sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Como tudo aconteceu Cap.6-Part.1


Part.1

Sorrio a minha mãe e digo:
- Não se preocupa não mãe, tá tudo bem.
- Ainda bem que está bem, agora que você me disse.
- É mãe.
- Falta dez minutos pra você ir pra escola filho.
- Viu mãe, tô indo.
- Thau filho, vai com Deus.
- Viu mãe.
Saio pela porta e vou pra minha escola. Chegando lá, logo me encontro com Renato que me pergunta:
- Você leu todo o livro!?
- Não, esse livro não é pra mim, talvez eu ainda termine de ler, agora eu tenho que me preocupar com os meus estudos. Se eu ler este livro eu vou acabar ficando paranóico e não passando de ano. Ele é muito bom, mas não estou a fim de ler mais este livro estranho, agora eu entendo porque gostam tanto dele.
- É que quem lê, se sente na pele do personagem, pena que esse bom escritor morreu. – diz Renato tristonho.
- Ainda bem que ele não continua vivo, se não eu ia sofrer lendo estes livros dele. Haha. – digo sorrindo.
- Não se preocupe, foi melhor assim, que você não lesse.
- Por que foi melhor assim, não me diga que até essa nossa conversa estava escrito nisso? Ou você deve estar falando isso pra mim terminar de ler o livro né!
- Quê que você acha?
- Droga, cara! Deixa isso pra lá.
- Você ainda vai terminar de ler este livro.
- Não agora.
Ele me dá um sorriso e me diz:
- Cê vai no revelion desse ano, lá no clube?
- Vou, só terminar essas ultimas provas que tá beleza.

Eu e meu amigo Renato passamos bem o reveilon daquele ano, no outro ano, só fiquei o primeiro bimestre na escola e depois minha família mudou para outra cidade em outro estado. O tempo foi passando rápido, me formei em jornalismo, casei-me com uma mulher linda chamada Lucily que também era jornalista, comecei a ter um trabalho cada vez mais conceituado. Entrei na Maçonaria depois de dois anos casado, alguns meses depois eu e minha mulher nos divorciamos, ela tinha resolvido se casar com uma lésbica... Não foi nada agradável pra mim, sofri muito no começo por causa disso. Não chegamos a ter filhos porque ela era infértil, mas pretendíamos adotar um, mas no final das contas nunca adotei um menino e nem me envolvi com outra mulher profundamente. Na Maçonaria, cheguei até o quarto grau, depois acabei me afastando dela pelo fato d estar insatisfeito com a hipocrisia q infelizmente também rolava lá dentro. Anos se passaram, até que o meu patrão mandou eu fazer uma reportagem sobre a tribo Guatinchara, iríamos tentar descobrir um pouco mais sobre essa cultura indígena que tinha ótimos remédios naturais, considerados índios que tinham uma vida saudável e de longevidade. Ouvia se muita lendas sobre eles, nós queríamos descobrir mais sobre essa tribo que não mantinha contato com a civilização. Fizemos uma viajem para a floresta Amazônica.

Nesse tempo todo, eu nem mais me lembrava do que estava escrito no livro, tinha o eliminado totalmente da minha cabeça, ainda pensava em ler ele de novo, quando chegasse da viagem. Organizei uma expedição que tinha alguns pesquisadores conhecidos e mais outras pessoas que eram ajudantes e um guia que dizia ter conhecido a tribo. Nós saímos do hotel e fomos pegar uma lancha moderna, bem grande e rápida que cabia mais de dez pessoas. Daí começou o trabalho que eu nunca mais ia me esquecer, comecei a me lembrar que no livro era uma expedição como a nossa que também estava a procura de uma tribo, não me lembrava qual, logo direcionei meus pensamentos para outra coisa. Agora minha cabeça só estava concentrada em uma coisa, em olhar a paisagem que via dentro da nossa embarcação, o governo conseguiu recuperar boa parte do “pulmão do mundo”. Isso era bom, as pessoas finalmente se conscientizaram da preservação.

E lá estavam as árvores sobre as terras de águas límpidas em volta, com as cores de azul e verde, refletidos da beleza natural da floresta, onde desfrutávamos de uma paisagem deslumbrante. Eu, apaixonado pela natureza, não resisti à tamanha beleza nos dada por Deus. Aquele conjunto de árvores altas, bem verdes, altura entre dez e quarenta metros. Chamada de floresta negra pelos moradores daquela região, pois diziam que quem estivesse nela em pleno dia, poderia jurar que era noite. Com meu espírito aventureiro, tirei fotos de nossa lancha, em seguida fomos direto para margem da floresta e confirmamos o que os moradores tinham nos dito: “Dentro da floresta vai parecer que está de noite.” Agora só faltava achar a tribo Guatinchara, pra minha matéria sobre seus segredos, começaria a expedição no dia seguinte. Fomos alertados pelo guia, de perigos que corríamos, mas não esperávamos que esses perigos fossem grandes e com conseqüências macabras. Então nós acampamos na floresta negra, que ficava cada vez mais escura quando a noite chegava. Sentia algo estranho, como se já esperasse que aquilo fosse acontecer.

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