sábado, 2 de agosto de 2008

O começo d uma procura Cap.3-Part.1


Part.1

Parei por um instante e vi todos aqueles caras se apavorarem d medo, saindo d lá arrombando a porta. Até mesmo o psicótico q tinha cara d corajoso, correu igual uma franga assustada. O manda-chuva(Danrrou), ainda conseguiu pensar em comunicar para os companheiros q eu estava fugindo e depois foi correr feito um louco pelo corredor. Me deu na cabeça de fazer uma passagem no oposto da porta para não topar com ninguém me atirando do outro lado. Arrebento a parede com meu corpo, entro em outro corredor onde estava um internado passeando e pergunto a ele:
- Como saio daqui?
Ele então me diz na maior tranqüilidade o seguinte:
- Segue reto nesse corredor e vire a direita.
- Obrigado cara.
- Que isso meu, ajudar não dói. Pelo menos não toda hora...
- Agora tenho que ir. Falô meu.
- Falô.

Saio depressa pelo corredor e passo perto de uma enfermeira que grita assustada falando:
- Meu Deus! Tira isso de perto de mim!
E percebo também dois internados conversando:
- Meu Deus. Só num hospício para acontecer esse tipo de coisa mesmo.
- Depois dizem que nós que somos loucos em ver essas coisas sobrenaturais e que isso só existe em jogo de RPG.
- Deve ser o efeito das drogas q nos dão.

Estou prestes a sair do hospício, me faltando cinqüenta metros pra chegar até a porta, vejo cinco homens vindo fortemente armados e um deles dizendo:
- Ali está ele! Não o deixem escapar!
Por sorte estou ao lado da porta de uma sala e arrombo ela, entro em uma sala que estava um psiquiatra sentado com um adolescente negro conversando juntos:
- Isso é só um jogo de faz de contas.
Quando ele percebe minha presença ele grita:
- Meu Deus! Diga que isso é tudo do meu subconsciente!

E o garoto fala:
- Tá vendo doutor! Eu te disse que isso existe e vocês pensão que tô ficando doido.
Pulo por cima deles e quebro outra parede, caio bem na ala feminina onde vejo uma centena de mulheres correndo e uma delas gritando:
- Jesus! Faça que esse demônio abandone este recinto. (Voluntária, provavelmente da Igreja Universal correndo desesperada.) Ainda consigo ouvir o adolescente comentando com o psiquiatra:
- Agora você acredita que eu também falo com animais doutor.
- Meu filho, depois do que eu vi, já não tem mais nada que eu não acredite.
E por coincidência, paro e vejo justo aquela médica linda de São Luís do Maranhão olhando para mim e dizendo:
- Aaah... Isso de novo não.

Percebo que os agentes estão vindo a traz de mim e num movimento rápido eu a jogo em cima de meu ombro direito e só ouço aqueles tiros(As balas tem pequenos dardos que imobilizam o alvo, tirei isso do TriploX, ótimo filme.) de metralhadora estourando nas paredes. Viro a minha esquerda, vejo mais pessoas correndo assustadas, provavelmente visitantes. Saio correndo pelo corredor e vejo mais outros cinco agentes armados a vinte metros de mim querendo me pegar.
Nem penso duas vezes! Aproveito a sorte de que tem uma escada que leva ao segundo andar. Deixando mais médicos e enfermeiros fortões assustados correndo de medo. Entro em outro corredor e vejo uma janela a alguns metros na minha frente, corro de uma vez e pulo ela com tudo. Só consigo ouvir aqueles tiros de metralhadoras passando direto por cima de mim. Caio em pé em uma grama no pátio do abrigo de velhinhos, que coincidentemente é ao lado do hospício. Provavelmente o asilo é vicentino. Pois tem uma estátua de São Vicente de Paulo por lá. Ouço dois velhinhos conversando calmamente:
- E eu que pensei já ter visto de tudo neste mundo.
- Eu só não esperava que isso fosse em plena luz do dia.
Me deparo com outros enfermeiros e voluntários vicentinos arrombando o portão de grades do asilo e fugindo desesperados, em seguida uma velhinha gritando bem alto:
- Estamos livres!

Penso que é melhor não aparecer tanto na frente das pessoas, percebo que alguns metros do portão de grades aberto, há do seu lado esquerdo um sobradinho rosa como vizinhança do asilo. Saio correndo para o lado dele e dou um pulo sobre uma altura de três metros do chão, mando minhas patas traseiras(Ou os pés.) na parede do sobradinho. Dou duas passadas verticais e terminando com a terceira que vai direto em cima da quina que leva para a varanda e vejo mãe e três filhos sendo filmados pelo pai que está de costas pra mim. Quando ouço um dos garotos dizendo:
- Pai! Filma isso!

E o pai se vira, dá uma filmada e grita de uma vez deixando a filmadora cair no chão:
- Ahhhh! Droga essa filmadora era digital! Ainda bem que está na garantia. Ahhhh!

Ele sai correndo e pula do sobradinho, eu também faço o mesmo, só que pulo uns quinze metros d distância para outro sobradinho mais próximo. No outro sobradinho eu paro, olho para traz pra ver se o homem está bem e vejo pai de família em cima de uma árvore, com sua mulher perguntando de cima do sobrado:
- Querido! Você está bem?
- Eu tô só um... Um pouquinho machucado querida... Ai...
E o outro filhinho dizendo:
- Depois vocês adultos dizem que RPG é só de faz de contas heim.
Graças a Deus que o homem não está muito ferido, continuo minha fuga e saio pulando de sobradinho em sobradinho. Vejo que em cima de um tem uma piscina lá embaixo de uma casa e outro sobradinho em seguida, pulo cerca de quinze metros de uma vez sobre garotos jogando RPG e ouço um deles que estava olhando para cima dizer para os outros:
- Vocês viram um vulto passando em cima de nós numa velocidade incrível?!
- Para de ficar vendo coisas e presta atenção na aventura que tô narrando! Cê tá jogando muito RPG pra ficá viajando desse tanto, seu piradão. (Mestre de RPG dando bronca no jogador de Lobisomem.)

Cheguei até a correr menos só para ouvir isso que eles estavam falando e comecei a pensar que isso tudo já estava se tornando uma palhaçada digna de acontecer só nos jogos de RPG que jogava na minha adolescência, afinal de contas, quantas vezes já ouvi essas siglas RPG hoje, isso é digno também de uma história absurda de fantasias. Por sorte vi que nesse outro sobradinho tinha um bermudão largo daqueles de surfistas seco, uma camisa cavada e umas sandálias que pareciam ser do numero que eu calço. Isso me seria útil depois já que minhas roupas tinham se rasgado quando me transformei. Pensei rápido, peguei elas e segurei na minha mão desocupada e pulei direto para um bosque perto de mim. Saí correndo em uma velocidade incrível até chegar em um morrinho bem arborizado onde passo direto por um grupo de jovens que faziam uma trilha naquele momento e mais uma vez ouço outro comentário:
- Você por acaso viu aquela coisa estranha passando rápido entre a gente?
- Vi... Que quê será quê era?

Corro pelo meio da mata, pulo barrancos que vejo pela frente e entro em outro lugar cheio de árvores. Dessa vez eu estava bem escondido e seguro, coloquei a Nayra no chão. Ela assustada me perguntou:
- O que você quer comigo!?
Falei grunhindo pra ela:
- Só quero as respostas que você deve ter...
Ela então já ficou mais calma e expressou dúvida do que eu a perguntava, só me fez outra pergunta:
- O quê!? Respostas!
- É! Respostas!
- Então pergunte.
- O que cê sabe sobre mim?
- Fala direito ô fera. Num tô entendendo.

Resolvi então me transformar em ser humano de novo, quando eu fui tentar surgiu um pequeno detalhe... Eu não conseguia voltar ao normal, ela então me perguntou:
- Você está pensando em se transformar em homem por a caso?
Eu balancei minha cabeça dizendo que sim e ela então me respondeu:
- Por que você não tenta se concentrar para alcançar seu objetivo. Talvez assim você possa conseguir, afinal, você pode relaxar agora, já q não corre mais perigo.

Já que não tinha mais nada a temer e procurava por minhas respostas, resolvi fazer o que ela me falou, pensava só em abrir os olhos e estar em forma de homem. Meu medo era de que acordasse em algum lugar como meu apartamento e se isso tudo não passasse de mais um sonho louco eu mesmo me internaria em um hospício. Me concentrei e abri os olhos, estava como homem novamente. Só que me esqueci de um pequeno detalhe, de que estava nu na frente dela. Ela se virou de costas e disse:
- Será que você não poderia vestir as roupas que roubou no varal do sobradinho?
- Ah! Me desculpe, espere um momento.

Coloquei a bermuda e me esqueci que devia ter pego uma cueca no varal do sobradinho também, não gosto de criar o meu bichinho muito solto, pois na hora que ele levanta todo mundo percebe. Já de bermuda, ela pega e dá uma olhadinha para traz e eu lhe respondi:
- Você não se virou para me esperar vestir as roupas?
- Na verdade só me virei por que me assustei com tamanho de seu bichinho, alias, Bichão!
- Cê é uma tarada.
- Hummm! E você tem um abdômen e um peitoral também bem sexi pelo visto. Malha todo dia por a caso?
- Sim sempre quando dá... Peraí! Cê vai me responde a pergunta ou não!?
- Calma homem, só tô te achando bonito.
- É mesmo é? Só faltava você querer tranzar comigo depois. Hehehe...
- Ham! Seu abusado! Seu grosso idiota! Como pode falar uma coisa dessas pra mim, nós mal nos conhecemos.
- Uai. Cê parece uma tarada ninfomaníaca.
- Mais que abuso! Se você continuar assim, não vou te responder nada que me perguntar.
- Olha aqui, eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu não sei se o que está acontecendo comigo é um sonho ou se faz parte de um livro de aventuras fantasiosas. É mais fácil de mim acreditar nessas duas hipóteses do que pensar que isso tudo esteja acontecendo comigo. Isso só deve ser loucura, se é um sonho não espero a hora de acabar. Mas se corro o risco disso tudo ser real, o que me importa agora é sobreviver e encontrar as respostas que me esclareçam essas dúvidas. Começando por você. – falei isso apontando o dedo para ela.
- Então não perca tempo! Pergunte logo!

Coloquei a camisa e calcei as sandálias e perguntei:
- Primeiro! Você por acaso é alguma agente secreta?
- Porque você quer saber?
- Só responda esta pergunta por favor!
- Eu não sei! Não tenho mais certeza!
- Droga! Eles devem ter feito alguma coisa na minha cabeça ou é você que está sendo uma tremenda mentirosa.
- Eu não estou mentindo! Estou tão confusa quanto você.
- Como assim? O que te aconteceu?
- Nem eu sei direito.
- Como não sabe direito!?
- Já te falei! Estou muito confusa com que me aconteceu.
- Afinal de contas o que te aconteceu então?

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