domingo, 27 de julho de 2008

Entrando num pesadelo Cap.1-Part.1



Leia isto antes d começar(créditos)
Comentário meu a respeito d minha obra

Sempre fui um sonhador, minha cabeça, sempre ficou vagando pelo espaço mesmo. Vivo no mundo da lua mesmo, mas tenho os pés no chão. No chão da lua é claro. Pois bem. Como não paro d ficar sonhando e sonhando, sonhando acordado pra variar. Foi então q resolvi escrever esse livro aos 17 anos, só vim a finalizar ele pra valer mesmo aos 24 anos. Nesse livro, você vai entrar na mente d uma eterna criança. Criança talvez não, mas na mente d um adolescente, mesmo depois d adulto, ainda preservo muitas coisas da minha adolescência, sou um adolescente nato. Como uma amiga minha também diz no perfil d seu orkut: “Meu corpo não é mais d criança. Mas minha cabeça sempre será d uma.”
Como eu ia lhe dizendo.(Ou escrevendo.) Esse livro, é cheio d viajem. Ele é d ficção, embora também contém coisas escritas q também fazem parte da minha vida q realmente aconteceram comigo. E também contém partes q eu narro, q são coisas bem parecidas com o q viriam a me acontecer e q também me aconteceram. O q me inspirou a escrever o livro, q é na sua maior parte composto por uma história fantasiosa ao extremo, foi a influência d jogos d RPG q são extremamente fantasiosos. Os livros principais d RPG q me influenciaram a escrever o livro, foram Vampiro: A Máscara; Lobisomem: O Apocalipse; Mago: A Ascensão; Imortal: O Encontro. Eu já cheguei a jogar RPG, mas não foi muitas vezes, mesmo assim nas vezes q joguei, achei bem proveitosas. Claro q dos 17 anos pra cá, não fui influenciado só por livros d RPG, pra escrever meu livro, teve muitos outros d diversos temas q li até terminar esse livro q também me deram umas idéias legais pra escrever o livro. Teve também muitos filmes d ficção científica, como MIB, Matrix, Star Wars, A Batalha d Riddick, Highlander, O Corvo, Um lobisomem americano em Paris, Anjos da noite, Star Gates, Final Fantazy 2 e outros do gênero. Filmes também como Senhor dos Anéis também me deram certa inspiração. Desenhos como Caverna do Dragão, Samurai X, As aventuras d Jackie Cham, Cawboy Bebop, Yu Yo Hakusho, Street Fghither(O Japonês é claro.) foram um deles também. Sem falar nos jogos d vídeo Game, como Tekken, Jet Lee: Rise to honrror, Blood Road e outros do gênero. Os livros d teorias da conspiração q eu lia também serviram bastante, Código Da Vinci, Quem tem medo do escuro, Fortaleza Digital. Livros brasileiros, Elite da Tropa, Carandiru, Falcão: Meninos do Tráfico. Também teve as teorias da conspiração q li na Internet q também serviram bastante. Foi ai então q eu criei minhas próprias teorias da conspiração q é óbvio, são em grande parte só fantasia mesmo pra entretenimento d quem ler meu livro.
Meu livro em si, eu uso e abuso do sarcasmo, sátira, ironias, faço a maior piada, tem um certo teor d humor negro e d humor normal mesmo. A história se passa no presente e no futuro próximo, tem também algumas narrações q são do passado. O livro também é narrado d 3 formas. Há o narrador personagem, o narrador observador e o narrador onisciente. Meu livro contém muitos dos meus idéias e convicções q fui formulando até amadurecer o suficiente pra ser o q sou hoje. Ele é cheio d Utopias, quando o escrevi foi na intenção d viver um dia em um mundo melhor, numa sociedade melhor. Por isso esse meu livro também toca em muitos temas filosóficos, éticos, políticos e religiosos. Boa leitura.

Dedicatória
Dedico esse livro a todos q me amam e a todos q eu amo e me ajudaram e apoiaram nesse meu sonho. Dedico principalmente a você, minha professora Zezé, q me dava aula d português e q me descobriu e me fez descobrir o talento pra escrever q tenho dentro d mim. Zezé. Onde quer q você esteja, saiba q eu lhe amo muito e t considero muito pra mim. Você é minha melhor amiga e minha mãe d consideração também. Guardarei pra sempre o q me ensinou pra viver.

P.S: Fiz questão d abreviar no meu livro as palavras “de” e “que” pra “d” e “q”, não vai estar tudo abreviado, mas você vai achar essa abreviação. Pra mim é mais prático escrever assim.

Atenção
Esse livro foi corrigido por mim e por um grande amigo meu chamado Rafael, a ultima revisão nele foi dada por mim. E como é xato revisar o próprio livro! Usei apenas recursos do Word pra corrigi-lo, você pode achar eventuais erros d digitação e português nele e d redação. Mas a fala dos personagens é regional. Não sou perfeito e nem essa obra é. Mas um dia eu e toda minha obra haverá d ser. Maktub.: Maranata:.


Entrando num pesadelo
CAP. 1

Part.1

Nós estávamos em nosso acampamento na floresta Amazônica, às margens do rio Amazonas, com árvores enormes a nossa volta. Estava uma escuridão total naquela noite. Fizemos uma fogueira em um espaço entre as barracas e ficamos em sua volta. Conversávamos da matéria que eu ia fazer sobre a tribo Guatinchara. Tomávamos vinho para relaxar. (Ou embebedar, se você achar melhor assim.)
Nosso grupo foi interrompido por Muapi, homem sério e protetor de seus costumes, trabalhador esforçado. Tinha um físico avantajado, era alto, parrudo, de cabelos muito lisos que batiam até os ombros.(Cabelo em que tem uma franja na frente e é grande atrás.) Era o nosso guia, um descendente de índios. Queria nos contar uma lenda daquela região do Amazonas. Era sobre a tribo em questão. Os Guatinchara. Então ele começou:

- Para o cês que num sabe, a palavra Guatinchara, na língua do índio, significa homem-onça. Diz a lenda que um dos segredos deles é de poderem ser homem e onça ao mesmo tempo. Geralmente ficam observando o homem branco destruindo a natureza em forma de onça.

Percebi que Muapi não foi muito claro no que disse e logo o interrompo tirando onda da cara dele, pra deixar a conversa com uma certa dose d humor :

- Eles observavam o homem branco? O homem branco que é homem onça? Hehe...

- Claro que não!

- Então seja mais expressivo. Hehe...

- , pussível q cê num intendeu o sintido!

- To d onda cara. – falei sorrindo – Entender eu entendi, queria ver se você escrevesse isso num livro se seria todo mundo que iria entender. O certo seria... Geralmente ficam observando, em forma de onça, o homem branco destruindo a natureza. Se o cê falá do outro jeito, dá a impressão que o homem branco que é a onça.

- Tá bem! – disse Muapi meio irritado.

- Só te falo isso que eu também sou crítico de literatura. Hahaha!

- Peraí! Cê falô primeiro cê, depois no lugar de for, falô ! E ainda é crítico literário!? Cê tá brincando comigo, eu também ouvi tu falá o cê, acho que o cê é muito estranho. Nunca vi jornalista assim. Deixa eu continuá a história! Porra Carlos!

- Não! Peraí, eu falo do jeito que quizer meu! – falei cinicamente e sorrindo pra não perder a piada – Só escrevo em linguagem culta porque tem um monte de babacas que não aceitam. Coisa que acho bobera, deveria importar se o sentido é o mesmo pra to...

- Isso aqui num é livro e nem jornal não porra! Isso aqui eu contando história! Como é que é? Vai dexá eu continuá ou não?

- Tá bom. Tava só d onda meu... Mas se isso fosse pra uma história escrita, ela seria criticada por fugir do assunto e não ir direto ao ponto, vai então. Hehe...

- Vai me dexá contá ou não?

- Tá bom, vai... – voltei a seriedade.

- Que saco meu, nunca vi um crítico literário que fala errado e ainda pega no pé da gente por falar também. – diz Muapi meio irritado – Tudo bem... Geralmente ficam observando, em forma de onça, o homem destruindo a natureza. Analisam seu oponente para depois atacá-lo. Não só os que destroem, mas também aqueles que querem enganar o índio com promessas bobas... Como a de deixá-los ricos mostrando os segredos de seus remédios naturais para o mundo e outras formas de extorqui-lo, pensado que o índio é bobo. Quando eles não aceitavam... Aí começava a chantagem, ameaças de morte, confiscação de terras ou destruição delas com o fogo. As vezes vinham alguns padres e pastores, (Não quero dizer que todos são assim.) pra catequizá-los com a palavra de seu Deus, só por interesses de convertê-los. Ficava mais fácil manipulá-los a vender suas terras para os poderosos escondidos nas Igrejas. Os poderosos poderiam ser maçons, que deixavam um dos seus como convertidos, fingindo serem pregadores, para manipular a Igreja e atingir os interesses da Maçonaria. As vezes eram aqueles pastores chatos dessas Igrejas crentes (Nem todos é claro.) querendo mais fiéis para encherem seus bolsos. E talvez também por interesses de outros poderosos, poderia até mesmo ser a Maçonaria.
Neste momento a história é interrompida por um companheiro:

- Há! É claro que sim. Está óbvio que isso possa ser verdade. Hahahaha! – disse Nicolas, o nosso barqueiro, negro forte, baixo, metido a valentão. Falou isso usando um tom de voz engraçado e ofensivo.

- Cale a boca seu porra! Deixe eu contar à história! – Muapi falou naquela braveza e autoridade máxima para Nicolas. Este achou melhor ficar calado. Muapi continuou a contar sua história com indignação – Muito bem. Aqueles tolos eram observados por onças pintadas durante o dia...

Muapi é interrompido por outro engraçadinho, Joel, irmão de Nicolas, negão alto, jovem, magro, cara a toa, só veio afim de zoar mesmo.

- Há! Elas eram pintadas de que cor? Azul, verde, rosa ou de cinza? – diz Joel em tom d piada.

Muapi, nervoso, fala bem alto:

- Cala à boca seu idiota! Se alguém me interromper mais uma vez, eu paro de contar história e desço a porrada nele!

Me levanto e digo aos outros:

- Gente! Vamos continuar ouvindo a história. Essa eu ainda não ouvi! – Completei, defendendo Muapi.

Muapi volta a história:

- Agora... Ninguém me interrompa! Eram observados de dia e a noite! Se tivesse alguma expedição de canalhas por perto, poderia até serem padres ou pastores, maçons, qualquer tipo de ganancioso dormindo por lá. Eram todos mortos à garradas por um homem meio onça! Ou então por uma onça mais monstruosa e maior do que o normal. Dependendo dos exploradores, não sobrava um para contar história. Nem mesmo certos padres e principalmente pastor interesseiro, sem-vergonha! E quando eles não eram mortos... Eram assustados por estas feras magníficas. Ficavam loucos, bastante perturbados! As vezes suas perturbações eram irreparáveis. Deixava seqüelas terríveis nas cabeças(Quero dizer mentes.) daqueles infelizes. Mas na maioria das vezes nem se lembravam do que tinham visto ou simplesmente lhes sobravam alguns fragmentos mentais do que viam. Mas nunca acreditavam no que lhes aconteciam! Tentavam esquecer consultando psicólogos os que tinham algumas lembranças na mente ou simplesmente concluíam que tudo isso era da própria imaginação.

Eu então falo a Muapi:

- Um momento Muapi!? Como é que as feras atacavam as expedições?
Morrendo de curiosidade, eu interrompi Muapi, sua história me lembrava muitos contos de terror que já li. Mesmo correndo o risco de tomar uma boa pancada de Muapi. O homem de pavio curto! Mas ainda sim queria uma história mais detalhada, ele me responde:

- Quer uma história mais detalhada Carlos, por que isso te lembra os contos de terror que já leu?

- Bem... É! Como adivinhou?

- Isso não importa agora. Irei te contar então.
Fiquei impressionado! Como Muapi adivinhou isso? Neste momento Joel fala também:

- Perae! Tu não disse que quem te interrompesse, tu ia cobrir de porrada!

Contestou Joel indignado e acabou recebendo uma resposta bem merecida de Muapi:

- Há! Esqueci de pronunciar, que aquele chato que me interrompesse fazendo gracinha! Que ia levar porrada!

Joel fala meio irritado:

- Quer saber meu! E vou é dormir!

Joel foi para sua barraca irritado com Muapi, que ainda lhe disse:

- Vá! Vá dormir seu chato! E deixa eu contar à história! Pelo o que o ex-padre Manuel. Amigo meu, me disse, é que ele estava junto de um maçon que se dizia convertido e mais outras cinco pessoas. Afim de pregar aos índios a palavra de Deus. Ele tinha vindo lá do México, de uma cidade chamada Montes de La Buena Vista. Em missão de catequizar, se instalou numa cidadezinha chamada Ourilândia do Norte, no sul do Pará.

Por um momento Muapi para, acende um baseado e dá uma tragada. Meu companheiro Jorge, sociólogo de renome. Senhor já de cinquenta anos, barrigudo, cabelos brancos, contesta:

- Sua história está interessante. Mas você tinha de fumar maconha justo agora. Dá até para reconhecer pelo cheiro rapaz! Isso é prejudicial à sua saúde.
Jorje só não imaginava receber uma resposta bem contraditória, grosseira e comprida de Muapi: (Obs: aqui começa a parte de enche lingüiça, você não é obrigado a lê-la se quiser, só a botei pra enche lingüiça mesmo. É aquelas partes onde tem aquele monólogo enorme de discussões sobre coisas que não tem nada haver com a história. Sei que é mais recomendável encher linguiça no final ou no meio do livro, mas preferi aqui mesmo. Quando você ler essa palavra só em letra maiúscula LINGUICEIRA, é q dae pra frente só vai t lingüiça, quando você ver a palavra bem grande DESLINGUIÇO, é porque acabou a encheção d lingüiça. Não significa que não seja interessante as linguiçadas. Mais se quizer ler, só irá encontrar uma coisa que escrevi querendo mostrar “meu modo de vista e meu ponto de pensar”, você pode querer ler depois de ler todo o livro se quiser, agora vou te deixar ler em paz o livro. Mais uma coisa! Esqueci de lhe dizer outra coisa pra finalizar. Melhor... Escrever. Toda vez que eu colocar entre parenteses a palavra linguiceira e deslinguiço até onde vai a pagina... Você já sabe o que quero dizer. Aliás! Escrever. Agora leia antes que você perca a paciência!)

- Olha aqui doutor! Foi legalizado mesmo num foi? Então não me enche!

- Eu fico indignado por essa droga e todas as outras terem sido legalizadas.

- Cê tem que acha bão que to usando só essa que é fraquinha e não faz mal se saber usar, agora cê vem me falando que é ruim pra mim!? Eu tenho sessenta e um anos! Sou mais velho do que você, aparento ter trinta. Desde os doze que fumo maconha! Antes, mesmo dela ser legalizada. Até hoje nunca me deu overdose. Porque tenho tanta força de vontade, que como vocês que estão bebendo este vinho, são moderados e não ficam bêbados. O mesmo é comigo! E o vício que ela dá é psicológico, num é químico e eu consigo controlar. Na minha aldeia à coisa mais normal que tem é índio de setenta anos, com aparência de cinqüenta. Que fuma maconha desde os doze anos. Isso tudo para relaxar ou fazer um ritual, em várias aldeias existem isso. Se não é maconha, é outra erva ou folha. Ou é porque a maioria dos índios tem resistência à maconha, ou porque tem boa alimentação. Sem nenhuma impureza no corpo, sem dizer força de vontade. Pode até ser tudo isso junto! É raríssimo ver um índio morrer drogado com maconha, a não ser que seja desviado de seus antigos costumes e caia em outras drogas q também foram legalizadas. Mas é bom você também lembrar, q finalmente nesse país q foi o primeiro a legalizar todas as drogas, justamente pelo fato d hoje em dia a liberdade individual ser levada bem a sério no Brasil. Se tem liberdade, naturalmente existe o livre-arbítrio d cada um. Nós hoje somos livres pra foder com nossas próprias vidas se quisermos, só não pode foder com a vida dos seus próximos. É só saber exercer sua liberdade e livre-arbítrio sem impedir q seus próximos a exerçam também, isso vale pra todos. Fazemos isso ainda bem conscientes dos efeitos devastadores das drogas, q já também vem estampados nessas merdas d embalagens! Aceite você ou não, morre bem menos gente com overdose d drogas desde q elas foram legalizadas. Do q quando elas eram ilegais, a luta entre o tráfico e a polícia era algo sem fim, a situação ficou insustentável como você mesmo já sabe. Finalmente esses governantes burros e conservadores caíram na real e legalizaram essas merdas todas. O mesmo também valeu pra legalizar cassinos e bingos e jogos d azar do tipo. O Brasil acabou crescendo com isso e hoje num é a toa q é uma das maiores potências do mundo. Tudo isso por um motivo bem simples, tirar a liberdade e o livre-arbítrio dos outros, é decretar o caos na sociedade. Foi isso q aconteceu nos EUA com a lei seca, achou q seria diferente com as drogas aqui? Não. Não seria.
Mas já que eu estava concordando em certo ponto e em outros não com Muapi, resolvi intervir entre eles também:

- É Muapi. Mas cê tem que entender, que a maconha que os índios usam... Além disso tudo que cê disse. Você esqueceu de dizer que... As folhas que os índios usam, são num teor bem mais fraco daquela que se achava na cidade antigamente, até que hoje na cidade o teor dela já é baixo. Também depois que foi legalizada, tudo mudou. Além do mais, ela não dá overdose. Ela leva você pra outras drogas dependendo de como você está psicologicamente, não é a toa que os depressivos acabam seguindo a teoria da escadinha, mas isso não se aplica a todos. Com a maconha, já é questão de psicológico, não de dependência química. Mas isso é relativo meu... A maconha é também muito usada para largar vícios como de crak, cocaína e outras drogas que realmente deixam seqüelas nos usuários. A maconha não, se você para de usar, cê volta a ficá normal dentro de certo tempo. E quando se usa pra desviciar de outras drogas, é mais fácil de parar. Tá sendo com a maconha e o resto das drogas igual o jeans, no começo ele era muito reprimido, as pessoas achavam que jeans era coisa de bandido, hoje tá acontecendo a mesma coisa com a maconha. As pessoas estão parando de generalizar que quem usa maconha é bandido. Seria o mesmo que falar que todo pastor é picareta, sendo que tem os que realmente se preocupam com a sociedade. Olha, q hoje. As Igrejas d várias denominações fazem um belo trabalho pra recuperação d viciados. A conscientização da mais certo q a repressão. Quando a aids e outras DST se proliferaram, assim como também a gravidez indesejável, não adiantaria nada proibirmos os cidadãos d tranzar, mas conscientizá-los da camisinha foi a melhor alternativa. É mais o menos a mesma coisa hoje com as drogas.
Depois desse meu discurso, Nicolas ainda dá um relato:

- Pois é! Bem q um amigo meu já leu também um livro dos princípios curativos da maconha, ela é natural, não deve só fazer mal pra nós. Acho que isso depende do jeito que usa ela. Meu amigo me falou que ela cura uma porção de doenças... Que mais memo... Tem comida feita na base da maconha! Gente! Bolo de maconha! Dizem que é meio amargo e eles botam muito chocolate pra o gosto fica melhó. Mas também deixa o cara meio na viagem. Só que tanto quanto o fumo... É mais difícil de se viciar.
Aí fala o Muapi todo satisfeito com que ouviu:

- É isso que faltava eu dize. Agora cês me intendem?
Depois dessa conclusão eu disse já bem humorado:

- Não, isso aí que cê falo... É verdade... É! Mas num sô muito afim de experimentar isso não meu! Depois num do conta desse trem (Vocês sabem do que estou falando.) e me lasco todo. Por isso não aconselho pra ninguém usar maconha e outras drogas, principalmente cigarro, que vicia e mata bem mais do que a grande maioria das drogas.
Depois dessa todos riram e Jorge resolveu voltar no outro assunto novamente:

- É! Tá bom então. Vocês estavam num assunto, depois entraram em outro! Continue à história por favor Muapi. – Acabou concordando contragosto Jorge. (DESLINGUIÇO)
Muapi continuou normalmente a história:

- Quando Manuel ainda era padre, ouviu o plano de Valdermir, o maçom que se dizia convertido, queria tentar novamente catequizar os índios. Voltar a Santa Inquisição. Vocês sabem no que isso pode dar. – falou Muapi com cara de gozação.
Gerônimo, o bigodudo, filho de imigrantes mexicanos, gorducho e baixinho (Nem vou especificar a cor da pele, você sabe qual provavelmente deve ser.)disse:

- Boa que não deve ser.

- Você está certo, coisa boa não é. – Completou Muapi e continuou à história – Padre Manuel, com sua melhor das intenções. Começou a montar uma campanha de catequização dos índios, sem desconfiar que tinha um maçom manipulando ele. Certo dia ele foi em uma aldeia bem isolada com o maçom e outros seis pregadores. Chegando na tribo eles foram bem recebidos por todos os índios e foram levados até o cacique que lhes disse... Se não me engano era isso: “Homem branco é padre. Veio aqui na melhor das intenções para catequizar o índio, pode fazer isso á vontade. Iremos ouvi-lo, iremos aprender coisas novas com vocês sobre sua religião. Mas não vamos largar a nossa cultura xamãnista. Que em si ela prega mesma coisa, que devemos ser felizes e transmitir felicidade a todos de um jeito que todos há tenham, pois todos há merecem. Pois o nosso Deus é o mesmo que o seu, em vez de procurar nos converter, tente converter os seus próprios fiéis como esse maçom que se diz convertido. Mas está aqui te manipulando à interesse de poderosos, com seus outros amigos presentes que sabem disso e que estão corrompidos pela ganância e o poder.”
O modo que Muapi falava, era como se estivesse interpretando um teatro, fazia uma cara de olhos arregalados. Acho que ele empolgou depois que começou a fumar maconha e continuava contando a história, enquanto eu imaginava tudo que ele dizia:
- Não! E o tal de Valdemir chego e falo assim: “Isso é mentira padre Manuel! Eu me converti de verdade! Sou católico e pregador já vai fazer vinte anos!” Disse o maçom amedrontado e o padre Manuel sentia a verdade doer em seu peito a cada palavra que o cacique dizia! Então o cacique falava: “A cada palavra que esse maçom diz, mais ele mente. Não sei como ele pode ter já sido maçom, já q é tão hipócrita.” Falou o padre em seguida: “Isso és verdade Valdemir! Ele abla as cosas como se esperasse la nuessa vinda.” Perguntou o padre com seu sotaque casteliano. Tô imitando bem?
Todos nós dizemos juntos:

- Tá mais ou menos... Vai! Continua.

Muapi continuou:

- E então começou a ficar com a cabeça meio confusa o padre e lá veio o maçom de novo: “Padre! Não acredite nele, esse homem caiu nas garras do demônio! Por isso ele não fala coisa com coisa. Temos de exorcizá-lo e converter sua tribo!” Dizia o tal maçom. Aí ele recebeu uma resposta boa do velho índio: “Eu que pensava que só aqueles crentes intolerantes da Igreja Universal falavam em cessão demoníaca, tivemos de expulsá-los a força daqui. Olha padre, se o cê quisé vir aqui novamente, venha sem estes falsos. Agora prefiro que você se retire.” Quando ouvi o padre Manuel contando isso pra mim. Mais moço! Comecei a rir igual um condenado! Hahaha... Ficaram lá com cara de taxo... Sem graça que só. Eu não acreditava que eles estavam levando um show de moral de um índio. Não! E o pior que ele foi tentar ter uma explicação melhor do cacique: “Assí que tu mí recibas! Estoy aqui à pregar la palavra de Dios.” E o velho índio ainda respondeu: “O seu padre pode, mais esses outros não. E é melhor que estes sete farsantes saiam daqui logo! Antes do anoitecer, ou serão mortos pelo espírito do Guatinchara, protetor dos índios.” Eu queria estar lá para ouvir isso e o maçom começou a se intrometer no meio e à ameaçar também: “O que você está dizendo seu índio louco! Você vai se arrepender do que diz! Eu não acredito em espírito algum que os protejam! Vamos sair daqui padre... Nunca fui tão humilhado.” Fico lá reclamando o maçom e o padre lá falando: “Não! Fica calmo Valdemir.” Então padre Manuel e os outros saíram da tribo e resolveram acampar em um local apropriado. Sem dar atenção o que o cacique lhes disse, a noite chegava e um dos sete que se passavam por pregadores, perguntava à Valdemir. Sem saber que o padre tava olhando eles escondido numa moita: “Será que esse tal espírito Guatinchara existe mesmo?” Aí o Valdemir falou com uma cara de raiva: “É só uma lenda idiota para nos afugentar! O que nós devemos nos preocupar agora é com o padre. Ele está confuso com que o cacique lhe disse e eu tenho um plano melhor agora.” E o tal do puxa saco perguntou: “Vamos lá chefe, diga-nos este engenhoso plano seu.” O Valdemir então respondeu.
Todos observavam aquele jeito de Muapi contar história. Prendia nossa atenção com seus gestos engraçados, com seu método diferente de narração. E ele continuava e ia falando:

- “Já está escurecendo, vamos matar o padre à pauladas e furá-lo com galhos pontiagudos antes que a noite chegue, vai parecer que os índios nos expulsaram a força de sua aldeia.” Disse o maçom maléfico. "E a nossa versão será a seguinte. ‘Nós queríamos pregar a palavra de Deus, mas eles não queriam conversa, apontaram suas lanças e vieram nos atacar. Começamos à correr desesperados, mas o padre caiu. Os índios o pegaram e começaram à matá-lo com pauladas, furavam ele com suas lanças, quando fomos ajudar. Jogaram pedras que acertaram à meus amigos só à mim que não’”. Depois ele é interrompido pelo o capanga de novo: “Pera aí! Por quê nós temos que levar pedradas e o cê não?” E o tal do maçom esperto começou a dar seus argumentos: “Não sô! Deixa de se burro! Assim eles não levantam dúvida contra nós e fica mais fácil de ganharmos na justiça caso os índios recorrerem. E iremos ganhar uma indenização tão alta, que eles serão obrigados à vender suas terras a um dos nossos companheiros para pagar à indenização altíssima.” E outro cara meio trocha, começo a querer dá opinião também: “Não acredito que um juiz vá trazer tantos benefícios para nós.” E o esperto do Valdemir deu outra resposta de novo:
“Não se nós subornarmos o juiz, ou botarmos um que nós queremos lá. Tudo será nosso! Isso é o d menos. Agora... Onde está o padre?” E o padre Manuel tentou fugir antes que as coisas ferrassem para o lado dele. Só... Que um dos jagunços, forte pra caramba, percebeu e o segurou, o padre ficou imobilizado e sem reação. Esse jagunço pego e aviso pro Valdemir: “Ele tentou fugir depois de ter ouvido o que cês conversavam. Mas eu o peguei antes que fizesse isso.” Foi o que o padre ouviu de um cara que estava de olho nele. Com capanga o segurando e antes que lhe acontecesse alguma coisa, ele resolveu falar: “No acredito! Lo cacique estava cierto! Valdemir! Como tu podes fazer isto comigo?” E ele se achando o máximo começou a xingar e falar umas asneiras pro padre: “Olha! Que beleza... Já está de noite. Hora de botar o plano em prática. Você foi um padre ingênuo! Cavou sua própria sepultura! Vai morrer agora!”

Padre Manuel sem poder fazer nada, pois estava imobilizado pelos braços, chorava. Não via outra alternativa à não ser gritar enormemente com sua fé: “Deus! Não deixem eles me matarem! Me mande ajuda!”
Valdemir pega um pau e diz: “Seu tolo chorão! Deus não vai te ajudar agora! Cê vai morrer!” Aí que as coisas começam acontecer. De repente os vilões param por um momento e começam a ouvir sons de tambores, em seguida rugidos de gelar um machão dos pés a cabeça. Ficam amedrontados, tiram seus revolveres(Tipo Magnum.45), começam a sentir a morte cada vez mais perto. O silêncio é total entre eles, até o padre se gelou todo.

O silêncio é quebrado por uma pergunta de um dos infelizes que viria a morrer, que faz perguntas quase se borrando nas calças: “Quem está aí!? Quem está aí!?” Ah! Mais pra quê que ele foi faze isso. Os tambores pararam de tocar, outro silêncio vem da floresta, só se ouve daquelas árvores enormes alguma coisa pulando de galho em galho. Eles olham para cima, vêem um vulto descendo rapidamente das árvores, você já espera o que irá acontecer não é? Pula do meio das sombras daquelas árvores uma onça negra maior! Mais selvagem! De aparência mais primitiva e mais robusta do que o normal! Direto no peito do infeliz que abriu a boca! Sem tempo dele reagir, esticado no chão e com uma fera em cima de seu corpo. Com suas garras enormes enfiadas no seu peito, dá aquele grito de dor indescritível. Sem esperar uma mordida direto na garganta, arrancada violentamente pelas mandíbulas da fera.

O homem que segurava o padre, o solta rapidamente e saí correndo, o padre olha para trás aflito e vê num movimento rápido a cabeça do que o segurava caindo e rolando à seus pés. Depois saindo da escuridão um ser de quase três metros, com aparência de homem híbrido com felino. Um corpo robusto, cheio de pelos, assemelhava-se à uma onça pintada. O padre ficou paralisado e com olhos arregalados. Olhando aquilo que nunca tinha visto antes, a fera passou perto dele e foi direto pegar o canalha de Valdemir, que atirou com seu revolver sem acertar uma bala por causa do desespero. O padre simplesmente virou-se para ver o espetáculo macabro.

Valdemir se mijando nas calças e vendo a onça negra largando a primeira vítima e em seguida seu outro capanga sendo rasgado pelo bicho peludo, num só golpe em sua barriga, antes de reagir. Caindo no chão com suas vísceras espalhadas, ficava se retorcendo e os outros quatro desesperados. Começaram à correr mandando chumbo em cima das feras, igual viado quando foge do leão e sem conseguir acertar um tiro porque as feras eram ligeiras demais e se esquivavam das balas! Dois deles se dão de cara com outro Guatinchara negro. Era menor um pouco, o padre me disse que deveria ter uns dois metros e trinta.

Quando é fé! (Para quem gosta de uma linguagem mais culta, isso significa quando vai ver.) Estão com as garras perfurando suas barrigas, subindo até suas costelas. Erguidos por garras ensangüentadas, uma morte dolorosa e um olhar de raiva da fera. O outro infeliz, apavorado, que estava indo para outro lado. Para de correr, olha para trás vê seus companheiros mortos de forma brutal. Diz uma de suas ultimas palavras antes de morrer: “Seu bicho desgraçado! Se eu morrer eu te levo comigo!” Corre em direção daquele ser, com seu facão, já que sua arma não tinha mais balas, fazendo seu ultimo ato de coragem.

O Guatinchara olha para seu lado e vê aquele ser desprezível correndo para morrer em suas mãos e o capanga, grita definitivamente suas ultimas palavras: “Eu vo te ma...” Antes dele falar a palavra matar, o Guatinchara rapidamente tira à garra direita de uma de suas vítimas e ataca com ela na cabeça do infeliz. Enfiando aquelas cinco garrinhas de mais ou menos uns quinze centímetros ou mais, com polegar no seu ouvido e os outros quatro dedos no pescoço e perto da orelha.
Muapi nos conta isso demonstrando com sua mão no rosto como se tivesse sendo atacado, continua a narrar a história:

- Orelha, cabeça e simplesmente o ergueu do chão e o arremessou uma mísera distância de mais ou menos dez metros. E Valdemir de forma humilhante no chão, se contorcendo de medo. Só faltava chamá a mamãe!
Nessa hora Muapi fala com uma cara de cínico, botando desprezo em tal atitude ridícula desse tal de Valdemir:

- Berrando igual um filhote de cabra asmática, com toda aquela macheza jogada no lixo, implorando: “Não me mate! Por favor!” – Dessa vez ele fala com uma voz mais aboiolada (Cês sabem que quero dizer.) e continua normalmente – de repente aquela oncinha negra que estava se deliciando com jantar macabro de vísceras, pulmões, costelas, braços, olha para aquele homem desprezível. O outro larga também de mastigar o ombro de sua vítima e o solta na hora. O Guatinchara pintado olha e todos outros dois também, fazem o mesmo e mexem suas caras de dentes ensangüentados pra um lado e pro outro várias vezes, demonstrando desprezo pelo que viam. O Guatinchara onça pintada ainda põe a mão na sua cara e faz o mesmo que os outros.

O padre vê aquilo, não entende nada. Valdemir alivia, olha para eles também, para de chorar... Olha para eles como se fosse uma criança iludida com a promessa de um pai e pergunta com aquela cara alegrinha: “Vocês não vão me matar?” Isso que aquele íbecil achava! Quando é fé, numa arrancada ligeira do Guatinchara onça pintada, só se vê Valdemir caí no chão com a cabeça arrancada segurada por apenas um pedaço de pele.

Padre Manuel continuou paralisado, olhava aquilo na sua frente, estava catatônico... Num consiguia dar um piu, só ficava olhando, não sentia mais medo... Mas não se sentia bem com que tinha presenciado. Até que ele resolveu perguntar: “Quem são... Quem são vocês?” Ele estava tão diferente, que nem usava mais o seu sotaque casteliano.

O Guatinchara chegou próximo dele, o padre só levantou a cabeça para cima, os dois ficaram olho no olho, o homem fera lhe respondeu e o advertiu. Falou rosnando mas foi com clareza: “Somos os Guatinchara, a tribo perdida... A tribo que protege as outras tribos, que protege a natureza dos gananciosos e egoístas. Estamos aqui para evitar matança do índio e injustiças que acontecem com eles. Somos seus espíritos Guardiões!”

Nessa hora começou a chover, formousse poças de água no chão. Os homens feras fizeram um portal se abrir de uma das poças, pularam dentro do portal. Depois o padre foi acolhido pelos índios que estavam perto no momento, ele dormiu na aldeia. No dia seguinte o cacique pediu pra ele não comentar muito sobre o que viu matando os seus acompanhantes. Ele voltou com um dos índios da tribo, disseram aos parentes das vítimas que tinham sido mortos por uma fera desconhecida. Que atacava a noite e o padre tinha sido o único sobrevivente. E que os próprios índios também temiam pela fera. Com isso, deram queixa na polícia, depois chegaram homens da policia federal. Evitaram que a imprensa espalhasse uma matéria e botaram a lei do silêncio naquela cidade, provavelmente estavam cumprindo ordens de alguma Organização secreta.

Um comentário:

ATENÇÃO! LEIA ISTO: Resolvi tirar a moderação dos comentários. Agora até você troll pode vir aqui me infernizar. Mas tudo tem seu preço! Quando você vir encher d lixo meu blog, no fim do mês vou limpar este lixo daqui e quando fizer isto. Vou estar limpando você q é um lixo no mundo. Vai doer muito em ti! Quer apostar q esta praga vai pegar? Quando sua vida depois virar do avesso, não diga q não avisei... Maktub!((Aquele q quiser se manifestar contra o q penso sinta-se a vontade, mas faça isso sem trollar, pois essa praga só inclui os trolls imbecis.) Agora você deve estar se perguntando porque estou fazendo isto? Só pra treinar minha ação com quietude mesmo.

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