Caio lá dentro justo na hora que tinha uma velha nua se enxugando numa toalha. Já no chão, percebo no meio dos destroços de telha e gesso, um fio grosso e estranho perto de mim, o pego e vejo que se trata de uma microcâmera escondida. Nunca mais entro nos banheiros dessa rodoviária! Não tolero invasão de privacidade. Enquanto isso, a velha grita:
- Tarado! Por que quê só aqui que não botaram concreto no teto na hora da reforma!?
- Desculpa senhora!

Eu penso: “Mais que droga!” Por que quê tinha que topar justo com uma velha se enxugando na toalha? Quando começo a correr, a porta de um dos banheiros se abre e trombo com uma mulher, dessa vez já vejo uma mulher alta e loira de corpo escultural saindo com a toalha no corpo. Que quando me vê se assusta e deixa a toalha cair. Minha nossa! Como é gostosa! As coisas começaram a melhorar. Quando menos espero ela grita:
- Ahaaaaá!
Depois ela ainda me dá um soco na cara. Meio que cambaleando para os lados, a velhinha aproveita e me dá um tapão nas costas. Eu com minha mão no rosto por causa do soco, saio de lá correndo passando rapidamente pela entrada dizendo:
- Desculpa! Desculpa!
Quando eu e Nayra chegamos na rodoviária, nem deu tempo de reparar de que o ônibus que parou, saía passageiros para tomar banho. Já de fora do banheiro, vejo os agentes da “CIS” vindo para meu lado. Estou de frente para as agências que ficam no meio, olho para meu lado direito, vou de novo em direção de um canto entre paredes pular para o outro lado da rodoviária, mando o pé direito na parede do lado direito e depois o esquerdo na outra, subo lá usando minhas mãos, dessa vez estou em cima de concreto. Saio correndo e pulo para o outro lado, dentro da área onde passam os ônibus. Saio correndo pelo asfalto, falta só alguns metros para pular um cercado de grades, ouço um barulho, vejo que tem um ônibus vindo em minha direção buzinando. Pulo para o lado e caio no chão dando um rolamento, ouço um dos passageiros dizendo com a cabeça fora do ônibus:
- Seu Maluco!

Começo a correr em direção a cerca, mando uma passada nela, depois outra. Mas quando boto as mãos, recebo um tremendo choque, para minha surpresa caio no chão e só aí que percebo uma placa amarela a poucos metros escrita: “Cuidado! Cerca eletrificada.” E nisso já avisto três agentes pulando no chão pelo mesmo lugar que estava em fuga, eu exclamo:
- Bosta! Deus, hoje você num tá do meu lado!
Quando os agentes estão correndo em minha direção com um deles falando:
- Agora a gente te pega!
Por sorte, vem um outro ônibus no meio do asfalto da garagem, os agentes dão um pulo para traz por causa do susto. Eu olho para cima e exclamo:
- Me desculpe por ter sido precipitado!
Saio correndo em direção a entrada dos ônibus, onde tem um segurança que exclama:
- Ei moço! Cê num deve corre poraqui não!

Nem dou lhe atenção e já estou no meio da rua movimentada. Olho para traz e os agentes estão se aproximando. Corro no meio daquela avenida movimentada, um carro freia quase batendo em mim, dou uma afastada rápida para o lado e continuo correndo. Dessa vez já entro numa outra rua cheia de casas de classe média onde está tendo uma pelada(Futebol.) entre garotos, passo correndo entre eles e viro a uma rua que fica a minha esquerda. Continuo correndo no meio da rua que está sem nenhum movimento. E lá estão duas motos (Estilo XT.) pretas com os malditos agentes, uma do lado da outra, que aparecem na minha frente começando a chegar mais perto. Olho para traz, já tem o carro dos agentes virando com tudo a esquina vindo em minha direção. Saio correndo para o lado das motos e faço uma coisa que é digna dos filmes de ação, uma coisa que já não fazia a muito tempo. Mais um daqueles saltos espetaculares junto de um golpe aéreo, uma voadora bem na diagonal da frente do capacete de um agente e com as duas mãos puxando o outro motociclista para o chão. Os dois estavam pertos o suficiente para mim aplicar um bom golpe aéreo. Uma das motos vai em direção ao carro, passa do lado esquerdo dele, a outra já pega direto de baixo do chassi. O carro vem trazendo a moto em baixo que está saindo faísca. O carro começa chegar perto, pulo na hora pro lado dando um rolamento. O carro já era de se esperar que explodisse! E nele também havia agentes da “CIS”, q sorte a minha! A outra moto já está parada a alguns metros de meu alcance. Corro até ela, a levanto, subo em cima e dou a partida. Acelero feito louco e começo a fugir, saindo da rua, já tem outro carro preto vindo da mesma direção que veio o primeiro carro. Entro em outra rua, o carro também vira bruscamente e continua me seguindo. Nós continuamos a perseguição dirigindo em linha reta por dois quarteirões. Até que no meio da rua eu já viro a esquerda entrando numa avenida larga de mão-dupla, quase sendo pego por uma “besta” que buzina. Entrei numa avenida movimentada agora, estou com a vantagem de poder passar entre os carros dessa mão dupla sem muitas preocupações. Só vejo pelo retrovisor o carro que me perseguia, tomando uma batida do lado do motorista por uma camionete que estava vindo do oposto. Passando no meio de outros automóveis, entro na avenida e começo a seguir minha viagem rumo ao Amazonas. Dessa vez não estou sendo mais seguido, saio da cidade e as coisas agora aparentam estar fora de risco. O pior de tudo, é que nem pude ouvir melhor a história que Nayra tinha que me contar, seria crucial pra mim saber mais, agora ela foi pega e eu estou sonsinho a procura de uma resposta para tudo que tem me acontecido.

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