sábado, 2 de agosto de 2008

O começo d uma procura Cap.3-Part.6


Part.6

Então nós começamos a descer, Flávio abriu a entrada da choperia, os seus funcionários que eram três garçonetes, um barman e um deejay. Entraram na choperia, lá ligaram um som próprio para o ambiente, um dark trance bem pesado. As características da choperia por dentro era de paredes pintadas de preto com grafite representando desenhos de fantasmas, vampiros e seres sobrenaturais desse tipo. Eu e Nayra pegaríamos um ônibus as oito horas, que nos levaria pra o Pará de lá para uma cidade qualquer em que procuraria achar o tal cacique que nem sei de que tribo é, teria o trabalho de procurá-lo ainda para ter as minhas devidas respostas. Flávio ficou do outro lado do imenso balcão, era sete horas e pouco. Não se passou nem vinte minutos, já chegava os primeiros fregueses. Na maioria adolescente, jovens vestidos de preto, outros vindos de todo tipo de tribo e outros com roupas normais. Não podíamos ficar muito tempo lá, infelizmente... Pois eu adoro festas nos sábados à noite. Fomos nos despedir de Flávio e de Bárbara que estavam no balcão, comecei me despedir de Flávio:
- Ou cara. Valeu a hospitalidade e generosidade.
- Só velho, é sempre bom ajudar a quem precisa.

Ele pegou na minha mão e começou a fazer aqueles comprimentos diferentes. Pegou na minha mão a soltou, depois fechou o punho. Fiz o mesmo, ele então foi e deu aquele velho encontro de punhos comigo. Me disse depois:
- Falô então cara. Depoi cês vem aí de novo. Quando se livrarem dessa confusão.
- Com certeza cara.
Nayra vem para se despedir de Flávio usando aquele seu jeito carinhoso de dizer:
- Tchau Flavinho...
Os dois dão aquele abraço de amigos, Flávio retribuí:
- É né... Tchau Nayra, a gente se vê depois numa outra vez.
- Sim a gente se vê.
Nayra então, solta Flávio e vai ao encontro de sua amiga:
- Vou me despedir de você né Bárbara! – diz ela alegremente.
- Eu vou levar você até a rodoviária.
- Uai? Despeço de você lá mesmo então.
- Não, pode se aqui mesmo, lá a gente se despede de novo.
- Ô amiga. Brigadão viu. – se abraçam de novo.
Nayra e Bárbara se abraçam, Bárbara diz:
- Cê pode contá comigo sempre que precisá, que eu vo t ajudá.
- Você é mesmo uma grande amiga Bárbara.
- Você faria o mesmo por mim.
As duas se soltaram, Bárbara então veio me abraçar e me disse:
- Me despedi de você também, caso não der depois.
- É né, infelizmente tenho que ir embora. Queria ficar um pouco nessa festa, achei você e seu primo tão gente boa...

Ela me soltou, me segurou com suas duas mãos nas minhas, naquele instante reparei melhor sua beleza. Seu corpo com curvas parecidas com as de Nayra. Estatura média, seus olhos castanhos, talvez ela tivesse tingido os cabelos. Bonita mesmo assim, simpática como o primo. Segurando nas minhas mãos disse:
- Foi bom telo encontrado com minha amiga, pois agora fiz mais um amigo.
- Obrigado por nos ajudar.
- Que nada, eu gosto de ajudar a quem precisa.
Ela então se aproveitou, me deu um beijo na boca de surpresa, aquele com direito a língua e tudo de olho fechado. Espantado eu abri os olhos, vi que Nayra olhava um pouco enciumada, mas nem tanto. Soltei Bárbara, olhei com uma cara meio sem graça para Nayra, depois para o primo de Bárbara, já do lado de dentro do balcão. Balançou a cabeça, sorrindo e fazendo um gesto de sim e dando aquele jóia. Fazendo aquela cara de “É isso aí cara”, eu, meio com vergonha ainda disse:
- É né... Então vamo.
- Vamos então! – disse Bárbara.
- Vamos – completou Nayra com uma cara meio de que não gostou mais aceitou.

Na hora que íamos definitivamente sair, por coincidência vejo Fernando o meu câmeraman, andando para o lado do balcão. Estava com roupas pretas bem ao estilo gótico e de óculos escuros, sobretudo preto e calça preta. O que será que ele estava fazendo aqui? Pergunto isso a ele:
- Quê veio fazer aqui Fernando?
- Eu que te pergunto isso! Que faz aqui?
- Infelizmente não posso ficar aqui, tenho de ir.
- A polícia do estado inteiro está te procurando.
- A polícia!? Meu Deus, é bom eu ir logo.
- Você não deveria ir. – disse Fernando num tom mais autoritário.
- Dá licença Fernando. – digo começando a ficar nervoso passando por ele.
Do nada ouço outra voz dizendo num tom alto:
- Você não vai a lugar algum!
- Como? Quem disse isso?

Olho para traz de onde vinha o som e vejo um homem alto, parrudo, acompanhado de mais uns outros cinco vindo da entrada. Todos usando óculos escuros e de cabelos vermelhos. Todos tinham um estilo punk-gótico. Pergunto a eles:
- Quem são vocês?
- Não importa! Você deverá vir com a gente o rapá!
- Quem vocês acham que são poracaso?
O marombeiro metido a lutador de jiu-jitsu do mau, veio andando com uma cara de mal com os outros cinco o acompanhando. Esbarrou num freguês, que indignado gritou:
- Porra cara!

Quando menos ele espera,(O cara que tinha retrucado.) toma um gancho no queixo. Cai a mais ou menos três metros desacordado, aqueles caras realmente não estavam pra brincadeira. O cara q nocauteou o freguês olha pra mim e diz apontando o dedo:
- Ei você!
Era bom pensar em algo rápido. Peguei uma garrafa de cerveja perto de mim no momento e taquei no valentão que tinha me levantado a voz. Aquele troglodita pegou a garrafa no ar pelo bico com a mão, abriu a tampa no dente, tomou um pouco e em seguida bateu na cabeça do primeiro que viu na frente. Com a garrafa quebrada continuou andando para meu rumo. Para brincar um pouco com o perigo tenho a cara de pau de curtir com ele:
- Ê cabra macho do Ceará! Bota a pechera em cima da mesa!

Com certeza não era melhor hora pra brincar. Aquele marombeiro veio mais bravo ainda para me acertar com aquela garrafa. No momento em que ele ia me dar uma garrafada, dei um chute, jogando meu pé rapidamente, aproveitando o peso do meu corpo, com a sola da bota no joelho dele, com toda a força. (Chute quebra joelho, feito de frente com a sola do pé na horizontal, com o lado do dedão para baixo.) com as lei da física a meu lado não foi difícil o joelho dele dobrar para trás. Aproveitei aquele momento de vulnerabilidade e lhe acertei um soco direto no queixo. Ele desequilibrou-se de vez, espatifou-se no chão. Me serviram bastante as aulas de defesa pessoal que pratiquei por três anos. Os outros viram aquilo e vieram para cima de mim. Rapidamente chutei uma cadeira que voou para o rumo de um deles, que só a evita com um chute frontal na altura de minha cabeça, (Chute feito normalmente para acertar do queixo ou nariz da cabeça com a sola do pé na horizontal, com dedão virado para baixo.) fazendo a cadeira voar em minha direção de novo. Me esquivei daquela, só que mesmo assim aqueles caras não estavam muito afim de jogar vôlei com cadeiras. No momento exato vi Bárbara e Nayra em pontos estratégicos. Cada uma estava de cada lado dos encrenqueiros. As duas vieram com voadoras (Chute aéreo normalmente feito com uma perna esticada e a outra dobrada e com o pé da perna esticada normalmente com a ponta do dedão do pé virada pra baixo, na vertical resumindo.) certeira, uma na cara de cada um dos dois marombeiros valentões, que caíram no chão. O outro que eu tinha acertado se levantou novamente com a perna normal como se não tivesse acontecido nada!

Espantado mais uma vez, fui logo lhe acertar uma voadora na cabeça, só que ele me pegou pelo pé no momento que ia lhe acertar! Só percebi que agora estava indo direto para o outro lado do balcão depois de ser arremessado, encontro com as garrafas do bar que estavam numa estante de vidro, alias, uma ex-estante de vidro! Caí perto dos pés de Flávio, que só me ouviu dizer:
- Ai! Droga! Ai minha cabeça.
- Vo dá um jeito nisso! – disse ele pegando uma 12 (Escopeta para quem não conhece ou espingarda de calibre 12, que faz “tic-tic” quando recarregada, a chamada vulgarmente d punheteira. É óbvio que você já viu isso nos filmes do Schwazeneger cara!) que estava escondida de baixo do balcão.
Levantei junto dele, “Agora aqueles nojentos vão se borrar de medo.” No momento que estava de pé. Os encrenqueiros já sacaram suas uzis (Ah! Chega disso! Cê procura sabe o que é uma uzi se num sabe!) e começaram a atirar, mal me abaixei, já vejo Bárbara e Nayra pulando do lado de dentro do balcão. Lá de dentro só ouço os tiros estilhaçando as garrafas que ainda restavam e pessoas gritando. No meio da gritaria toda, eu ouço um dos encrenqueiros que fala alto:
- Idiotas! Não matem aquele desgraçado! O chefe quer ele vivo!

As pessoas continuavam gritando, provavelmente saindo de lá o mais rápido que as pernas permitiam. Exclamei indignado:
- Droga! Não tem nem mais garrafas para jogar naqueles malditos!
Ouço novamente o marombeiro dizer:
- Saia daí Carlos. Você não tem chance contra a gente.
- Nem morto caras! E por que vocês me querem vivo?
- Isso não importa! O nosso chefe quer você vivo.
Flávio entra no meio da conversa:
- Vão se ferrar seus idiotas! – faz isso já apontando sua 12 para eles e correndo lateralmente pelo corredor do imenso balcão.
Começa soltando seus tiros, logo se abaixa e se ouve mais outros estilhaços de garrafa caindo no chão com outras rajadas de metralhadoras.
Ao mesmo tempo Bárbara me diz:
- Tem outras armas escondidas aí nessa portinha perto de você!
Abro a portinha, vejo cinco submetralhadoras. Rapidamente jogo duas para Bárbara e uma para Nayra, fico com duas daquelas. Nayra dá uma olhada de relance por cima do balcão, vê aqueles encrenqueiros soltando outra rajada d chumbo na gente. Ela abaixa-se rapidamente e fala para Bárbara:
- Não tem uma alma viva aqui dentro! Atire sem parar!

As duas, deixando somente suas armas para fora, apertam os gatilhos, em seguida as rajadas de tiros são ouvidas. Flávio se levanta, corre lateralmente dentro do espaço enorme do balcão, pula para fora dele acertando dois tiros com sua 12.
Eu criei coragem também, rapidamente apontei minha arma e soltei chumbo em cima deles. Só não imaginava que ia atirar no nada, todos já estavam esticados no chão. Reclamo indignado:
- Vocês não deixaram nenhum pra mim...
Nayra e Bárbara pulam para fora do balcão, eu continuo dentro do balcão, olhamos aqueles corpos esticados no chão. Bárbara então fala:
- Eles agora já eram. – diz Bárbara soprando o cano da arma.
Reparo que Flávio olha para os corpos com uma cara estranha, quando menos espero ouço a voz de Flávio:
- Atirem! – ele dá um tiro no corpo de um deles que se levanta rapidamente. – Tomem seus vampiros desgraçados!

Naquele momento de distração, vejo os corpos dos encrenqueiros se levantando rapidamente do chão. Dessa vez eles já estavam mais furiosos, revelando sua verdadeira natureza. Presas afiadas em suas bocas, caras enrugadas e horrendas. Eram malditos vampiros mesmo! Flávio dá outro disparo e em questão de centésimos de segundos, mal vejo o movimento de um deles, já acertando uma pancada com a mão na 12 de Flávio. Em seguida, Flávio sendo arremessado uns quatro metros, por uma pancada que me parecia um soco. Até bater com a nuca na parede, deixando aquele rastro de sangue e caindo sentado no chão desacordado. O ataque tinha sido tão rápido, que mal consegui ver o que ele fez. Nayra e Bárbara voltam a atirar, mais na hora de apertarem o gatilho, as balas já acabaram. Bárbara resmunga então:
- Droga! Que hora pra essas balas acabarem! Devíamos ter recarregado elas antes já que isso não é filme americano!

Nesse instante Bárbara e Nayra são imobilizadas pelas costas pelos vampiros punks. O que aparentava ser o líder ainda tira onda da minha cara:
- Me parece que você está perdido idiota. O grandão de lixo desmaiado ali no chão, não vale bosta nenhuma, suas amigas imobilizadas e você próximo a vir comigo.
Só eu que tinha alguns tiros sobrando, tinha que pensar rápido. Tive uma idéia absurda no momento, resolvi botá-la em prática:
- Vocês me querem vivo! Não querem? – aponto a minha arma na própria cabeça – Quero ver o que o chefe de vocês vai fazer quando não chegarem comigo junto de vocês.
O líder então diz:
- Você não seria tão idiota de tirar a própria vida?
- Seria sim, agora soltem elas e me deixem ir embora!
- Perae! Ir embora não cara, meu chefe me mata se eu não tivé com você vivo.
- Então solte elas!
Um dos capangas meio marcha lenta quase parando fala:
- Pô... E agora chefe? Quê que nóis faz?
- Não seja burro seu idiota! Só usa os miolos pra dá porrada e num pára pra pensá. Eu tenho um plano! Nós estamos com suas amigas e iremos matá-las se você não cooperar – diz ele olhando para mim. Você não está em posição d exigir algo d nós.
- Se vocês matarem elas, eu me mato também e vocês se ferram do mesmo jeito!
- Você prefere deixar a vida de suas amigas irem embora só pra não ser capturado? Podem máta-las então.

Na hora em que em que eles já ameaçam matá-las, vi q meu plano foi idiota, eu grito desesperado:
-Nãooo! Tudo bem... Vocês venceram. Vamos acabar com esse impasse de uma vez.
- Vejo que você não é tão idiota assim.
- Tá bom. – tiro a arma da minha cabeça – Eu assumo que perdi, sou bem mais morrer pra salvar vidas do que morrer tirando vidas.
- Pouco me importa se você não é igual aqueles terroristas suicidas das Arábias, você e sua amiga terão que vir comigo.
- Tudo bem. Mas soltem Bárbara.
- Certo... Iremos fazer isso.

Do nada alguém entra na choperia. Um homem de estatura mediana, trazendo em suas mãos algumas compras dentro de duas sacolas de plástico. Com calça jeans dentro de coturnos e jaqueta brim verde com as mangas dobradas perto dos cotovelos que fica por cima de uma camisa branca, se caracterizava por uma peculiar barbicha de bode a fazer e um rosto meio magro. Quando ele entra, já exclama:
- Quê que ta acontecendo aqui dentro!?

Na hora, todos vampiros apontam com as armas em direção ao figura desconhecido, começam a atirar feito loucos. O desconhecido joga as compras nos vampiros que é estourada á balas. No mesmo momento, antes de ser atingido, ele sai correndo lateralmente a procura de um lugar pra se esconder. Nesse intervalo de tempo de milésimos de segundo que os vampiros se distraíam, incrivelmente, vejo Flávio pulando de traz do balcão(Ele se escondeu enquanto os outros se distraiam na discussão.) com duas espadas nas suas mãos. Numa arrancada rápida e furtiva, ele corre em direção aos vampiros que estão segurando Bárbara e Nayra. Os dois distraídos atirando, com suas costas para Flávio, tem suas cabeças decepadas num golpe feito com as duas mãos ao mesmo tempo, bem eficaz e certeiro, sem que machucasse as duas q tinham altura abaixo do pescoço dos vampiros. Já q elas eram menores q os brutamontes, a cabeça delas não passavam dos ombros deles. Os outros percebem, quando se voltam com os olhos para Flávio, dois deles não conseguem pensar a tempo de se esquivarem de duas lâminas voando direto no meio do peito de cada um. Um deles era o infeliz que liderava os marombeiros. Flávio exclama com toda vontade:
- Quem é o bosta aqui desgraçado?

Nesse momento, pego a submetralhadora de volta e descarrego as balas que me restavam no infeliz que estava de pé, no momento exato que ele ia atirar em Flávio que por sua vez já pega a garrafa quebrada do chão e a enfia com toda força no meio do peito do ultimo que sobrava. Dessa vez tudo já estava normal de novo, o homem que tinha pulado para o chão se levanta e fala:
-Poxa! Ficou um belo dum prejuízo aqui no nosso bar heim... Quem é esse cara Bárbara?

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ATENÇÃO! LEIA ISTO: Resolvi tirar a moderação dos comentários. Agora até você troll pode vir aqui me infernizar. Mas tudo tem seu preço! Quando você vir encher d lixo meu blog, no fim do mês vou limpar este lixo daqui e quando fizer isto. Vou estar limpando você q é um lixo no mundo. Vai doer muito em ti! Quer apostar q esta praga vai pegar? Quando sua vida depois virar do avesso, não diga q não avisei... Maktub!((Aquele q quiser se manifestar contra o q penso sinta-se a vontade, mas faça isso sem trollar, pois essa praga só inclui os trolls imbecis.) Agora você deve estar se perguntando porque estou fazendo isto? Só pra treinar minha ação com quietude mesmo.

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