terça-feira, 19 de agosto de 2008

Hora da verdade Cap.8-Part.2


Part.2

- Não se lembra do que lhe aconteceu!?
- Agora me lembrei Rafael, caiu a ficha. Estou internado num hospital depois de ter quase sido morto pelo Paulo.
- Ótima dedução, mas mudando de assunto, como é ficar em coma durante três dias?
- Se eu te contar c não vai acreditar!
- Me conta então.
- Sonhei com todas as cenas do livro. Coisas que aconteciam comigo no livro e sonhei também com outras que eu nem escrevi, mas não me recordo muito bem dessas outras, sempre, também no meu sonho tinha as visões do que estava acontecendo com os outros personagens e o que iria acontecer com eles. Só que eu não sabia que era um sonho. Parecia tão real... Queria q ainda continuasse. Mas quando o livro, chego nas ultimas páginas, na parte em que eu fui conversar com Carlos, o personagem principal, quando ia lhe dizer que era o escritor do livro. Aí que comecei a me lembrar do que tinha me acontecido foi quando disse que a hora da verdade ser revelada chegou, aí eu acordei agora, no sonho as coisas passavam muito rápidas. Eu entrei tipo numa dimensão paralela do mundo que eu mesmo criei, podia fazer o que queria, mas não tinha consciência que tudo aquilo se passava de um sonho. Foi incrível! Tudo começou quando eu acordei num banco de praça de uma cidade e sai fazendo milagres mais pra frente e dando uma d justiceiro também. Até que aquela parte em que fui levado para um hospício ao dizer que era Cristo. Depois que ajudei o Carlos e curei os loucos e ajudei os velhinhos, fui andando pelas cidades até a tribo Guatinchara fazendo pregações e milagres por onde passava e salvando vidas dando uma d justiceiro. Lembrei do livro Dorijos do meu tio! O livro dele faz muito sucesso. Estou até vendo o meu fazendo muito sucesso também. Pois bem, o sonho acaba até me encontrar com Carlos nos ultimos capítulos que tinha escrevido. E o pior que eu nem tinha parado pra pensar como eu fui acordar naquele banco de praça, as coisas nesse mundo paralelo foram acontecendo, acontecendo e eu nem sabia que se tratava de um sonho! Cara! Foi demais! Nunca pensei que entrar em coma seria uma coisa tão legal e divertida! – diz ele alegremente.

- Você não entrou só em coma! Você também teve uma experiência d quase morte! Seu coração tinha parado d bater na cirurgia! Eles tiveram q t ressuscitar!
- Nuurrrrr.... Devo ser um Railender mesmo...
- Pé no chão Rávew! Vamos voltar um poco a realidade agora! Você pirou de vez! Escreve um livro se dizendo Cristo, colocando aquela maió viagem no meio dele! E o pior que a maió viajem é sua! Querendo que todo mundo leia, todo mundo vai pensá que tu é um louco, alguns evangélicos do tipo fanáticos, vão te crucifica vivo pensando que você vai trazê o fim do mundo! Vão levantá as tochas e t queimar vivo! C vai v nós regredindo pra Santa Inquisição... Onde c tava com a cabeça quando começou a escrever esse livro!? C não tem o direito de criticar a seita dos outros! C nem tem muito conhecimento pra isso! Sua bagagem d conhecimento ainda é fraca!
- Posso não ter muito, mas que coloquei o suficiente eu coloquei.
- C fala em não a generalização, mas acabou colocando coisas que inspiram a generalização no seu livro. – digo zangado.
- O livro ainda é só um rascunho. E mesmo que eu tenha botado algo do tipo, que eu posso fazer. A gente generaliza sem querer as vezes. Mas ainda tenho muitas coisas pra fazer no livro, vou revisá-lo ainda, eu mesmo vou dar um jeito d corrigir os erros d português e mexe em algumas partes se for o caso, alterar alguns trechos, aumentar outros. Quero meu livro perfeito pra quando eu publicá-lo. Acho q ainda vo muda o título. Complementalo pra falar a verdade... Espíritos Indomáveis: Hora das Revelações. O q acha?
- Acho q tu viaja demais... Daqui a poco vai da nas idéia sua dexá a barba crescer também, que o cabelo nos ombros c já tem, só falta barba. C já tem o cabelo e olho castanho mesmo, ia ficá igualsinho a imagem de Cristo pros católicos. – digo isso bastante irritado.
- Que isso cara? Para d me esculhambá vai... Não se pode nem viajá numa história que você mesmo criou? – diz ele rindo – Eu também tenho o direito de sonhá e no final do livro ainda pretendia coloca uma lição de moral sobre o Cristo dentro de nós e o anticristo que deixa nossos espíritos indomáveis.
- É! Tô vendo que cê viajo até demais. Tu vive com os pés no chão meu. No chão da lua! Chego até a entrar numa dimensão paralela que você mesmo criou, um sonho que só pode vir de um maluco igual você! Tu se infio mesmo de cabeça nesse livro em cara? – digo isso com a mão no queixo.
- Que isso cara? Foi legas pacal meu! – diz ele sorrindo.
- Poriço que tu tá locão desse jeito!

- Qualé meu, foi só um livro, tu tá levando isso a sério demais, eu heim... Eu tenho direito de sonhá cara! Eu sei que essa história deu ser a reencarnação de Jesus Cristo, só pode vir de uma mente bem fantasiosa como a minha. Mas eu mesmo digo q eu não sou. Já q contei do episódio do menino q me chamou d Jesus?
- Já...
- Pois então, foi por isso q decidi ficá viajando mesmo e escrever o livro.
- É isso mesmo né! Aí tu faz um monte de pessoas acreditarem que é Cristo, outros pensarem que tu é um louco ou intão! Uma alma escolhida para trazer o caos! Ro ro ró, eu vou destruir o mundo, eu sou o anticristo! – digo com cara de zoação – Inclusive, como é que cê teve coragem de escrever holocausto no seu livro com o! Isso é um erro triste de português! Quero vê quem vai aguentá lê um livro cheio de erros gramáticos igual o seu!
- Pra isso que existe editora, pra corrigir aqueles erros toscos de português que a gente faz. – diz ele com cara de gozação.
- Não, ái até que vai. – digo isso rindo um pouco – E como é que ainda se tem coragem de prega a tolerância entre as religiões nele se tu vive se mostrando intolerável contra os cristãos e principalmente contra os evangélicos! Mais é o cúmulo da sua gonorânça, nem eu sei como eu agüentei lê teu livro, justo eu que sô evangélico.
- O evangélico mais estranho que eu já vi, filho de orientais chinês e japonês católicos, que resolve se converter ao protestantismo, minha nossa! Como é que sua família foi se converter numa religião ocidental? É tão bom o budismo, eu vivo pelejando pra se budista e o c se disgruda da sua raíz. “Pelamor” de Deus.
- Qualé meu!? Me sinto muito bem assim e seu livro...
- Que isso cara? C sabe muito bem que não tenho nada contra evangélicos meu, cês até fazem um monte de coisas bouas. Só fico indignado com essa de vocês se acharem os únicos escolhidos para serem salvos! E isso é só com alguns, aliás, a maioria. Uaargh! – diz ele retorcendo os braços com cara de gozação mostrando a língua pra mim. – Que coisa mais estúpida!
- Nem vem me falá naqueles seus argumento, que eu já li teu livro! E cê sabe que até que concordo com você, até que chega se uma bobeira essa da gente num aceitá os outros, mas c sabe que eu num sô de discriminá nenhuma outra religião.
- Nãooooo!... Né não, só fica quase toda hora enchendo o saco do Luís que é espírita.
- Mais ele tá errado! Só quero mostrá o caminho que tá certo pra ele...
- Ih! Já começo, tá vendo, nem parece que leu meu livro.
- Que isso cara, eu li e gostei bastante, tem umas coisas legais, só acho que esse teu livro, tá polêmico demais e você deveria usar pseudônimo no lugar de botar você como personagem principal seu louco.

- Uai! Mais é isso que vai causar sucesso meu. – diz ele rindo. – De qualquer forma no final do livro eu já ia explicá que eu nem era Cristo.
- C ia é fazê um monte de gente não lê teu livro, isso sim.
- Que isso meu? Tu tá exagerando, só quero mostrar que há vários caminhos pra mesma porta, igual nas letras. Por exemplo, taxi, pode ser escrito tanto como “taquisi” com q u i e s e, ou como k i s e, pode se também, terminar com c cedilha e i, dá no mesmo intendimento não dá. O sentido vai se o mesmo não é? Só o jeito que é diferente de se escrever.
- Tão tá! Eu quero escreve vedado, mas tem que se o b que pra mim faz som de v!
- Quê que isso tem a vê?
- Se cada um escrevesse do jeito que achasse certo ninguém ia entender.
- Não, num tô querendo dizê isso, tem que escreve do seu jeito e dum jeito que todo mundo intende, intende por exemplo. Escreve entende com e, mas se fala intende, se escrevesse com i, num ia dá a mesma coisa?
- É...
- Então, porque que aquele povo do vestibular, que qué corrigir uma redação, que num pode t um errinho de português, fica enchendo o saco. Sendo que tem várias letras que podem fazer o mesmo som e que todo mundo conhece e que eles enssistem que deve ser do jeito que já foi imposto.
- Porque ... Porque ... Porra meu! Sei lá!
- Aí, num te disse, aqueles caras deviam se importar mais com o conteúdo do que está escrito e com a originalidade, se está conseguindo realmente passar o que quer dizer. Afinal, num é isso que importa?
- É, de certa forma você está certo.
- Pego essa mania do meu livro! – diz ele me apontando o dedo.
Damos bastante risos, em seguida eu lhe digo:
- Apesar de você t escrevido um monte de doideiras nesse seu livro, tu acabou me convencendo de aceitar essas outras religiões.
- Até que enfim.
- Mas mesmo assim prefiro ser cristão.
- Não, pode até ser, o negócio é aceitá os outros com as religiões que tem, só isso.
- Posso não concordar mas eu aceito, mas ainda acho que seria bem melhor se todos fossem cristãos.
- Arram.Você entendeu mesmo heim...

- Que tem de mal em converter as pessoas?
- Nada, o que não se pode é pensar e converter pra sua religião, mas sim pra o que é certo, ou converte-lo de suas idéias. Isso que importa, converter não é derivado de convencer?
- É, mas se nós convertemos a pessoa pra nossa religião, também a convertemos pras nossas idéias.
- Sim, mas não é necessário, a pessoa pode muito bem seguir suas idéias sem seguir sua religião.
- É.
Então foram horas e horas com nós dois conversando sobre religião, eu e meu amigo Rávew muitas vezes nós concordamos, só em algumas coisas que não, mas foi bom mesmo assim telo visitado. Duas semanas se passaram, Rávew já estava recuperado, voltou pra escola, só que começou a ser olhado com outros olhos pelos alunos, todo mundo que era evangélico ou católico muito rigoroso na escola, não passava nem perto dele. Só a galera e os amigos de verdade dele na escola que conversavam com ele numa boa, a maioria dos colegas de sala, não estavam nem aí pra isso. Ainda mais, o Rávew tinha contado aquela história de que ele se botou como Jesus Cristo na história por pura ironia, no começo o povo da nossa sala não gostou muito não, mas depois que ele explicou melhor, ninguém encheu o saco dele. Levaram mais como uma grande imaginação do Rávew que queria viajar demais, não foi atoua que ele recebeu o apelido de Boing, porque voava demais. Ravew sempre foi muito avoado. Rávew continuou escrevendo seu livro normalmente. Mas até que uma vez, quando eu fui perguntar pra ele se já estava terminando de escrever o livro, ele me disse que estava parado porque não sabia o que ia escrever. Ele começou a entrar em depressão com isso, não estava nem aí mais com os estudos, quando chegava na sala, ficava sem fazer nada. Até mesmo nas aulas de teologia que era aquela que ele mais gostava, ele não fazia mais nada. A professora até estranhou, ele nem discutia mais com os outros alunos e com ela, só ficava quieto com as mãos no queixo. As notas dele despencaram e nós já estávamos no terceiro bimestre. Nas matérias que ele mais odiava, Física e Química, que eram uma das matérias mais difíceis e que a maioria da sala tinha dificuldade, principalmente Química e é justo nessa matéria que mais se faz bagunça na sala. Matérias que ele já não ia muito bem desde o segundo bimestre, ele caiu mais ainda. Até que um dia, na sala de aula, o professor de Química ficou indignado com ele não fazendo nada e sempre tirar notas ruins na sua matéria, chegou lá e perguntou com a cara séria:

- Rávew, você não faz nada na minha sala, como é que você pretende passar no vestibular e se formar? – diz ele em tom autoritário.
- Pretender, eu pretendo, mas eu acho inútil aprender Química.
- Né nada, você estimula seu raciocínio lógico e ainda a usa pra passá no vestibular.
- E depois? O que quê eu vô fazê com um monte de picuinha que eu aprendi e que num vô usá pra nada?
- Quem disse isso. E se você for ser um engenheiro?
- Mas eu não quero ser engenheiro, quero me formar em Letras e escrever um livro.
- Mas se você precisá de Química um dia? Ninguém sabe o que quer ser quando está estudando, ninguém sabe como vai ser o dia de amanhã, ninguém tem certeza do que vai ser quando estuda. E hoje em dia, a gente não pode ser o que a gente quer. – diz novamente em tom autoritário.
- Mas já tem idéia.
- Mesmo que você queira ser um escritor, você tem que ter dinheiro pra mandar publicar o seu livro, isso você pode conseguir sendo um engenheiro.
- E se o editor gostar do meu livro, que num é muito difícil, porque quem já sabe da minha história gostou.
- E como você tem certeza que isso vai acontecer?
- Mesmo assim, eu não quero mexer com números, se for algo que envolva ler e letras, é comigo. Jornalismo por exemplo, do que vai me adiantá sabe sobre Química se eu raramente irei usá-la?
- Mas pra isso, você tem que sabe pelo menos pra passá no vestibular! Horas! Que absurdo esse seu! – diz ele meio irritado.
- Ah! C acha que eu vo perder meu tempo aprendendo coisas inúteis, que não vão me servir de nada.
- Mais se você não conhecer as outras coisas, como é que você vai saber o que gosta!? Ah rá! Agora te peguei. – diz ele se exaltando.
- Disso eu sei, mas a gente fica aprendendo uma coisa que a gente já decidiu que num é aquilo que quer, por exemplo, você já parou prá pensá porque quase todo mundo dessa sala não se sai bem com você e o povo lá do segundo e terceiro D só se saem bem com você e as outras salas não?
- Sim, porque em algumas salas os alunos são mais dedicados e em outras não.
- Aqui todo mundo é dedicado, só que não são todos que se dão bem nessas matérias que envolvem ciências exatas.
- Não gostam da minha matéria porque nunca se saem bem nela! Se saíssem bem nela iam gostar, só que num estuda, fica só quieto ou fazendo bagunça!
- Não é isso, não se saem bem porque não tem aptidão com essa matéria, só instressa a você nós sabermos e ninguém aprende nada.
- Mas os alunos não cooperam e botam a culpa em mim, ficam aí falando que eu não sou bom professor e nem tentam mudar!
Todo mundo ficou prestando atenção na conversa dos dois, foi o momento que todo mundo ficou calado, só observando os dois. Então o professor continuou:

- A culpa é dos próprios alunos que não ajudam a si mesmos.
- De certa forma c tá certo, mas a culpa não é só deles, é sua também porque não sabe usar o ensino adequado pra quem não é bom na sua matéria.
- Ah é!? Então me fala como eu devia ensinar? ( LINGUICEIRA)
- Se eu tivesse no seu lugar, eu daria um trabalho valendo pelo menos quarenta por cento desse bimestre, um trabalho que envolvesse mais teorias, sem problemas com números absurdos, dando um tempo de um mês pra entregá. Daria exercícios valendo dez por cento do bimestre, procuraria dar exercícios mais simples se fossem do tipo envolvendo números, sem aquelas contas que dão números gigantescos, pois o importante é ver se o aluno sabe usar formulas. E se fosse na prova, daria a primeira prova valendo uns vinte por cento do bimestre e sendo de dupla ou então sozinho e daria ultima prova valendo trinta por cento. Essas provas nem precisariam ter teoria, só nisso já completava a nota do bimestre e você não ia precisá de ficá dando prova de recuperação ou aula de depedência, economizaria seu tempo e não se instressaria. Agora se dá uma prova valendo quarenta por cento do bimestre e outra valendo trinta, só com exercício ferrado e a participação não passa de uns trinta por cento, sendo que um trabalho vale vinte e os exercícios dez por cento, como que sô qué que melhóra?
- E se a matéria exigisse mais a prática!?
- Num tem problema, distribuía pelo menos uns trinta por cento da matéria em teoria e o resto ficaria em práticas de exercícios mais simplificados.
- Ah é! E na matemática? Que quase não tem teoria. Que quê você faria!?
- Simples, daria um trabalho envolvendo números, mas com contas simples e valendo uns quarenta por cento do bimestre.
- Mais c tá achando então que eu não sei dá aula para vocês, só porque vocês não querem aprender! – disse ele puto da vida.
- Não é isso!
- Essa história de inaptidão, num existe, é falta de querer mesmo de alunos como você que não querem aprender!
Todo mundo estava olhando para Rávew atenciosamente, o professor ainda disse mais uma coisa para o Rávew:
- Aluno igual você, que não quer assistir aula, vai para fora, você não é obrigado a ficar aqui! – disse bem bravo.
- Porra meu! Pra começo d cunversa. Ninguém é igual a ninguém. Ninguém nasce com o mesmo QI igual! Ninguém nasce com aptidão pra tudo! Uma outra coisa que também deve mudar no professor é essa falta de paciência que alguns tem! Eu aqui falando calmamente com você e tu até agora num paro de falar se impondo, gritando como se achasse que só você tem a razão! Seu esquentadinho que não aceita se criticado! (DESLINGUIÇO)

- Para fora da minha sala! Você vai descer daqui direto para coordenação, para aprender a não desrespeitar o professor!
Achando que meu amigo estava sendo injustiçado, eu me levantei e disse:
- Peraí professor. Acho que c tá exagerando, ele só te disse algumas coisas na intenção de melhorar a sala, acho que não precisa de mandá da advertência.
- Defendendo seu amigo né!? Então vá com ele também para coordenação!
Então acabou assim, eu fui defender o Rávew, mais acabei levando a pior com ele, fomos parar na coordenação. Quando chegamos lá, a porta estava fechada, o professor bateu e em seguida ela se abriu. Quando isso aconteceu, nós tivemos uma surpresa, quem abre a porta é justo um negro alto com cara de Bob Marley, com cabelo rastafari e usando sandálias acompanhadas de calças largas, com uma camisa bem colorida. Não podia me esquecer que ele tinha a aparência de vinte e poucos anos, sem esquecer daquele cavanhaque bem fechado na cara, era como se fosse um estudante do terceiro ano. Aliás, parece que ele é, então o professor perguntou:
- Onde está o coordenador?
- Sou eu.
- Hora moço! Não brinque comigo! Já estou bastante estressado com esses dois adolescentes insolentes e agora tenho que topar com um novato do terceiro ano fazendo esse tipo de brincadeira comigo!
- Não senhor, sou mesmo o coordenador, mas o senhor acertou em dizer que eu sou novo aqui.
- Mas como? Nem te vi aqui quando cheguei no primeiro horário.
- Que pena senhor, eu não estava aqui no momento...
- Então é muito irresponsável mesmo!
- Não, eu estava no salão de festas vendo um ensaio dos nossos estudantes que vão dançar numa apresentação de hiphop na escola, tinha ido lhes dar um aviso.
- Cê tá brincando comigo cara. Você o coordenador? Tá me achando com cara de idiota criolão!?
Então eu vejo a cara do novo coordenador fechando de raiva, logo ele tira do bolso o craxá e coloca na cara do professor dizendo:
- Tá aqui seu branquelo de bunda albina! A porra do craxá dizendo que eu sou o coordenador, tá vendo aí! Tá escrito, José Henrrique de Anrruúda! Meu nome vindo dos meus pais senegalences! Qué mais alguma prova!? Não, então caia fora daqui antes que eu arrebente sua cara seu idiota e te processo por racismo ainda seu tapado! Então se quer continuar nessa escola, mais respeito comigo!
O nosso professor olha espantado para ele, vira as costas e vai embora, logo Rávew diz:
- Uhirrú! É isso aí doidão! Aquele descendente...
- Num fala nada não, nem todo branco é desse tipo, mas eu não tuléro vê um idiota desses tirando sarro da minha cor, eu fico irado! – diz ele retorcendo as mãos. – Mas voltando ao assunto, por que vocês estão aqui?

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