sábado, 2 de agosto de 2008

Lembranças sem sentido Cap.2-Part.3


Part.3

Passou-se alguns minutos, depois deu ter sido vigiado pelos seguranças da minha empresa dentro de uma sala. Quando olho pra porta, lá enviam dois enfermeiros, um negro e outro branco, altos e fortes pra me pegar, então Fernando diz:
- Ali os enfermeiros do hospício! Chegaram bem a tempo de levar o Carlos antes que ele cometesse alguma atrocidade.

Eu simplesmente me solto dos funcionários e vou ao encontro dos enfermeiros pacificamente, falando:
- Podem me botar a camisa de força... Eeeeeuuu vou com vocês...
Eles me colocam na camisa de força, depois disso só ouço meu patrão dizendo:
- Carlos! Você está despedido! Nunca mais quero olhar na sua cara. Seu maluco! Paranóico! Nunca mais volte aqui!
- Me desculpe por ter batido na sua cabeça com a cadeira chefe, acho que vou ter que ficar longe por uns tempos da sociedade! – digo com cara de neurótico – Íuruuu! Eu tô doidão! Haaaa! Hahahahaha! Meu Deus do céu... Não estou me entendendo.

Saímos da minha área de trabalho e fomos para o estacionamento, onde estava uma besta (Tipo furgão norte-americano.) me esperando. Me jogaram violentamente contra compartimento do carro, alienado do jeito que estava ainda fiz uma pergunta idiota:
- Para onde vocês vão me levar?
Um deles me respondeu:
- Hora! Pro Hospício. (LINGUICEIRA)
- Eu quero saber qual o nome do hospício seu idiota!
- E daí! Você não especificou antes seu maluco idiota!
- Ta nervoso? Vai pescar! Vá te ferrar imbecil!
Depois o outro disse:
- Não de atenção a ele. Assim ele só vai te retrucar. E olha aqui cara maluco, o hospício que você vai chama-se: Descobrindo a sanidade.
- Bem que eu estou precisando mesmo. Creio que estou realmente louco. – digo cinicamente.

Daí... O outro me diz:
- É a primeira vez que eu vejo um louco consciente de que está louco.
- O que vocês pensaram que eu fosse dizer. Eu não sou louco! Eu sou norma! São vocês os malucos por aqui! Provavelmente vocês diriam: “Ah! É claro que você não está louco. Você é completamente normal.” Essa já é velha cara!

Nesta situação um deles me diz:
- Devíamos ter lhe dado uma injeção pra durmir logo e parar d nos incomodar.Você está realmente transtornado, pra ter d fazer o q fez no seu trabalho. Os loucos que estão conscientes que são loucos, aí que são loucos mesmo. Isso não é incrível! Não é Bernado? – diz ele zombando.
-É! Concordo com você, esse cara é realmente pirado, devemos mandá-lo dipressa pro hospício. Antes que nós fiquemos também pirados depois de ouvi esse cara. Hahaha!!! – os dois riem juntos. (DESLINGUIÇO)

Cerca de uma hora se passou e nós finalmente chegamos no hospício. O motorista abriu a porta e me arrancou de lá com seu companheiro de trabalho dizendo:
- Vamos! Você vai gostar daqui, encontrará vários amigos.
De fora, via um prédio antigo de três andares, no seu redor com seis pinheiros na sua frente. Entrando dentro do hospício (Ou manicômio, é tudo a mesma coisa.) já vejo outro louco de cabelos grandes e barba a grande a fazer, segurado por outros enfermeiros. Aparência de 27 anos. Mais ou menos um metro e oitenta, era d aparência forte. Usava uma roupa estranha! Tinha uma calça larga, parecia com a dos árabes. As calças estavam amarradas nas canelas por cintas de couro presas a sandálias feitas manualmente, usava também um manto que tinha preso em sua cintura uma faixa branca começando a amarelar, com sua ponta caída do lado esquerdo da cintura batendo até seu joelho. O manto deixava seus braços descobertos, sua roupa parecia com a de um chinês, um “jedai” melhor dizendo. Segurado por enfermeiros dizendo calmamente aquela velha frase de louco:
- Eu não estou louco. Eu sou mesmo a reencarnação de Jesus Cristo. Ou ele em pessoa se achar melhor. Mas se preferirem podem me chamar d Yeshua... – falava ele com um sorriso calmo.

E como sempre o enfermeiro dizendo:
- É mesmo é! E eu sou a reencarnação de Martin Lutero, o primeiro fundador de uma Igreja protestante no mundo, fala sério cara, tu merece uma antártica.
- Sabia que você é mesmo. – disse ele sorrindo.
- Seu maluco, ainda fala uma asneira dessas!

Quando ouvi isso, ainda falei para o outro louco q se dizia Cristo:
- Cara, confessa que cê tá loco meu. Eu tô loco e assumo que tô.

Depois ouvi isso dele:
- Você não está louco. Só confuso e um pouco transtornado.
Então ele foi levado pelos enfermeiros para algum lugar do hospício. Os outros que me seguravam me levaram por um corredor e eu lhes perguntei:
- Pra onde cês tão me levando?
Um deles me respondeu:
- Você deve ter uma consulta primeiro com o psiquiatra. Sorte sua ele estar disponível agora.

Eles entraram em uma sala comigo e me botaram preso por cintos em uma cadeira com a camisa de força. Os dois enfermeiros em seguida ficaram do meu lado. Uma sala própria para psiquiatra fazer seu trabalho, uma estante cheia de livros e uma janela com vista para fora. Não podia faltar o psiquiatra sentado em sua cadeira e com os cotovelos em cima da mesa me perguntando:
- Muito bem. Me diga seu problema?
- Ta bom doutor, vou lê ser sincero. Me aconteceu o seguinte doutor, eu estava fazendo uma matéria sobre uma tribo no Amazonas, chegando a noite! Eu me ofereci a ficar de guarda no nosso acampamento durante certo período da noite. Quando meu tempo estava acabando eu comecei a dormir, tive um sonho dos mais estranhos. Sonhei com um índio velho e uma onça, depois em eu me transformando num homem onça. Aí eu acordo e vejo que estou me transformando mesmo num homem onça e matando toda minha expedição! Eu não estava aceitando isso e queria que tudo aquilo fosse um pesadelo. Do nada eu já acordo em uma cama do hospital do exército bem no meio da mata Amazônica. Uma enfermeira me atende. Qué dize, médica, eeee...

- Fala mais de vagar e com calma meu caro.
- E depois eu falo com um coronel que me diz ter me resgatado perto de uma rodovia, a alguns quilômetros do meu acampamento e depois ele me fala que eles foram todos mortos por um ser estranho. Eu fico pirado pensando ter matado meus amigos, mas não entrava isso na minha cabeça, eles me acharam pelos meus rastros. Eles pensaram que eu vi a tal fera, só que não me saía da cabeça que podia ter sido eu, só me fez ficar mais confuso ainda. Então ele me mandou ir pra uma tal cidade junto com uma médica que tinha me atendido e outros três caras. Nós estávamos viajando dentro de um avicóptero do exército. Daqueles de duas hélices. Aí então! Um deles tinha um terno preto e começou a me dizer que era de uma corporação internacional secreta tipo homens de preto.

Ele me dizia que essa corporação investigava sobre o sobrenatural e o inexplicável, que eram cheios de tecnologia. Imagina um cara falar para você que um monte de coisas que nós só vimos na televisão ou em livros de RPG e outras porcariadas do gênero... Realmente existem. A reação é um pouco engraçada, mas não fica quando você começa a querer se suicidar pensando que aquilo é só mais um sonho louco da sua cabeça. Também quem não pensaria que fosse depois dormir, ter um sonho e depois acordar num pesadelo, depois desse pesadelo acordar em outro pior ainda tudo mostrando algum sentido com o outro. Aquele cara dizia que eu sabia de mais e só não me deixou pular do avicóptero em movimento por causa disso. Eles me queriam vivo, precisavam das informações que eu continha. Me deram um choque, eu desmaiei e de repente eu acordo na cidade em que trabalho, no meu apartamento... Lembro que tenho que ir trabalhar e quando chego lá tenho uma surpresa. No local em que trabalho estão todos cantando feliz aniversário pra mim e o meu cameraman que estava presente na expedição, vivo!

Me contando que o resto da expedição estava viva e meu chefe me dando um aumento me promovendo para um cargo alto da emissora que trabalho, falando que o meu programa foi um sucesso, por isso que eu devia aceitar aquela promoção. Não estava acreditando, pensei ser mais um sonho. Eu falei isso pra ele, q fico lá dizendo. “Esquece isso de sonho meu, isso é realidade.” Continuei não acreditando naquilo e falei pra ele que não podia aceitar o cargo, que eu não merecia aquilo e sei lá mais o que. De repente eu vejo ele se transformando num homem onça e querendo me atacar, cê entende uma coisa dessa, foi alucinações de todo mundo virando feras felinas também. Foi um horror pra mim aquilo tudo. Cê sabe quê que é está no real e ficar desconfiado que isso pode ser só mais um sonho?

- Sim eu sei. Temos uma mulher internada aí e ela apresenta os mesmos sintomas seus e isso também já aconteceu comigo. Algo desse gênero que você falou, acredita que já pensei ter visto vampiros, tem pessoas que acreditam nessas coisas que não existem, mas subi superar isso, psiquiatra também se trata pra não pirar. Uns dizem que já viram lobisomens, essas coisas do sobrenatural, mas eu não acredito nisso. Tinha ficado tão paranóico com isso, que fui o primeiro psiquiatra desse hospício a ser internado nele. Isso é o q dá legalizar as drogas. Todo mundo vai ficando doidão mesmo. Imagina, um formado em psicologia, psiquiatria, parapsicologia e pedagogia ficando louco. Nunca esperava isso me acontecer. E interessante, a mulher que está aqui diz ser médica e que deveria estar bem na casa de sua família que mora aqui, mas não sabemos de nada a respeito dela e ela diz que não sabe como veio parar aqui.
- Ela é por a caso uma morena de cabelo curto e muito bonita?
- É sim, por que?
- Ah meu Deus é ela!
- Peraí? O que ela tem haver com seu caso?
- Ela é uma agente secreta disfarçada! Ela é da tal corporação que eu te falei. Eu preciso falar com ela doutor! Ela pode ter as respostas das quais eu preciso!
- Deixa que eu falo com ela. Primeiro por que ela fica na ala feminina e os homens aqui não ficam junto das mulheres. Levem ele para seu quarto por favor.

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