sábado, 2 de agosto de 2008

O começo d uma procura Cap.3-Part.5


Part.5

Finalmente chegamos a uma avenida da cidade, nós nos separamos dos garotos, nossa sorte que o lugar era de pouco movimento e tinha um telefone público a cinqüenta metros de nós. Nayra foi até lá, eu fui com ela também. Ela ligou para sua amiga, ela não estava em casa. Fiquei esperando sentado na calçada. Então ela fala que vai liga pro celular, é atendida e o que ouço Nayra dizer é o seguinte:
- Bárbara!... É a Nayra. Na avenida principal. Não poderei ficar muito tempo aqui, venha logo. Outra coisa. Nos leve para a choperia de vocês.

Interrompo Nayra num momento:
- Não esqueça da viagem que Cristo nos falou, aquela que devemos fazer para a Amazônia. – digo a ela.
- Nós iremos precisar de um dinheiro para fazer uma viagem... Pro Amazonas, não podemos demorar muito aqui. Tá, tchau então... – diz Barbára a sua amiga.
Nayra desliga o telefone público e me comunica:
- Ela dá a notícia de que estará com nós no máximo dentro de dez minutos, o jeito é esperar sentados pela sua chegada.
- Me diz uma coisa Nayra?
- O que é?
- Que quê você tá achando disso tudo?
- Não sei? Por que?
- Sinceramente ... Estou achando isso tudo que está acontecendo na minha vida uma grande maluquice.
- É! Eu tô achando um pouco também.

Eu e Nayra ficamos jogando conversa fora até que, quando menos imagino para um carro perto de nós, exclamo então:
- Poxa! Como foi rápido!?
- Por sorte ela estava saindo supermercado que não é tão longe daqui, quando liguei pro seu celular. – diz Nayra

Da janela aparece a cabeça de uma mulher loira, bonita de cabelos curtos e ondulados, percebi que usava uma jaqueta vermelha também. Tem um pircing no nariz, pelo visto ela deve ser bem interessante, do que será que ela trabalha? Eu penso, até que ela fala:
- Oiii Nayra! Como vai?
Nisso eu respondo:
- Creio que você já deve saber que não deve ser muito bem...
Ela então me cumprimenta:
- Quase me esqueço! Oi pra você também! – diz ela alegre.
- É... O mesmo pra você.
- Oi Bárbara! Como está as coisas? – diz Nayra sorrindo.
- Bem né! Agora fiquei sabendo que cê tá sendo procurada, num é hoje que vo dexá minha amiga desamparada. Entra aí Nayra!
- Vamos Carlos. Entra. – diz Nayra.
- Tudo bem. – Digo a Nayra.
Começamos a andar pela avenida que é muito longa, entramos num papo até chegarmos a choperia que Bárbara nos levaria. Nayra entra num assunto:
- Outra coisa Carlos... Você reparou que você está falando você em vez de cê.
- Sabe que não. Ah eu sou meio pros coco assim memo! – digo sorrindo.
A amiga de Nayra pergunta:
- Quem é seu amigo Nayra?

Nayra responde:
- Esse é Carlos. Você não ouviu eu chamando ele de Carlos?
- Não é ele o repórter que dizem ter ficado doidão e ter fugido do hospício?
- Sim... É ele.
- É um prazer ajudar também alguém como você Carlos. Aliás eu sempre me achei louca, mas só que sou uma louca normal.
Nisso eu respondo:
- Louca normal... Hummm... Interessante sua expressão.
- Hahaha! Interessante minha expressão! Essa foi boa!
Faço então uma pergunta a Nayra:
- E se aqueles agentes tiverem nos esperando na casa de sua amiga? Eles devem saber mais sobre você já que trabalhou com eles.
Bárbara nos interrompe:
- O que você falou?! Minha amiga trabalhou com agentes secretos?! Dexa eu v se entendi... Essa que é sua loucura Nayra!?
Nayra responde:
- Depois eu te explico tudo. Na verdade não é atoa que eu pedi para que Bárbara nos levasse para choperia dela e de seu irmão e seu primo, que fica numa cidade pequena próxima daqui.
Bárbara nos interrompe:
- Hahaha! Nãooo acredito! – diz com uma cara de gozação Bárbara.
- Acredite! – diz Nayra

Nisso Bárbara começa a rir e se distraí no volante, quando eu e Nayra percebemos ela está quase batendo num carro na hora que de ultrapassar um outro na nossa frente. Nós gritamos para Bárbara assustados:
- Cuidado!
Bárbara logo volta a consciência, no susto ela evita uma batida jogando seu carro para direita sem ultrapassar o carro da frente. Nisso ouvimos o motorista botando sua mão fechada para fora do carro gritando:
- Goiana! Sua anta! Só podia se mulher mesmo!
Nisso o outro motorista também se distraí, quando ele vê já bate em outro carro. Eu olho para traz e vejo os dois carros amassados, isso que acontece quando pessoas discutem no meio do trânsito. Bárbara faz um comentário:
- Esse trânsito está cada vez mais caótico.
Nayra então chama atenção de Bárbara:
- Presta atenção no trânsito! Tomara que ninguém tenha se ferido. – exclama Nayra.
Por sua vez Bárbara fala:
- Me desculpa gente. As vezes eu sou meio desligada assim mesmo.
Digo a Bárbara também:
- É... Dá pra perceber... Continue prestando atenção no trânsito! Nayra? – pergunto a ela em seguida.
- Q q é?
- Enquanto tempo chegaremos nessa cidadezinha?
- Isso eu não sei. A Bárbara deve saber, faz muito tempo que num vo lá.
- Deixa que eu respondo. – diz Bárbara. – Chegaremos lá quase de noite, lá pelas seis e meia. A cidade não é tão perto assim como Nayra falou...
- É tão longe assim?
- Digamos que sim.
- Nossa senhora! Nayra, será que os agentes não sabem dessa choperia da sua amiga não?
- Creio que não. – responde Nayra – Até eles deduzirem isso já teremos saído da choperia. Procure não se preocupar com isso agora.
Algumas horas depois chegamos a choperia do irmão de Bárbara. Sua casa se situava no começo da cidade, perto de sua entrada. É um sobrado grande com o espaço do tamanho de uma quadra de futsal original. Pelo que vejo do lado de fora. Em baixo dele é uma choperia cujo nome que está escrito numa placa de luzes acima da entrada que é “Noturnusbar”. Uma choperia ajeitada, tinha um grafite de seres sobrenaturais para dar mais clima ao ambiente. Provavelmente deve ser freqüentado por góticos. Por curiosidade pergunto isso a Bárbara:
- O bar do seu irmão é freqüentado por góticos?
- Sim, ele é. Não só por góticos, pela galera GLBT também, jogadores de RPG e vampiros e outros seres sobrenaturais também! – falou num tom de voz engraçada e continuou – Eu, meu irmão herdamos esse bar do meu pai faz menos de meio ano, infelizmente ele partiu para um plano superior. Só em outra vida agora pra vê-lo. Só que o bar fica aí com meu irmão e meu primo cuidando, eu só sou a contadora daqui, venho uma vez por semana.
- E o que seu primo tem haver com o bar?
- Ele ajudou com as despesas da reforma. Apesar desse bar ficar no começo da cidade, ele é freqüentado por gente daqui e de outras cidades.
- Seu irmão e seu primo sabem que nós estamos vindo.

Nayra então fala:
- Não se preocupe com isso Carlos. Eu que conheço o Flavinho e o Marcos a muito tempo, sei que eles não vão ligar muito pra isso. Os dois são super gente boa.
- Bão que seja memo.
- Você vai gostar deles.

Bárbara então toca na campainha ao lado de uma porta que nos leva para o apartamento de cima. Ouço os passos de gente descendo, a porta então se abre, quando vejo um homem alto, com a cabeça quase batendo na altura da porta, me assusto. Ele tem uma aparência de forte, estava sem camisa, com uma calça preta e descalço. Tem no seu peito a tatuagem de uma cara de leopardo de boca aberta e com olhos vermelhos. Tatuagens de tribais pretos cobriam seus braços, seu cabelo é preto e curto, com dois brincos na orelha esquerda. Sem falar nos pircings que tem nos dois mâmilos do peito. Pelo visto esse brutamontes deve ser um tremendo figura por aí. Ele diz:
- Uma quase boa noite pro cês.
Todos nós dizemos juntos:
- O mesmo pra você.
Nayra cumprimenta o homem:
- Oi Flavinho! Como vai?
- Bão Nayra. – depois olha pra mim – E aí cara? Beleza pura? – diz ele pra mim.
- Cem por cento cara.
- Só velho.
Bárbara também o cumprimenta:
- Oi primo! – diz ela sorrindo.
- Bão Bárbara. Vamo subi gente. – diz ele a nós.
Na hora que ele vira pra subir, vejo uma cicatriz em forma de cruz nas costas dele. Entramos no seu apartamento, sua decoração parece com casa de árabes misturada com de chineses. Uma mistura interessante, o lugar é bem agradável. Ele nos diz:
- Escolham um lugar e abunden-se por aí gente.
Nós nos sentamos nos sofás, Bárbara então pergunta:
- Cadê o Marcos?
- Ele viajou. Deve que chega hoje a noite.
- Pra onde ele viajou?
- Pra Brasília, foi vê uns negócio numa reunião sobre RPG. Deve estar se divertindo.
- Só.

Para aumentar mais a prosa eu faço um comentário para animar um pouco mais:
- Cara! Como é que te chamam de Flavinho? Tu deve tê quase dois metros se não fô isso.
- Ranran!... Ah meu Deus – diz sorrindo – todo mundo que não me conhece pergunta isso. Esse apelido vem desde pequeno. Todo mundo me chamava de Flavinho, até os treze anos, eu tinha um metro e quarenta e cinco, depois cresci duma vez até os vinte. Hoje tô com um metro e noventa sete e até hoje o apelido é o mesmo.
- Cruz credo do cê! Ah! Cê é apenas uns vinte centímetros maior do que a média brasileira. Isso né muito não... – falei isso de curtição com ele.
- Né nada sô... Tem muita gente alta hoje em dia. Cês qué cerveja?
- Ou... Eu aceito cara e creio que elas também.

Apesar de ter uma aparência de maluco, é um homem agradável para se conversar. Conversa calmo e com tranqüilidade. Gosto desse tipo de pessoa. Ele então pegou umas quatro cervejas, colocou um CD no microsistem. A música que começou a tocar era daquele tipo que misturava música clássica e sons leve de guitarra acompanhadas de vozes femininas cantadas em uma língua parecida com latin.(New Age, o tão conhecido ERA.) Músicas alternativas gostosas de se ouvir, para alguém que geralmente seria mais comum ouvir rock pesado, vejo que tinha também bom gosto para ouvir músicas alternativas. Bárbara saiu e foi até seu quarto, voltou trazendo algum dinheiro para Nayra. As duas se abraçaram, depois nós ficamos um bom tempo sentados tomando cerveja e conversando sobre música. Nayra trocou de roupa, vestiu uma calça, com uma jaqueta, estava toda d preto. Foram emprestadas por Bárbara. Flávio então se levantou, foi se aprontar, botou uma roupa mais apresentável e nos disse:
- Bem gente! Hora de trabalha agora né. Afinal já está de noite e os funcionários devem estar esperando lá em baixo agora, os fregueses já já começam a chegar, eu não posso deixar batido a festa desse sábado a noite. Bora lá pro cês curtir um pouco a festa.
Nayra fala:
- Que pena Flavinho. Não podemos ficar muito tempo aqui, teremos que nos despedir agora. Deixa pra próxima.
- Cês nu sabe que vão perder, vô dá um jeito de desce pra baixo então gente.
- Vamos com você também.

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